<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537</id><updated>2012-02-16T10:28:22.018-02:00</updated><title type='text'>Teologia e Bíblia</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>65</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-6881058275326474162</id><published>2012-02-10T15:53:00.002-02:00</published><updated>2012-02-10T16:35:18.442-02:00</updated><title type='text'>A Política "Pão e circo" ainda funciona (A nossa alienação diária na Supervia)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ontem o Rio de Janeiro vivenciou uma experiência lamentável. Aliás, essa experiência não tem sido anormal, quando se fala de Supervia. Há não muito tempo estive em uma estação de trem e presenciei uma "onda" de vandalismo, raiva, desespero e insatisfação. C.S. Lewis, em seu livro, Crônicas de Narnia - Príncipe Caspian, faz a rainha Lúcia fazer o seguinte comentário para sua irmã, a rainha Suzana: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;“Não seria medonho se um dia, no nosso mundo, os homens se transformassem por dentro em animais ferozes, como os daqui, e continuassem por fora parecendo homens, e a gente assim nunca soubesse distinguir uns do outros?” &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo episódio, contado no filme, faz o anão que as acompanha dizer algo forte para a menina: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;“Quando te tratam como um animal, é o que você se torna.” &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui e jamais serei a favor de qualquer ato de vandalismo ou de destruição de propriedade pública ou privada. Contudo, não se pode fechar os olhos para o que essa "revolução violenta" representa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou uma das pessoas que frequentemente fazem uso dos trens da supervia e tenho que dizer que realmente Lúcia tem razão em sua "previsão" e o anão da versão do cinema, observou muito bem também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi e ouvi inúmeras críticas aos "vândalos" e, como disse, não aprovo. Foram, de fato, atitudes irracionais. Mas, como ser diferente? Como não agir como animal quando de fato você é, durante décadas, tratado como um? Não apenas a supervia, mas falando particularmente dela, possui um péssimo atendimento. Por vezes vi os "seguranças" destratarem pessoas que pagaram a passagem, expondo-as ao ridículo na frente de todos. E mesmo policiais que lá fazem segurança (que nada segura, pois eu mesmo já fui roubado lá) já tomaram, por vezes, a mesma atitude. Sim, não há preocupação em garantir segurança aos passageiros. Nesse nível, perder-se-ia muito tempo ao exigir conforto e tranquilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ironicamente, quando se chega à estação Central do Brasil, o maquinista diz: a Supervia agradece sua preferência. Preferência??? Como preferir viajar (no meu caso), 50 minutos em pé, em um lugar tão apertado que não se consegue, se quer, mexer o braço e ainda sem ar-condicionado no calor&amp;nbsp; forte como o&amp;nbsp; do Rio de Janeiro? Não, não existe preferência. Existe engarrafamento nas rodovias (o que deixa a viagem de ônibus muito mais cansativa para quem vai em pé, sem contar o atraso se não acordar bem mais cedo). Fazendo com que a Supervia não seja a preferida e sim a única forma de se conseguir chegar "cedo" ou "no horário" no trabalho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém prefere a Supervia, não há como preferir ser tratado como animais em um transporte de carga. Os "animais" que quebram e queimam tudo, na realidade, não passam de homens e mulheres que sustentam esse estado com seu trabalho. Entretanto, são maltratados por uma empresa que deveria priorizar suas vidas, conforto e segurança e ainda conseguem tempo para sorrir. Como sabiamente dizia a canção de Gonzaguinha: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;“Noventa e cinco sorrisos&lt;br /&gt;Suando na condução&lt;br /&gt;E um sorriso nos lábios..” &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso me furtar de criticar esse mesmo povo que faço parte! Hoje,&amp;nbsp; exatas 24h depois do ocorrido, na Central do Brasil, havia uma parte de banda de Escola de Samba e uma mulata sambando (se havia mais algo não pude ver, pois a visão me irritou bastante e explicarei o porquê). E esse mesmo povo, que ontem brigava e quebrava tudo pelos seus direitos, estava ali, suado, cansado da viagem, mas, "curtindo o sambinha", oferecido por essa "prostituta do apocalipse do trabalhador" chamada Supervia. O que deveria gerar um protesto por querer "comprar nosso silêncio", tornou-se festa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma lógica Romana, do Pão e Jogos Circenses (mais conhecido como "Pão e circo"), a supervia procurou "fazer as pazes" com esse povo. Para tanto, no lugar de prover recursos, conforto e segurança, promoveu o lazer da ilusão. Como fez tantas vezes com funk nos vagões, pagodes e sambas em outros momentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os romanos ensinaram aos poderosos como manter o povo longe da revolução e acalma-los das insatisfações diante do que sofriam: pão e circo. Essa era a lógica romana. Que funcionou hoje, na Central do Brasil, e há de continuar funcionando. Pelo menos, enquanto esse povo, que ontem se mostrou uma fera ferida, converter-se a um cachorrinho domesticado, olhando para o frango que está sendo assado, quando a supervia promover a "cerveja, o samba e a mulata gostosa”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei, Lúcia... Sinceramente não sei quem são os animais... Se esses "cachorrinhos", ou se essas "bestas", disfarçadas de líderes do povo, ou de servidores do povo... Mas sim... Sua desconfiança se cumpriu... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ê vida de gado... Povo marcado e povo feliz...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-6881058275326474162?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/6881058275326474162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/02/policita-pao-e-circo-ainda-funciona.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6881058275326474162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6881058275326474162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/02/policita-pao-e-circo-ainda-funciona.html' title='A Política &quot;Pão e circo&quot; ainda funciona (A nossa alienação diária na Supervia)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-1053941404729690883</id><published>2012-01-30T14:20:00.000-02:00</published><updated>2012-01-30T14:20:54.997-02:00</updated><title type='text'>Jesus César ou Jesus Cristo?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo. João 4:42&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background: none repeat scroll 0% 0% white; left: -99999px; position: absolute; text-align: justify;"&gt;E  diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós  mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o  Salvador do mundo.  &lt;br /&gt;João 4:42&lt;/div&gt;&lt;div style="background: none repeat scroll 0% 0% white; left: -99999px; position: absolute; text-align: justify;"&gt;E  diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós  mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o  Salvador do mundo.  &lt;br /&gt;João 4:42&lt;/div&gt;&lt;div style="background: none repeat scroll 0% 0% white; left: -99999px; position: absolute; text-align: justify;"&gt;E  diziam à mulher: Já não é pelo teu dito que nós cremos; porque nós  mesmos o temos ouvido, e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o  Salvador do mundo.  &lt;br /&gt;João 4:42&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é difícil encontrar um cristão que narre a necessidade de se aceitar a Jesus como "Senhor e Salvador de nossas vidas". Entendo perfeitamente a idéia de Senhor (embora duvide que alguns cristãos a entendam), mas gostaria de pensar sobre essa idéia de Salvador, que seria o&lt;b&gt; &lt;i&gt;σωτὴρ&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;(soter).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se pensa em Cristo como Salvador, os cristãos, com facilidade, são levados a pensar em um inferno em chamas. Todos nós estamos destinados a esse inferno, Cristo, com sua obra redentora, nos livra desse perigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pensamento (que discordo) ergue um Deus que se preocupa com nossas almas. Com o destino final delas. Da mesma forma acaba por depreciar a realidade atual: o mundo em que vivemos. Afinal, por que alguém se preocuparia com esse mundo passageiro se, na realidade, temos um lugar BEM MELHOR quando morrermos? Por outro lado, há de preocupar-se caso esse "lugar depois" seja de tormento eterno. Pois, quem vai para o inferno, não tem jeito, não haverá segunda chance. A oportunidade se ir para o céu é já!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É estranho, para mim, tal pensamento, pois transforma toda essa nossa vida em um teste. Um teste para saber se "merecemos", ou se "aceitamos", o presente dado por Deus: o céu. Mas, para aceitar tal presente, é necessário reconhecer o senhorio de seu Filho. Viver rebelde a esse Senhor, nos trará condenação eterna. E a vida, que deveria ser vista como um presente, passa a ser encarada como "teste passageiro e sem valor". E o próprio Deus é convertido em um "caça fantasmas", pois, de fato, sua preocupação é com o nosso espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada há de mais reducionista do que isso! A confissão dos samaritanos é simples e forte: &lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;"sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo João 4:42"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais nada, gostaria já de dizer que o Cristo prometido não é o salvador dos homens. Mas o salvador do mundo. Dando uma olhada básica e rasteira nesse título, vemos o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra soter, em grego quer dizer literalmente: preservador, salvador e libertador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse título, na Antiguidade, era dado aos deuses, príncipes e reis. No tempo de Jesus era dado ao Imperador. Augusto, inclusive, foi o grande Salvador do Mundo. Contudo sua salvação era baseada no força do seu exército, na política (e politicagem), e na religião que unificava o mundo romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os povos eram convidados a adorar a deusa Roma, participar do culto ao Imperador (que era “ponte suprema entre os deuses e a terra - sumo pontífice”.) ou do culto aos deuses romanos. Por meio da unificação religiosa, política e cultural, Augusto conseguiu trazer a pax-romana sobre o mundo que dominava. Entretanto, quem não seguia sua "linha unificadora" era convidado a se retirar do mundo dos viventes e lançado no hades (inferno), como ocorreu com Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante como que hoje em dia Jesus tornou-se um César. Por meio da unificação da religião (todos cristãos) e do culto (todos adorando a Jesus) os cristãos procuram colonizar o mundo e julgar que, assim, Cristo reinará de fato. São os emissários, o novo exército do novo César. E se ninguém quiser sofrer a pena capital, aceite de bom grado a mão ajudadora do novo César (Jesus). Da mesma forma que o antigo César (Augusto) se comportava, o Jesus dos cristãos se comporta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais traiçoeiro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Jesus de João, confessado pelos samaritanos como "Salvador do mundo" (&lt;i&gt;&lt;b&gt;ὁ σωτὴρ τοῦ κόσμου&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;) é aquele que salva o mundo (não as almas) da situação que se vivia. Se naquela época salvo era aquele que servia a Roma, aos deuses romanos e ao imperador. Em Jesus, salvo é aquele que não precisa se dobrar a tal senhorio! Salvo é aquele que é livre; Salvo é aquele que confessa o senhorio do filho de um artesão (ironia); salvo é aquele que aceita o senhorio de alguém que não impõe tributos (não tem exército e nem corte para sustentar); salvo é aquele que não mais serve a Roma, mas que serve ao próximo, em amor (é assim que se serve ao Senhor Jesus, servindo ao próximo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é o salvador do mundo antigo (e do atual!) porque seus ensinamentos livram as pessoas de tributos, de dízimos, de religião opressora, de política má, de corrupção, exploração e todo o tipo de eliminação de direito à vida e aos bens essenciais a ela. E a exigência desse salvador é que sirvamos uns aos outros, assim ele considerará ser servido. Em outras palavras, o senhorio dele se baseia na eliminação de um senhorio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é o salvador do mundo não porque ganhou uma guerra contra Roma, mas porque, mesmo sendo morto por ela, elevou à potência máxima a possibilidade do ser humano. É salvador porque nos mostra o quê e como podemos ser perfeitamente humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não é o salvador das almas, mas o salvador da vida. E, diferente dos imperadores, não impõe seu Reino, pelo contrário, convida a todos a, se desejarem, conhecerem o melhor modo de viver aqui em nosso chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu Senhor e Salvador é Jesus Cristo e não Jesus César. Quem é&amp;nbsp; seu?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-1053941404729690883?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/1053941404729690883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/jesus-cesar-ou-jesus-cristo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/1053941404729690883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/1053941404729690883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/jesus-cesar-ou-jesus-cristo.html' title='Jesus César ou Jesus Cristo?'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4438143971727294291</id><published>2012-01-23T14:34:00.004-02:00</published><updated>2012-01-23T15:16:49.912-02:00</updated><title type='text'>As Portas do Inferno? Que Inferno?</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Pois  também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a  minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" Mt  16:18&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É  bastante comum na leitura bíblica lermos os textos como se fossem  escritos em nossa época. Entretanto, é preciso respeitar o tempo dos  textos, do contrário, somos levados à complicadas interpretações. Isso  deve ser respeitado em qualquer literatura ou mesmo música. Cantarmos,  por exemplo, a música "O Bêbado e a Equilibrista", de Aldir Blanc e João  Bosco, é sempre gratificante, mas não conhecer o ambiente em que música  foi escrita não nos permite entender expressões como: "com a volta do  irmão do Henfil" (Betinho); "Caia a tarde feito um viaduto" (viaduto de  Paulo de Frontin); "me lembrou Carlitos" (morte de Chaplin); E,  obviamente, a grande mensagem na época da ditadura que se tornou um  verdadeiro hino de desejo pela liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Óbvio  que essa música merece uma análise bem cuidadosa e muito bem feita.  Análise essa que não é o foco desse post. O intuito é demonstrar que uma  canção bonita, na época que foi escrita, pode ser muito mais do que  bela. No caso, subversiva, forte, triunfante e esperançosa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Olhar  dessa forma para os textos bíblicos nos ajuda a desvendar um pouco de  sua mensagem. Falando do texto acima, e colocando dentro de seu  contexto, ele faz parte do trecho bíblico onde Pedro faz a confissão: tu  és o Cristo, o filho do Deus vivo. Confissão essa ocultada por Lucas,  narrada por Marcos de forma bem abreviada (sem a parte da edificação da  Igreja e sem a afirmação filial "Filho do Deus vivo") e que em João é  feita por Marta.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No  caso de Mateus, após a confissão petrina, Jesus afirma que através  dessa pedra (a confissão ou Pedro?) ele edificaria sua igreja e as  portas do inferno (hades) não prevalecerão contra ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A  traição que fazemos ao texto é lê-lo sem considerar o mundo em que foi  escrito e achar que nossa época e cultura são suficientes para  "desvendá-lo". Ora, o que se diz hoje sobre o inferno? O inferno,  segundo o imaginário popular, é o lugar onde o diabo reina junto com  seus demônios e, lá mesmo, causam dores às almas dos perdidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas  era assim que pensavam na época de Jesus? Na mitologia grega (de onde  vem a expressão Hades), por exemplo, Ulisses chega às portas do inferno  (hades) e conversa com seus amigos que foram mortos. O hades, por vezes,  durante a mitologia, é "visitado" por vivos que tentam, de alguma forma  realizar algum feito.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Originalmente,  contudo, na mitologia, o hades é o lugar dos mortos onde o deus Hades  (Plutão na cultura romana) é quem reina. Lá mesmo que existe a figura do  barqueiro, que conduz as pessoas para o mundo inferior. Ás portas do  Hades (lugar dos mortos) mora Tánatos, que é a personificação da morte. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O  Hades é o destino de TODOS os mortos, não apenas de bons ou maus. Seria  o que o hebraico chamaria de Sheol e que, corretamente, deveríamos  chamar de sepultura. Na mitologia podem existir diferenças no Hades:  tártaro, como o lugar para onde vão os espíritos maus; e Elíseos, onde  estão os espíritos dos bons. Contudo, os dois lugares ESTÃO no Hades.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Salta aos olhos a diferença do "nosso inferno", para o "inferno" do ambiente do novo testamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se  lermos esse texto iluminados pelo nosso modo de pensar atual,  facilmente chegamos à conclusão de que o diabo e seus anjos não  prevalecerão contra a igreja. Contudo, existe uma traição se mantivermos  tal interpretação. Traição porque o autor JAMAIS poderia ter isso em  mente, posto que, em seu mundo, não existe essa "compreensão de  inferno". Logo, estamos dizendo que o texto afirma uma coisa, sem que ele  tenha falado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No  exemplo da música, seria como afirmar que "caia a tarde feito um  viaduto e um bêbado trajando luto me lembrou Carlitos" quer dizer que a  tarde nunca caia (pois viadutos não caem a todo o momento). Sabedores,  contudo, de que o viaduto de Paulo de Frontin desabou, matando muita  gente e trouxe um arrastão de comoções – onde mesmo os bêbados e loucos  se vestiam de preto e ficavam em silêncio ao passar por lá – ajuda-nos a  entender a tarde caiu violentamente, trazendo dor, luto, mas, ao mesmo  tempo, esperança, na época da ditadura.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Da  mesma forma que a música ganha vida e beleza quando entendida sua  mensagem, é necessário olhar o texto, agora, com o "chão" do autor:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e a morte não prevalecerá contra ela;"&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Morte  essa que, seguindo o texto, é lembrada quando afirma o ensinamento da  morte e ressurreição de Cristo. Sendo essa mesma ressurreição a vitória  sobre as "portas do hades" (portas da sepultura, portas da morte, portas  do mundo dos mortos que, no momento, aprisiona os que estão "mortos em  Cristo").&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A  igreja será (foi?) edificada e a morte não terá condições de vencê-la.  Um hino cristão antigo, mais antigo que o texto de Mateus, nos relembra  esse ensinamento cristão e o fim de Tánatos - o que vive às portas do  inferno (Hades):&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Tragada foi a morte (Tánate) pela vitória. &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Onde está, ó morte (Tánate), o teu aguilhão?" I Cor 15:54b-55&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho  que por aí podemos aprender a importância de não lermos os textos como  se fossem escritos em nosso tempo. E podemos, de verdade, celebrar não a  vitória sobre um bando de anjos caídos e um líder falido. Mas uma real  vitória sobre o que realmente afronta e traz medo ao ser humano: a  morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra ela, temos esperança! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4438143971727294291?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4438143971727294291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/as-portas-do-inferno-que-inferno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4438143971727294291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4438143971727294291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/as-portas-do-inferno-que-inferno.html' title='As Portas do Inferno? Que Inferno?'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-3505663223139944655</id><published>2012-01-17T11:59:00.001-02:00</published><updated>2012-01-17T17:50:59.990-02:00</updated><title type='text'>Barrabás está vivo e Cristo morto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre os anos 66 a.C e 74 d.C., em Jerusalém, liderados por Flávio Josefo e auxiliados por zelotes e sicários, os judeus de Jerusalém, Galiléia e arredores de toda a Judéia se rebelaram contra o domínio Romano. Uma guerra chamada de "Revolta Judaica", que durou 8 anos. Iniciada com Nero no trono e terminando com Vespasiano como novo Imperador Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim dessa guerra foi trágico: o templo totalmente destruído, seus tesouros levados, morte e escravidão de judeus, segundo Josefo, suicídio em massa dos Zelotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo período nascia uma forma literária chamada de "Evangelho". Marcos, ou a tradição marcana, criou o que chamamos de "O Evangelho Segundo Marcos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas narrativas de Marcos relembram a situação da Judéia nesse período. Algumas já foram, inclusive, comentadas por mim. Mas neste momento gostaria de chamar a atenção para outra narrativa: A escolha por Barrabás, no lugar de Jesus. Não nos interessa se esse fato é verídico ou não. A intenção é apenas responder: por que Marcos achou interessante relatar isso? Vale lembrar, como sempre procuro dizer, que o autor não está narrando uma biografia, novela, ou fazendo jornalismo. Sua intenção é narrar um "Evangelho", que é "boa notícia", "boa novidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ministério, morte e ressurreição de Jesus não é uma "boa nova", para nossos irmãos do ano 70 a.C. Pelo contrário, é uma "boa antiga". Todos já sabem! Para ser "boa nova", é preciso que seja atualizada para os seus dias e conte algo novo que possa alimentar sua necessidade atual: perseguidos pelos romanos (acusados por Nero de incendiarem Roma) e agora (os que moram na Judéia) diante de uma guerra que os judeus não possuem a mínima chance de vencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a história, eis como Marcos narra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ora, no dia da festa costumava soltar-lhes um preso qualquer que eles pedissem.&lt;br /&gt;E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha, numa insurreição, cometido uma morte.&lt;br /&gt;E a multidão, dando gritos, começou a pedir que fizesse como sempre lhes tinha feito.&lt;br /&gt;E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?&lt;br /&gt;Porque ele bem sabia que por inveja os principais dos sacerdotes o tinham entregado.&lt;br /&gt;Mas os principais dos sacerdotes incitaram a multidão para que fosse solto antes Barrabás.&lt;br /&gt;E Pilatos, respondendo, lhes disse outra vez: Que quereis, pois, que faça daquele a quem chamais Rei dos Judeus?&lt;br /&gt;E eles tornaram a clamar: Crucifica-o.&lt;br /&gt;Mas Pilatos lhes disse: Mas que mal fez? E eles cada vez clamavam mais: Crucifica-o.&lt;br /&gt;Então Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhe Barrabás e, açoitado Jesus, o entregou para ser crucificado.&lt;br /&gt;Marcos 15:6-15"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrabás é apresentado como um dos autores de um assassinato em uma insurreição. A descrição das ações de Barrabás se assemelha bastante às dos zelotes. Tanto que, por muito tempo, ele foi considerado um deles (o que seria historicamente improvável). A idéia que Marcos quer levar é para que todos os cristãos não cometam o mesmo erro cometido no passado. Não deviam se filiar com os judeus na revolta contra Roma. Seu salvador não era "Barrabás", mas Jesus. A salvação do domínio do mal (Roma) não vem por meio da violência e sim pelo silêncio e amor do Messias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como na escolha por Barrabás o povo acabou por crucificar o "Salvador do Mundo", também, os judeus-cristãos, se unirem-se à revolta, estarão negando o Cristo. Pois seus ensinamentos, seu exemplo e seu objetivo é o extermínio da violência, mas não pela própria violência, e sim pela paz, pelo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras essas que, em nossos dias, precisam ser revigoradas! Ninguém, em nossos dias, confia na força do amor contra o canhão. Em nossos dias, ainda preferimos Barrabás! Muitos falam mal de traficantes e da violência que cometem, mas, morando no morro, se recebem alguma afronta, recorrem ao "tribunal do tráfico" para conseguir que seja feita a justiça; Outros usam e abusam do suborno; As armas de fogo causam segurança e "síndrome de super-man". Sim, "Barrabás", ainda hoje, é preferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos irmãos, no passado, guiados por Marcos, fizeram a opção pelo Cristo, e não se uniram a revolta, preservando suas vidas. E nós, hoje? Quem de fato é nossa salvação? A violência? O tráfico? A mentira? O egoísmo? Que lugar o amor, o "oferecer a outra face" vive em nós? Ghandi soube nos ensinar que a violência não leva a lugar algum. E o fez influenciado, dentre outros, pelo Evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Barrabás (ódio e violência) ou Jesus (amor e paz)? Quem queremos na cruz e quem queremos lutando por nós?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-3505663223139944655?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/3505663223139944655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/barrabas-esta-vivo-e-cristo-morto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3505663223139944655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3505663223139944655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/barrabas-esta-vivo-e-cristo-morto.html' title='Barrabás está vivo e Cristo morto'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7208045674278868662</id><published>2012-01-04T11:45:00.003-02:00</published><updated>2012-01-04T11:58:23.980-02:00</updated><title type='text'>O Reino de Deus e sua estranha lógica...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Dá a quem te pedir, e não te desvies daquele que quiser que lhe emprestes.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus." Mateus 5:38-48&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É bastante interessante que muitos levantem questões e outros cheguem a conclusões muito interessantes a respeito da vida. Contudo, não sou dado a repetir discursos, e lendo esse trecho bíblico, sou obrigado a me dobrar diante de uma lógica imperfeita a nós, mas que, justamente, é a base do Reino Utópico Divino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A lógica moderna é do lucro e das negociações e, particularmente do Brasil, que possui um jeito de se apropriar do que não é seu ou de ser corrupto do nível mais baixo ao mais alto. O que acaba por denunciar o Reino de Deus como um "Reino de Idiotas".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, ignorando isso, o Reino de Deus aponta para uma justiça completamente diferente da nossa. A nossa justiça é baseada na vingança. Inicialmente os textos bíblicos apontam para uma justiça chamada de "Lei de Talião". Ela dizia: olho por olho, dente por dente. Para algumas pessoas, isso soa mesmo hoje (o que considero hipocrisia e direi mais a frente porquê) como violência e barbárie. Contudo, o pensamento é completamente contrário. Ele é de controle da violência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A bíblia demonstra isso de forma didática: Primeiro Caim, que depois de matar seu irmão recebe um selo de Deus que diz:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Portanto qualquer que matar a Caim, sete vezes será castigado".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quem matar Caim, não será simplesmente morto, receberá esse castigo (morte) sete vezes. Provavelmente aí implica na morte dos filhos da família e etc. Vale ressaltar a presença do número sete, que é o número da perfeição. OU seja, quem matar Caim será PLENAMENTE castigado muito mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lameque, mais tarde diz o seguinte: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai as minhas palavras; porque eu matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Porque sete vezes Caim será castigado; mas Lameque setenta vezes sete." Gênesis 4:23-24&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nessa ambiente de violência crescente, surge, séculos depois, a idéia de controlar a violência: Olho por olho, dente por dente. Ou seja, a partir de então, que matar Caim, será morto; Quem pisar em Lameque, será pisado; Quem ferir Lameque, será ferido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em nossos dias as coisas não são diferentes do que naquela época. Um homem mata ao outro porque olhou para sua esposa; ou porque lhe deve dinheiro; ou ainda, simplesmente, porque não foi com a cara na balada. Se o a Lei de Talião fosse vivida hoje, o mundo seria BEM MENOS VIOLENTO. E por isso considero hipocrisia criticar tal Lei, quando, na realidade, somos bem mais violentos do que ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, mesmo na época de Jesus, tal lei não era cumprida. Mas Cristo, contudo, ignora que essa lei não seja vivida. E ensina o nível maior de perfeição: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"(...) não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em outro momento, relembrando Lameque, Jesus, respondendo quantas vezes se deve perdoar um amigo culpado, diz: 70 vezes 7. Isso parece ridículo e, ao mesmo tempo, impossível de ser vivido. Entretanto, por pior que pareça aos nossos olhos, Jesus ensina que é a lógica que o próprio Deus usa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. (...) Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E aí se encontra a resposta para tantas perguntas:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"Por que Deus permite que destruam seu planeta?"; "Por que Deus não castiga esse político corrupto que não respeita ao povo?"; "Como Deus pode ver o mundo violento como está, sem fazer nada?"; "Deus não existe, pois, se existisse, certamente resolveria o problema do mundo".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A resposta para isso é tão simples quanto dura e, ao mesmo tempo, possui um tom de abandono: porque Deus ama o mais vil dos homens, confia nele e espera que esse mesmo se arrependa de suas más condutas e trate com respeito sua criação e seus irmãos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A cruz diz exatamente isso... Lucas compreende isso perfeitamente quando diz que, na cruz, Jesus ora: Pai, perdoe-os. Não sabem o que fazem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A lógica do Reino de Deus é a da extinção da violência e não do seu controle. A exigência do Reino não passa por um paliativo. Não se conforma com "não matarás", "não furtarás", "não adulterarás" ou "não dirás falso testemunho". Sua exigência é "AME!".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Que vantagem há em bater no rosto de quem te bate? Não é exatamente isso que todos fazem? Como podemos nos considerar superiores se somos vingativos? Todas as pessoas do mundo não o são? Contudo, a crença na mudança pela não violência, na revolução pelas boas atitudes, que continuamente é considerada burrice, inocência ou ingenuidade é justamente a atitude mais sábia e a superior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Superior não é quem mata; superior é o mártir! Superior não é quem ofende e humilha, é quem perdoa a humilhação. Vive melhor quem não tem o peso da culpa, da raiva, do ódio e da mágoa. E é considerado filho de Deus aquele que procura imitar ao Pai: abençoando o dia com sol e chuva para todos. Quer bons, quer maus. Dando oportunidade para qualquer um por amar a todos. Injusto? Como diz o Senhor: "não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? "&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Termino demonstrando, com alguns versículos, como o cristianismo primitivo entendeu bem a mensagem:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;O amor nunca falha" 1 Coríntios 13:4-8&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. " 1 João 4:8&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor. " Romanos 13:10&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. " Colossenses 3:14&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor. " 1 João 4:18&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor." 1 João 4:12&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Amar... é a maior exigência do Reino de Deus. Sua maior força, mas aos olhos dos que possuem a lógica do egoísmo, sua maior fraqueza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7208045674278868662?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/7208045674278868662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/o-reino-de-deus-e-sua-estranha-logica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7208045674278868662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7208045674278868662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2012/01/o-reino-de-deus-e-sua-estranha-logica.html' title='O Reino de Deus e sua estranha lógica...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7544695555626649851</id><published>2011-12-30T00:22:00.006-02:00</published><updated>2011-12-30T00:27:17.449-02:00</updated><title type='text'>Adeus ano velho...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais um ano se vai... É comum, no final de cada ano, olhar os meses que se passaram e refletir sobre atitudes, decisões e experiências que se viveu. No mesmo caminho do corriqueiro, também se faz projetos, sonhos e planos para o futuro que se abre à frente. As chamadas "Promessas de fim de ano" fazem parte da "virada". Surgem também as superstições de cor de cueca ou de calcinha, roupa que se vai usar na virada, cor que se vai usar. As vitrines, preocupadas com o imaginário popular, embranquecem suas roupas. E o misticismo invade nossas vidas por algumas horas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos esses rituais místicos ou não são bem comuns nesse período. Isso tudo porque imaginamos o ano como um relógio que completou o seu percurso e já inicia outro. Talvez, de alguma forma, inspirados também na idéia de que o planeta completou sua volta em torno do Sol, nos proporcionando mais um ano. Dentro dessa ótica, é simplesmente comum que se passe a "virada" fazendo planos e relembrando o ano que se despede. Afinal, se o ano é como um relógio, religiosamente, precisamos manter o nosso papel no andar do ponteiro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas existe também outra análise que, muitas vezes, não faz parte do nosso "mundinho comum da virada": a linha da vida. Sim, a linha a vida. Não a que está "desenhada" em nossas mãos. Mas refiro-me ao caminhar contínuo da vida. A história não é como o relógio. Ela segue o seu percurso linearmente. Como uma linha desenhada no papel que tem seu início e percorre para, em algum momento, alcançar o seu fim. A história possui um objetivo e segue caminhando para ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Diferente do relógio que, constantemente, passa pelo mesmo lugar incansavelmente, a história, contudo, não permite visita ao passado. Já dizia o poeta "nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia". Encarar a vida ou a história dessa forma é considerar que temos um alvo. É dessa forma que podemos pensar, por exemplo, o caminho da evolução das espécies. Na história linear do planeta, houve um momento que o ser humano atingiu o que chamamos de consciência. E, a partir daí, o mundinho humano evoluiu, ainda que isso queira, ao mesmo tempo, dizer que o mundo em si mergulhou-se em uma involução. Contudo, a linha da história segue seu percurso nos proporcionando dias diferentes que marcamos com dia, mês e ano. Deixando claro que aquele dia é único na história. Haverá, certamente, outros dias 31/12, mas, jamais, um 31/12/2011. Os dias são únicos, as horas são únicas, o momento presente (se é que existe) é único.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o "tempo não pára". Não pára e não liga se paramos. Não pára e não tem consideração com os que sofrem. Não dá uma folga, não permite que refaçamos nossas forças. A vida, a história segue o seu percurso linear.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas para onde iremos? Fácil fazer essa pergunta frente aos acontecimentos do mundo. Religiosos fundamentalistas mantêm o discurso de que estamos caminhando para o "apocalipse". Contudo, o correto é dizer que a linha da história traça o seu destino de acordo com nossas decisões. A história não tem consciência e não é viva. Ela existe porque, dentro dela, estão seres vivos. Há quem crê em destino ou predestinação. Eu, contudo, penso que essa é a melhor forma de fugir da responsabilidade de nossas decisões: "se já está tudo escrito, faça o que quiser, a culpa é do destino e não sua".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu vejo uma história aberta... Aberta e burra. Burra no sentido de que não compreende o calendário. Não se importa de fazer uma mãe enterrar seu filho no dia no seu aniversário, ou no dia das mães. Não se preocupa em impedir que alguém morra no natal ou no ano novo. Para a história a vida se segue linearmente. Não existe calendário e nem datas memoráveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso pode ser pesado, mas existe uma coisa de bom: ela deixa que guiemos para onde deve ir. A nossa história não está pronta, pelo contrário, ela segue o rumo de acordo com o que decidimos. Isso é bom! Podemos viver o andar do relógio, renovar nossas forças para mais um ano e repensar o ano que passou. Podemos fazer isso porque isso nos permite mudar e dirigir para onde a história deve ir. A história tem um destino... Tem um fim... Um objetivo. Mas somos nós, na nossa inércia ou na nossa participação que definimos qual.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Façamos os rituais que constantemente estamos acostumados a fazer. Mas, acima de tudo, determinemos o caminho que o mundo deve percorrer e, assim, mudemos a triste história que esse mundo tem pra contar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7544695555626649851?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/7544695555626649851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/adeus-ano-velho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7544695555626649851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7544695555626649851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/adeus-ano-velho.html' title='Adeus ano velho...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2310036852184281816</id><published>2011-12-23T14:53:00.000-02:00</published><updated>2011-12-23T14:53:47.677-02:00</updated><title type='text'>Natal como um símbolo que nos basta!</title><content type='html'>Sou uma pessoa que dá bastante valor aos símbolos. Eles de fato me encantam e estão em todos os lugares: um aperto de mão; um sorriso demonstrando estar tudo bem; um aceno com as mãos ao se despedir; um beijo no rosto como sinal de afeto; um abraço; e mesmo essas letras que compuseram as palavras. Quem disse que esse desenho "a" representa, foneticamente o que chamos de "a"? Viu? O símbolo é tão perfeito que para falar do que ele aponta, não tem jeito, precisamos dele mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é isso que me fascina nos símbolos: a capacidade de apontar para algo além dele mesmo. A cor vermelha, por exemplo, não significa nada, mas, em um semáforo possui uma ordem de "Pare"; Uma aliança em uma vitrine não diz absolutamente nada, é apenas um anel. Mas ganha total simbologia e significado, mesmo na vitrine, quando dois namorados olham-na e pensam como ficará em seus dedos. E, no momento do "sim", o símbolo se concretiza e chega ao seu auge. O anel que chamamos de "aliança" não é a aliança do casal. O casal firma um pacto de entrega total, irrestrita e exclusiva. E esse pacto, se simboliza no anel que chamamos "aliança".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Símbolos... eu de fato os amo. É &amp;nbsp;a forma perfeita de fazer poesia sem usar letras ou a criatividade da fala. O símbolo fala no silêncio, no meditar, no raciocínio para além do instrumento usado. Um pano branco é apenas isso e nada mais. Numa aste, forma uma bandeira que pede e anuncia a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma paz, ampliada e elevada ao máximo da potência recebe seu símbolo maior na palavra Natal. O dia 25 de dezembro nada mais é do que um dia como outro. Contudo, recebeu um símbolo que diz que essa data é especial. E todo o clamor do comércio não consegue apagar de muitos a mensagem que esse símbolo anuncia: paz, igualdade, unidade e fraternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo existem muitos que não conseguem se alimentar dos símbolos. O ardor do fundamentalismo atrapalha (e muito) a observar essas mensagens gravadas nas coisas sem sentido em si mesmas. A exemplo, muitas igrejas começaram certa campanha contra o Natal devido sua "verdadeira origem pagã". Enchem de argumentos dizendo que Cristo jamais teria nascido em dezembro e fazem mil cálculos para determinar o ano e possivelmente o mês do nascimento de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se isso fosse importante... não importa se a festa em si, originalmente, vem da idolatria. Não faz diferença nenhuma se Jesus não nasceu no dia 25. As coisas ganham valor pq damos valores a elas. Da mesma forma perdem valor porque começamos a deprecia-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o universo religioso é o universo dos símbolos. Não existe religião sem símbolos! E, portanto, não se deve "des-simbolizar" o cristianismo, pelo contrário, a simbologia cristã fomenta a fé, faz a "mágica" da religação e permite-nos tocar o Sagrado com elementos que, fora dos ritos e da simbologia, não possuem valor algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que é um pão e um vinho? Nada além de alimentos como qualquer um outro. Unidos, numa ceia, contudo, são o corpo e o sangue de Cristo; O que é a água se não o elemento essencial à vida mas que, com comumente está presente em nossas torneiras, filtros, privadas, chuveiros, tanques, lavadoras, geladeiras e etc. Entretanto, derramado sobre a cabeça de alguém, ou preenchedo todo o corpo dessa mesma pessoa que é imergida em um rio ou piscina, a água se torna o elemento essencial do batismo, que simboliza a morte da vida antiga e o renascer ou o ressuscitar para uma vida nova e eterna.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E podemos ir mais adiante: o fechar os olhos em um momento de louvor ou oração; o erguer as mãos em sinal de intercessão; a cruz; o altar; o templo e etc... tudo, simplesmente tudo, símbolo, símbolo e símbolo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos aprender a respeitar nossos símbolos, valoriza-los e compreender a mensagem que eles carregam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é Natal! Jesus não nasceu no dia 25, mas é o dia de relembrar seu nascimento e ser tocado pelo maior símbolo do amor de Deus: a encarnação do Verbo, sua vida em amor, sua morte por amar e sua ressurreição que nos faz vivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2310036852184281816?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2310036852184281816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/natal-como-um-simbolo-que-nos-basta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2310036852184281816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2310036852184281816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/natal-como-um-simbolo-que-nos-basta.html' title='Natal como um símbolo que nos basta!'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-3615303040154795871</id><published>2011-12-16T11:22:00.000-02:00</published><updated>2011-12-16T11:22:14.814-02:00</updated><title type='text'>Não tomar o nome de Deus em vão (por Ricardo Lengruber Lobosco)</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Ricardo Lengruber Lobosco&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se eu ainda alimentava alguma dúvida sobre a  relação entre fé e consumo, a tarde de 10 de dezembro de 2011 dirimiu  por completo minhas questões sobre o assunto. Fé tornou-se objeto de  consumo ou, pior, incentivo ao consumo!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Rede Globo de Televisão (talvez movida pela  concorrência com a Record do Bispo Macedo) e alguns artistas do “mercado  gospel” se uniram no festival&amp;nbsp;&lt;i&gt;Promessas&lt;/i&gt;, evento de música religiosa evangélica para um grande público no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;A música  gospel fatura bilhões e tem, cada dia mais, chamado à atenção mídias,  gravadoras, políticos e investidores dispostos a mergulhar nesse mar  cheio de oportunidades. Pesquisas recentes revelam que esse mercado é um  dos mais rentáveis no país (movimenta R$ 1,5 bilhão por ano e é o único  segmento fonográfico que cresce em venda de discos no País). Segundo  dados da Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD), o estilo  está presente entre os 20 CDs mais vendidos no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;A música  saiu dos templos e invadiu os mercados. Com ela, surgiram artistas,  empresários, contratos e tudo que demanda um empreendimento artístico e  cultural dessa envergadura.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Está claro  para mim que a fé tem um papel social importante e, acima de tudo,  relevante (impactante). O discurso da fé não é um entre os demais. É um  modo de ver a realidade que molda os demais discursos e, como tal, forma  opinião e determina decisões e comportamentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Meu conflito  está no fato de que a multidão de “fãs” da música gospel não se  diferencia do restante da população e, por uma questão de coerência com  os princípios que as próprias letras alardeiam, não “fazem diferença” na  sociedade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Continuamos  um país com péssima distribuição de renda, de altos índices de  analfabetismo, subemprego e corrupção. A representação evangélica nas  esferas de governo e legislatura não são em nada melhor ou diferente da  política pequena e corrupta que domina no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;É fato que  as igrejas cresceram muito e há hoje uma população consideravelmente  grande daqueles que se identificam como “evangélicos”. Mas é fato também  que isso não mudou em nada a face da nação, como requeria o Evangelho  de Jesus ao nos exortar a sermos “sal da terra e luz no mundo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Por outro  lado, fico sempre a me perguntar sobre questões teológicas. Primeiro, e  mais óbvia, é a observação sobre o conteúdo das letras e a qualidade das  músicas. Nada que se aproxime da boa música popular e da poesia  brasileira. Há muito dinheiro envolvido e muita riqueza dispensada em  tecnologia, marketing e contratos, mas muito pouca qualidade musical de  fato. A fé cristã dispõe de um depósito generosamente grande de tradição  e reflexão, mas as músicas das rádios e televisões são  impressionantemente pálidas, iguais e de baixa qualidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Além disso,  banalizam o nome de Deus. Como já afirmei em outras oportunidades, não  há mandamento contra o qual as religiões mais tropeçam do que o segundo  deles – “não usarás o nome do Senhor teu Deus em vão”; destaque especial  deve ser feito para as rádios e artistas evangélicos. Usam e abusam do  nome de Deus como se esse não fizesse a menor diferença. Virou  entretenimento e música de recepção. Sairam dos templos, onde  funcionavam como instrumento de louvor, e assumiram as&amp;nbsp;&lt;i&gt;hits parades&lt;/i&gt;, onde o que vale é a efemeridade da mudança e do ineditismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Com cachês  milionários – e, diga-se, imorais – os artistas gospel sustentam e  reforçam cada dia mais as máximas da teologia da properidade; visão de  mundo baseada na ideia de que os abençoados são, necessariamente, bem  sucedidos e prósperos. A fé, vista dessa forma, não passa de uma senha  para acesso ao mundo do consumo e da felicidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Quem antes  buscava na igreja um conforto especial para seus dramas e tristezas e,  além disso, comprometia-se, pela fé, numa ação convertedora da maldade  desse nosso mundo, agora vai ao shopping (com roupa de missa) e, lá,  compra um CD do último artista gospel, namora um celular novo na vitrine  e, por fim, participa de uma eucaristia à prosperidade no McDonald`s.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;Triste que a  Igreja tenha saído da marginalidade assim, se assimilando a esse mundo e  dele fazendo parte. O Apóstolo Paulo fora esquecido porque suas  palavras eram duras demais: “não vos conformeis com este mundo, antes  transformai-o pela renovação da vossa mente” (Rm 12,1).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-3615303040154795871?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/3615303040154795871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/nao-tomar-o-nome-de-deus-em-vao-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3615303040154795871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3615303040154795871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/nao-tomar-o-nome-de-deus-em-vao-por.html' title='Não tomar o nome de Deus em vão (por Ricardo Lengruber Lobosco)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2399661400063806750</id><published>2011-12-13T20:52:00.002-02:00</published><updated>2011-12-14T08:14:21.647-02:00</updated><title type='text'>E Deus entrou no mundo pelas portas dos fundos</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"É momento de esperar, a Palavra silencia, a humanidade espera, a terra anseia, os corações vigiam. É o Advento, o parto de uma nova era. A promessa feita a Abraão é confirmada por um povo fraco e humilde, que, na maturidade de sua fé, se abre e, no seio de uma mulher, se encarna o Deus da Vida."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um texto iniciei uma comparação sobre as duas narrativas do nascimento de Jesus (Mateus e Lucas) e tentei, de certa forma, mostrar como os dois tinham em mente uma forma diferente de falar do mesmo evento. Tendo, cada um, sua intenção e, portanto, traçando caminhos diferentes. Um exemplo que trago, novamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mateus:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família de Jesus mora em Belém; Jesus nasce em Belém em sua casa; A família foge para o Egito devido a matança dos inocentes; Depois da morte de Herodes vão morar em Nazaré;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lucas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A família de Jesus mora em Nazaré; Devido o recenseamento ordenado por Augusto, seus pais seguem para Belém, no caminho, Maria dá à luz e põe seu filho em uma manjedoura por não ter lugar na estalagem; Sua família volta para Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras diferenças existem, mas fiz questão de chamar a atenção para essas duas. O que possuem em comum? Jesus nasce em Belém e cresce em Nazaré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante é que, na narrativa de Mateus, magos, vindos do oriente, seguem para Jerusalém, guiados pela estrela do rei dos judeus. Título esse que pertencia a Herodes legalmente (César havia dado a ele). Nada mais óbvio: onde procurar um rei? Na capital do país, no palácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na história de Lucas não existem magos, mas pastores. Pastores que recebem de um anjo a mensagem de que na cidade de Davi nascera o Salvador, que é o Messias (Cristo = Ungido = Messias), que é o Senhor. Os títulos Salvador e "o Senhor" pertencem ao mesmo Augusto que ordenou o censo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mateus Cristo já nasce sendo anunciado para Jerusalém como o rei dos judeus, o que já deixa claro o tom político: se um rei dos judeus legítimo - descendente de Davi segundo a genealogia de Mateus -&amp;nbsp; nasceu, logo a ameaça sobre Herodes, o Grande e&amp;nbsp; sobre o domínio romano está mais do que confirmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Lucas, Cristo já nasce como o Salvador de todo o povo, como o Messias prometido e como o Senhor. E esse evangelho (termo utilizado como anúncio do nascimento de um César) é proclamado primeiramente aos pobres pastores. O natal é a revelação de Deus aos pobres. Senhorio esse que ataca o próprio Senhor existente: César Augusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é no palácio, é em uma casa na aldeia de Belém, segundo Mateus; Não é em Roma e nem em Jerusalém, mas em uma manjedoura, na aldeia de Belém, segundo Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei dos reis (título messiânico atribuído a Jesus) nasce e vive na periferia. Se observarmos o dogma cristológico, chegamos a seguinte conclusão: Deus entra em seu mundo pelas portas dos fundos; Deus entra no prédio da humanidade pela porta dos fundos e usa o elevador de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não faz diferença quando ou como Cristo nasceu. Isso não é importante para se alcançar a mensagem dos evangelhos. A importância está no "como eles escrevem". E escrevem demonstrando não apenas humildade de Deus, que é o que normalmente as pessoas exaltam: "olha como Deus é humilde". O importante não é simplesmente a valorização da palavra "humildade", mas sim a identificação. Cristo se identifica, toma a identidade, faz-se como, se torna, de fato é, um camponês, um "rejeitado" desde o nascimento. Rejeitado pela ordem da matança dos inocentes ou rejeitado por não ter um lugar onde nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo, desde o seu nascimento, identifica-se com os pequenos, os rejeitados, os discriminados, enfim, com todos os marginalizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que, no meio de tantas igrejas, Cristo, hoje, não nasceria em um terreiro de macumba? Será que no meio de tanto ódio ao homossexualismo, justificado erradamente pelas Escrituras, não faria Cristo nascer em um lar homossexual por serem os únicos que dariam lugar para Maria dar à luz? Será que com tantas igrejas que anunciam a prosperidade como uma benção advinda de uma espiritualidade verdadeira não faria Cristo nascer, justamente, e de novo, no meio da pobreza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que o natal tenta, mas não consegue ensinar, é que Cristo nasce (fora de Roma e do palácio jerusalemitano) e vive (Nazaré aldeia muito pequena e desprezada) justamente onde nossos olhos não procuram. Cristo está, desde o seu nascimento à sua maturidade, nos lugares mais desprezados pelos governantes e pelos "santos religiosos" E morre, justamente, na capital linda, pelas mãos dos poderosos (políticos e religiosos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que o natal nos ensine, não simplesmente a humildade, talvez isso nem exista. Mas, acima de tudo, nos ensine, a com-paixão (sofrer junto) e a sim-patia (sentir, sofrer junto) verdadeiras.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2399661400063806750?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2399661400063806750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/e-deus-entrou-no-mundo-pelas-portas-dos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2399661400063806750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2399661400063806750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/12/e-deus-entrou-no-mundo-pelas-portas-dos.html' title='E Deus entrou no mundo pelas portas dos fundos'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7668532384885549976</id><published>2011-11-23T16:58:00.000-02:00</published><updated>2011-11-23T16:58:07.089-02:00</updated><title type='text'>Pessoas e instituições (a propósito do fechamento da FFSD)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;Dr. Ricardo Lengruber Lobosco&lt;br /&gt;Ex-aluno e professor da FFSD&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se sabe, a Congregação de Santa Dorotéia, mantenedora da Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia (FFSD), em Nova Friburgo, decidiu pelo encerramento das atividades da Faculdade, tendo em vista a inexistência de quadros entre as religiosas para continuidade de sua gestão, bem como pelas inúmeras dificuldades financeiras por que passa a maioria das instituições privadas de ensino superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como alternativa, tem-se buscado outras entidades mantenedoras afinadas ideologicamente com a Congregação para que assuma e deem continuidade ao trabalho. Até aqui, a busca tem resultado nula. Espero em Deus que esteja errado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A FFSD existe há 54 anos e, ao longo desse período, tem sido a principal responsável pela formação de professores na região. Mais recentemente, sido responsável, também, pela formação dos profissionais de informática e secretariado executivo bilíngue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As avaliações do MEC revelam que a FFSD está entre as melhores escolas de ensino superior do Estado. No site da Faculdade, há um link para um vídeo de divulgação desses resultados; nele, depois de apresentados os excelentes resultados e um comparativo para com as demais instituições de renome no Estado (o que nos orgulha a todos, professores e alunos), há a curiosa chamada final:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;E é por tudo isso que você não precisa buscar uma grande Universidade no Rio para estudar! (transcrição de http://www.youtube.com/user/FFSDNF)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Como instituição confessional, na base do trabalho da FFSD está a consciência de que o Evangelho é mais que religião; está a certeza de que os caminhos libertadores de Deus no mundo passam pela Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se encontra na página da Faculdade na internet,&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;a FFSD é uma Instituição Particular de Ensino Superior que trabalha conscientemente para construir a sociedade como um espaço vital que possibilite a vivência fraterna, o exercício da cidadania, do diálogo, da busca da verdade, da partilha de bens, da participação nas decisões político-econômico-sociais, da luta contínua de resgate dos verdadeiros valores e Princípios Evangélicos. A FFSD quer uma sociedade justa, democrática, comprometida com o bem comum, onde a pessoa humana é valorizada na sua diversidade, na sua condição de sujeito, agente da própria história e da história da humanidade. Uma sociedade que priorize a educação como força transformadora do processo histórico, no qual o homem está inserido; uma educação conforme os ideais de Santa Paula Frassinetti, regida pela via do coração e do amor, que inspire atitudes de suavidade e firmeza, espírito de fam ília, solidariedade, cooperação e acolhimento ao outro. (www.ffsd.br)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Sempre nutri profunda admiração pela Faculdade. Pela seriedade do trabalho, pela abertura para o pensamento livre, por ser um espaço privilegiado de reflexão e debate e, acima de tudo, por sua postura acolhedora e respeitosa. Além disso tudo, por ser a FFSD quase que o único espaço sério de reflexão sobre os temas mais urgentes do nosso tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito e compreendo a decisão da Congregação. Sei que há momentos em que o recuo é a decisão mais acertada. O senso de responsabilidade exige, por vezes, retroceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não posso deixar de expressar alguns comentários e inquietações, especialmente no que diz respeito à questão ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma instituição confessional é portadora de uma Missão que não lhe pertence. A Missão das entidades religiosas cristãs é ser porta-voz da verdade do Evangelho de Jesus. O ideal de educação da FFSD identifica-se com a educação evangélico-libertadora e retoma, hoje, com novo vigor, nas palavras do XVIII Conselho Geral da Congregação de Santa Dorotéia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;a opção pela justiça, com criatividade e audácia evangélicas para ser presença nas novas pobrezas e vazios vitais, com particular incidência no mundo dos jovens e da mulher.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Intuo, todavia, que as instituições são espaços vazios, na verdade. Vasos ocos sobre cujas superfícies estão colados rótulos variados. Todo o discurso evangélico é, me parece, apenas um elemento identificatório. Não são as instituições que levam adiante a Missão que os discursos anunciam. São pessoas que o fazem. São homens e mulheres, individualmente identificados, que tomam para si a missão de fazer a Missão avançar. Para além das entidades (pessoa jurídica) é gente concreta (pessoa física) que torna real o ideal dos discursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da FFSD, isso está se mostrando bastante claro. Foram pessoas que sempre levaram à frente a Missão. A começar pelas freiras fundadoras passando por cada irmã que deu continuidade ao trabalho, por cada professor(a) em sala de aula e por cada colaborador(a) em seu setor de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instituições são grandes e necessárias, mas nos fazem crer que são maiores do que verdadeiramente são e mais necessárias do que realmente precisam ser. Arvoram para si serem firmes como rocha e, de fato, precisamos todos construir nossas moradas sobre terrenos firmes que nos deem segurança realmente. Triste é quando erguemos a casa sobre a rocha e a rocha aparentemente tão densa se dissipa sob nossos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da estória de Ló e sua mulher, fugindo de Gomorra, quando está dito que Deus os advertiu a não olharem para trás. A mulher de Ló desobedeceu e olhou para trás. Transformou-se numa estátua, numa pedra de sal. O vento e a chuva levaram o sal e a estátua desapareceu. Essa é a tragédia das pedras: pensam ser eternas. Não sabem que são sal e que o tempo sempre faz o seu trabalho. A areia da praia um dia foi pedra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as pessoas faltam, as instituições caducam e morrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que falta, hoje, à FFSD é a presença de gente séria (a exemplo das irmãs que a conduziram bravamente até aqui) que consiga enxergar a importância dessa instituição e não a deixem fenecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tempo em que Friburgo e região se preocupam tanto com reconstrução depois de uma catástrofe que nos assolou a todos e quando há tantas pessoas sérias preocupadas com o bem estar coletivo, já passou da hora de essas mesmas vozes se ocuparem com a Faculdade. Deixá-la encerrar suas atividades é o mesmo que aplaudir uma barreira que soterra e mata inocentes, porque toda vez que um professor é calado, a cidadania está sob risco e a sociedade seguramente entrará em colapso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7668532384885549976?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/7668532384885549976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/11/pessoas-e-instituicoes-proposito-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7668532384885549976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7668532384885549976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/11/pessoas-e-instituicoes-proposito-do.html' title='Pessoas e instituições (a propósito do fechamento da FFSD)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-140048771391140739</id><published>2011-11-07T11:40:00.000-02:00</published><updated>2011-11-07T11:40:07.130-02:00</updated><title type='text'>Livre-Arbítrio, entendo o termo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ouço tanto falarem de "livre-arbítrio" que veio o desejo de escrever sobre o assunto. Isto, na realidade, pelo simples fato de que sempre o vejo citado de forma errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comumente chamam "livre-arbítrio" a liberdade que o ser humano tem. Dizem, por exemplo: Adão e Eva pecaram por causa do livre-arbítrio. Há, inclusive, quem justifique a existência do livre-arbítrio na Bíblia. Expressão essa JAMAIS encontrada nas linhas das Escrituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por não estar lá, seria "anti-bíblica"? Eu diria é uma expressão "não-bíblica", pois não está na Bíblia. Mas pode ser um ensino "bíblico", se interpretarmos a "nova criatura", de Paulo, dessa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tem a "nova criatura" com o&amp;nbsp; "livre-arbítrio"? Antes de mais nada vale reassaltar que o "livre-arbítrio", para mim, está naquela ponte da dúvida entre filosofia e teologia (eu considero essencialmente filosofia). Vamos direto ao ponto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre-arbítrio não é liberdade!! Então que tal pararmos de usar essa expressão com esse significado? Alguém devolveria: "como assim não é? Quem disse isso?" Minha resposta: não é porque não é, porque se fosse, seria. Quem disse? A pessoa que&lt;b&gt; INVENTOU&lt;/b&gt; esse termo: &lt;b&gt;Santo Agostinho&lt;/b&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico tão feliz quando vejo algumas igrejas evangélicas - que se dizem "não-ecumênicas" - usarem termos que nasceram na igreja católica, como se fossem seus. Mas deixando esse meu lado "zombador" , vamos à explicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agostinho quando &lt;b&gt;CRIOU &lt;/b&gt;esse termo, ele não falava de liberdade. Pelo contrário, para ele, quando alguém peca, ou quando alguém comete um erro, tem sua vontade cativa. Essa vontade presa procura alimentar-se do mal. Somente a decisão por se aproximar de Deus faz com que o homem goze do "livre-arbítrio", que quer dizer liberdade da vontade. O "libre-arbítrio" é a decisão do homem de fazer o bem. A decisão por se afastar de Deus, não vem do "livre-arbítrio", mas de uma vontade escravizada e cativa. Em outras palavras "livre-arbítrio" quer dizer "vontade livre que decide direcionar-se para o bem". Se entre fazer o bem e o mal, o mal não te parece atraente, então, sua vontade está livre e você está fazendo uso do "livre-arbítrio". Do contrário, sua vontade está presa ao mal, e, por isso, você não possui, ou melhor, se afastou do "livre-arbítrio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um pode encher de comentários discordando disso e daquilo, mas, infelizmente, são palavras do criador do termo. É uma invenção de Santo Agostinho, se está certa ou errada, para mim, pouco importa. O que importa é que não se deve usar a expressão em outro sentido, senão, liberdade da vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, nada de se perguntar: livre-arbítrio ou predestinação? Uma coisa nada tem a ver com a outra. O correto seria: liberdade ou predestinação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um texto, simples, nada demais, apenas uma breve explicação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-140048771391140739?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/140048771391140739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/11/livre-arbitrio-entendo-o-termo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/140048771391140739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/140048771391140739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/11/livre-arbitrio-entendo-o-termo.html' title='Livre-Arbítrio, entendo o termo'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-8641845612976254000</id><published>2011-10-31T16:59:00.009-02:00</published><updated>2011-11-01T10:40:59.085-02:00</updated><title type='text'>Sobre o Fundamentalismo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em meados do século XIX nasce um movimento protestante nos EUA que, mais tarde, culminou em uma pequena coleção de livros chamados "Fundamentals: a testimony of the Truth". Esse movimento, a partir de então, sacralizou uma forma de interpretação chamada de "Fundamentalismo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundamentalismo não é a bíblia que é canonizada, apenas, mas, principalmente, uma forma de interpretação "Se Deus consignou sua revelação no Livro Sagrado, então tudo, cada palavra e cada sentença, devem ser verdadeiras e imutáveis". Assim levantou-se contra um outro movimento, já vigente, a chamada Teologia Liberal, que fazia uso dos métodos histórico-críticos para interpretar os textos bíblicos. Este entendia que o "chão" histórico e social do texto devem ser respeitados para, assim, alcançar uma interpretação mais próxima da fidelidade dos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero aqui diferenciar um movimento do outro, pois, acredito, valorando demais um no lugar do outro, sempre se prevalece o fundamentalismo: ou fundamentalismo religioso, ou o fundamentalismo científico. E, ambos - religião e ciência - são mutáveis. Portanto, objetivo explicar, a partir dos "cinco pontos do fundamentalismo", por que não opto por essa interpretação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Inerrância verbal da Escritura&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse modo de “encarar" as Escrituras acaba por divinizar textos humanos (inspirados). A Bíblia não é Deus e, a meu ver, somente Deus não erra. Como entender a inerrância bíblica diante de textos que apontam para o heliocentrismo, como no caso da oração de Josué (orou e o sol ficou parado)? Como aceitar a inerrância se em Gênesis há dois relatos da criação e não apenas um? Sabido é que o mundo foi formado apenas de uma forma e não de duas. Como manter tal discurso se há divergências no nascimento, morte e ressurreição de Cristo narrados pelos quatro evangelhos e por Paulo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo a Bíblia como "a palavra de Deus em palavras humanas" e isso, por si só, já aponta para o limite de seus textos. A beleza da Bíblia não se encontra em sua inerrância. Pelo contrário, está justamente no fato de que homens limitados conseguiram perceber Deus dentro desses limites. A bíblia, para mim, não é Deus e, portanto, não cabe idolatra-la como tal, mas adoro ao Deus que ela, mesmo diante dos limites de suas palavras humanas, aponta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A divindade de Cristo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio nessa confissão, que demorou muito para ser aceita por toda a igreja e, acredito, ainda assim não foi plenamente. Contudo a compreendo de outra forma. Segundo o fundamentalismo Jesus "veio pronto", sabia tudo, conhecia tudo. Contudo Jesus é, segundo Paulo, aquele que se "esvazia". É o Deus, segundo João, que se fez carne. Em outras palavras, limitou-se ao tempo e ao espaço. Podendo morrer, inclusive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso o 100% Divino e 100% Humano. A grande questão é que, confessar 100% humano existe a verdadeira necessidade de confessá-lo como um aprendiz, como alguém que não sabe tudo. Se for um ser humano comum, então, certamente, cabe a ele apaixonar-se por alguém, machucar-se, errar (diferente de pecar), acertar, enfim, aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo a carta aos Hebreus entende isso quando afirma "APRENDEU a obediência pelas coisas que sofreu". Reconheço a divindade de Cristo nas palavras de Leonardo Boff: humano como Jesus só pode ser Deus mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É na humanidade de Jesus que percebo sua divindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O nascimento virginal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse caminho é perigoso. Nossas igrejas confessam o nascimento virginal como dogma histórico (factual). Nada contra essa interpretação. O grande problema é que o nascimento virginal não quer dizer absolutamente nada nele mesmo. O nascimento virginal - citado apenas pelos evangelistas Mateus e Lucas, cada um a seu modo - possui uma mensagem necessariamente opositora ao governo romano e ao senhorio do César. Sem a mensagem do nascimento virginal, ele mesmo torna-se sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero aqui entrar no assunto de confessá-lo ou negá-lo, para tal precisaria de um estudo focado no assunto. Minha intenção é outra, apenas dizer que não existe motivo para aceitar um nascimento milagroso como importante para a fé. Jesus continuaria sendo quem é se fosse filho legítimo de José. Esse dogma fundamental não preserva em nada a fé no Cristo. A fé nele não depende de um nascimento oriundo de uma relação sexual amorosa, estupro ou de um milagre. A fé Cristã é pautada na ressurreição de Cristo e não na forma do seu nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Doutrina da expiação vicária&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo essa doutrina Cristo morreu pelos nossos pecados. De fato existem confissões, principalmente em Paulo, que afirmam exatamente isso. A grande questão é que, conforme a interpretação da doutrina, Jesus morreu em nosso lugar. Deus estava irado conosco e castigou seu Filho, em misericórdia a nós; E seu Filho aceitou, sem reservas, por amor, tal castigo. Pagando o preço que era nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim nada mais danoso do que a fé em um Deus que castiga o inocente por amor ao culpado. Nada mais mentiroso do que servir a um Deus que se diz amor, mas pune quem nada teve a ver com isso. Não compreendo nada mais horrível do que crer em um Deus que, em momento de ira, manda seu Filho à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que Deus não conseguiria, simplesmente, ser misericordioso? Em que se sente feliz em matar seu Filho? Como a morte de um santo e inocente pode acalmar a um Deus amoroso? Creio eu que a injustiça do assassinato de um inocente deveria deixá-lo irado, e não o contrário. Ainda assim, essa "ira" deveria ser interpretada, pois, segundo Jonas, Deus é "tardio em irar-se". E o Livro das Lamentações afirma que as misericórdias do Senhor se fazem novas a cada manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso aceitar, de forma alguma, que Cristo morreu para que eu não fosse ao inferno. Para mim, Cristo morre, justamente, porque estamos no "inferno". Negamos seu amor, negamos sua mensagem de paz. Por isso ele morre. Trocamos a bênção do Reino de Deus, o reino do amor, pelo prato de lentilhas de um mundo afundado no egoísmo e no desejo pelo poder. É por isso que Cristo morre! O emissário de um reino de paz é rejeitado por nós. Ele morreu porque nós, humanos, desejamos isso! E não Deus! Do contrário, porque ele diria: Pai, perdoe-os, não sabem o que fazem? E por que Paulo diria que, se os príncipes desse mundo conhecessem o mistério de Cristo, não teriam crucificado o rei da Glória?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negamos o reino de Deus, e por isso matamos seu rei. Ele morreu por nossos pecados, pois nossos pecados mataram-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ressurreição corporal na segunda vinda de Cristo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já dei dicas do que penso sobre essa história de "segunda vinda". Entendo-a como um cumprimento de um desejo nosso da vinda de um reino de Deus. Compreendo-a como o cumprimento da realização de um mundo desejoso por reconciliar-se consigo e com o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considero que Cristo não esteja entre nós e, portanto, precise "voltar". Eu acredito em "eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século". Logo, para mim, o Cristo ressurreto está aqui e não em outra dimensão aguardando o momento de aparecer a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, a ressurreição corporal, ensinada por Paulo e confessada pela igreja, compreendo como "preservação da identidade". Em um mundo antigo (embora hoje também seja assim) onde se confessa que a alma é o verdadeiro "eu" e encontra-se limitada pela carne (corpo) que a impede de ser o que é, os cristãos confessam a ressurreição em um corpo espiritual. Ou seja, um corpo diferente, pois é a união entre matéria (corpo) e espírito (pneuma). Vejo isso como um símbolo de preservação da identidade do ser e valorização do corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se dará e se dará a ressurreição no fim, não cabe na mente limitada humana. Portanto, a bíblia, inspirada por Deus, mas escrita em palavras humanas, confessa esse ensino de forma simbólica, pois, somente o símbolo consegue ultrapassar o sentido literal das palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, não posso ser literalista (fundamentalista) e me prender ao sentido da letra do texto bíblico. O texto bíblico é simbólico e teológico, ou seja, fala muito mais do que o significado das palavras diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nisso digo: Aleluia! (louve a Javé).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-8641845612976254000?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/8641845612976254000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/sobre-o-fundamentalismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8641845612976254000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8641845612976254000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/sobre-o-fundamentalismo.html' title='Sobre o Fundamentalismo'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-5184136247196862640</id><published>2011-10-24T17:02:00.007-02:00</published><updated>2011-10-24T17:24:56.249-02:00</updated><title type='text'>Uma aula com Jonas...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jonas é um personagem factual. Pelo menos assim diz um dos livros dos profetas anteriores 2 Reis 14:25, na época de Jeroboão II (783 a 743 aC):&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Jonas, filho do profeta Amitai, o qual era de Gate-Hefer"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O livro de Jonas, contudo, foi escrito bem depois da vida desse personagem e trata de um assunto bem relevante: a dureza do coração de Israel e seu orgulho oriundo da crença na eleição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Jonas é considerado um profeta de Deus e, como profeta, conhece bem ao seu Deus e o define como: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"(...) és Deus compassivo e misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal" 4.2b&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Compreendendo a grandeza do amor de Deus, não obedece a ordem divina de ir à Nínive e pregar contra ela. Anunciando que os seus pecados "subiram" até Deus. Desobedece porque não quer que Nínive tenha a oportunidade de se arrepender. Deseja, sim, que pague por todos os seus pecados. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nínive era a capital do Império Assírio. Império esse que eliminou "do mapa" o reino de Israel (reino do Norte) e deportou sua população (722 a.C.), de onde Jonas era. A Assíria, assim como a Babilônia, entrou para a história como símbolo da opressão e símbolo do mal. Vale, contudo, lembrar que, no período de Jeroboão II (momento em que Jonas exerce seu ministério), a Assíria, AINDA, não possui essa imagem. Do contrário, Oséias, que é do mesmo período, não teria exortado ao rei a não fazer aliança com a mesma. Se o rei procura fazer aliança com ela, é porque, de alguma forma, pode lhe ser favorável (Oséias 5:13). Sem contar que, segundo Herbert Donner, em "História de Israel e dos povos vizinhos":&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Jeroboão II era rei de um Estado em paz com as outras nações; interiormente reinavam bem-estar e um grau considerável de prosperidade econômica."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na época de Jonas, Oséias e Amós – os profetas contemporâneos de Jeroboão II – a exortação é contra Israel, que faz aliança com povos idólatras, comete idolatria e oprime o órfão, a viúva e o estrangeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sendo assim, a imagem de Nínive como grande pecadora e símbolo de opressão, certamente, é posterior a 722a.C.. Precisamente quando ela eliminou o reino do Norte. Conlui-se, entao, que o livro foi, necessarimente, escrito após essa data.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os profetas, contudo, afirmavam que Israel e Judá sofreram nas mãos da Assíria e Babilônia, respectivamente, devido a desobediência. Jeremias diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E eu vos enviei todos os meus servos, os profetas, madrugando e enviando a dizer: Ora, não façais esta coisa abominável que odeio. Mas eles não escutaram, nem inclinaram os seus ouvidos, para se converterem da sua maldade (...) 44.4-5".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Profetas com boa vontade e amor ao seu povo não conseguiram fazer com que o chamado "povo de Deus" se convertesse; Um profeta com má vontade, pois esperando e torcendo para que Nínive seja arruinada, consegue fazer com que o povo idólatra se arrependa e seja perdoado por Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dessa forma, os judeus da época em que o livro foi escrito são obrigados a entender que, não importando que povo - ainda que seja o mais alto opressor -, Deus ama e espera que esse aprenda a viver para o bem. Sendo assim, não devem os judeus achar-se escolhidos como que um privilégio em relação aos outros povos. Como se Deus, por amor a eles, fizesse mal aos outros. São obrigados, por meio do livro de Jonas, entender que Deus não vê etnia boa ou má, mas sim:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda (Jonas 4.11)"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se existe uma escolha por parte de Deus em relação a Israel, o que está claro devido Jonas ser um profeta israelita, isso deve ser encarado para o povo como responsabilidade e não privilégio. Como Jonas que&amp;nbsp; é comissionado a anunciar à Nínive. Deus deve ser anunciado pelo seu povo e não restrito a ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Em Jonas Deus é o Deus de TODOS OS POVOS.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O que Jonas ensina hoje ao cristianismo protestante ou católico é de que Deus não está interessado em que tipo de religião. O credo religioso não importa para Deus, o que importa para Deus é simples:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive em que estão mais de cento e vinte mil homens que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Deus não se importa com "Justos que se acham santos", mas com pessoas que precisam dele. E nisso não importa cor, credo, orientação sexual, nacionalidade ou qualquer outro rótulo que o ser humano crie. Deus apenas vê sua criação, a qual ele diz: é muito bom!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Que aprendamos a valorizar as pessoas e não seus (nossos) rótulos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-5184136247196862640?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/5184136247196862640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/uma-aula-com-jonas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5184136247196862640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5184136247196862640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/uma-aula-com-jonas.html' title='Uma aula com Jonas...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4770745829614903697</id><published>2011-10-20T15:12:00.004-02:00</published><updated>2011-10-20T17:23:12.920-02:00</updated><title type='text'>Um êxodo para nossos dias...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Falar em processo de libertação, de saída de uma situação de opressão para a verdadeira liberdade, biblicamente falando, é relembrar o êxodo. O êxodo é o verdadeiro símbolo da luta e conquista pela liberdade. As narrativas bíblicas das 10 pragas, a fuga pelo deserto, a nuvem que guia o povo, a coluna de fogo e a passagem pelo mar vermelho refletem o caráter milagroso que o êxodo recebeu. Aos olhos do povo não eram eles os fujões, simplesmente, mas Javé era quem os guiava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A terra de Israel, quando povoada, recebeu vários povos que tinham seu próprio êxodo. A tradição do êxodo do Egito não é a tradição de todas as tribos, mas, especificamente, das tribos do Norte e, principalmente, daquelas associadas a José: Manassés e Efraim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Outras tribos nascem de outro processo libertador. Antes da idade do ferro (antes de 1200 a.C.) ,na terra de Canaã, havia várias cidades-estados. Eram pequenas cidades lideradas por reis, os "reis de Canaã". Esses pequenos reinados, que eram vassalos do Egito, exerciam seu domínio sobre camponeses, usando a lógica da religião para dominá-los. El-Elyon, por exemplo, é uma divindade associada à Jerusalém, já no Gênesis, na pessoa de Melquiseque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como funcionava o domínio da cidade sobre o campo? As cidades não produzem o que consomem. Os produtos utilizados pelos citadinos (cereais, frutas e etc.) são produzidos pelo campo. É o campo que tem a responsabilidade de sustentar às cidades. Isso pelos tributos. Parte do que produz deve ser enviada para o rei e seus nobres. Uma verdadeira sociedade tributária. Com os altos impostos, pouco do que trabalhador rural produz, sobra para seu consumo. Esses mesmos impostos também devem ser enviados ao Egito, que é o grande império da época. Para que o Egito tenha seu tributo e o rei cananeu vassalo tenha o seu, a máquina do governo passa a oprimir mais e mais os contribuintes, trazendo a pobreza para o camponês.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando o Egito sofre uma baixa e as cidades passam a se tornar verdadeiras fortalezas, deixando de fora (sem proteção) os camponeses. Surge um momento de paz. Um momento propício para se pensar em fugir e fundar uma nova sociedade, baseada na igualdade, sem rei, sem tributo, sem a religião que justifica a opressão por meio dos dízimos e ofertas dedicados no templo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse grupo de cananeus do campo sobe. Literalmente sobem! Vão para as montanhas. Montanhas até então inabitáveis, justamente porque desacampar os lugares sem o domínio do ferro demandaria a impossibilidade. Já na época do ferro, quando essa quietude e sonho são permitidos, os camponeses vão para as montanhas. São os desbravadores da terra. Conseguem criar cisternas que permitem sobreviver na época de pouca chuva. Lá em cima, onde mais tarde são fundadas as 12 tribos, nasce o sonho da liberdade, da produção igualitária, da divisão correta da terra. E o povo se liga e se identifica como uma grande família. É o êxodo novamente! O êxodo silencioso, mas que produz a utopia: uma sociedade livre! Distante dos vales e dos reis de Canaã, mas próximos um dos outros. Essa proximidade logo é identificada com a proximidade parental. São todos parte de uma grande família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Curiosos com o que está acontecendo na montanha, pastores do Sinai e outros grupos de pastores se achegam. Integram-se.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E os foragidos do Egito, liderados por Moisés? Esses são também conduzidos às montanhas. E lá contam sua história e são admitidos. E a sua história passa a ser a história de todas as tribos. O êxodo do Egito passa a ser o êxodo de todo o povo! Afinal, nesse êxodo, o derrotado foi o deus Faraó! E Javé, passa a ser identificado como o Deus que dá a liberdade a esse povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Povos diferentes, de culturas e deuses diferentes passam a se unir e formar uma liga fraterna! São irmãos agora! Todos são filhos de Abraão, Isaque e Jacó. Todos servos de Javé! O Deus que é a presença libertadora no meio do povo. E nas montanhas a utopia se concretiza! Liberdade, igualdade e fraternidade vividas plenamente!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, a história mostra que esse povo passou a oprimir seus "irmãos". Salomão, Manassés, Jeroboão II são alguns dos muitos exemplos de reis que feriram o projeto inicial. Aliás, a existência de um rei&amp;nbsp; nas montanhas (mesmo Davi!) já é a ruptura do projeto de igualdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Onde quero chegar?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando falo em "Reino Utópico", "Reino de Deus", é precisamente desses êxodos que falo. Precisamos, em nossos dias, viver um processo de libertação que culmine em igualdade e justiça. Essas palavras que possuem um forte poder, se vividas. Contudo, tanto o reino de Deus, pregado e vivido por Jesus Cristo, quanto o projeto tribal do Israel antigo, vivenciado em suas origens, não são impérios que se impõe. Deus não colonizará nossas vidas ou esse mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Parte de cada um de nós, de um desejo igual e de uma luta igual para que esse projeto exista. Inclusive sua permanência e manutenção. Quando ouço falar em avivamentos, transformações e coisas similares, eu lamento muito. Pois muitos julgam que a mágica fará com que nos tornemos pessoas que amam e cuidam um do outro automaticamente. Nada disso! É a luta por liberdade! É a luta contra a hipocrisia! É a luta contra a corrupção, o tráfico, a desigualdade e todos esses males que faz nascer a justiça. A justiça não nasce no coração automaticamente. Ela é fruto de um desejo sincero e de uma decisão por mudança. Ela nasce quando olhamos em volta e percebemos: "alguma coisa está fora do lugar!", "Essa não é a situação desejada por Deus", "Essa não é a situação desejada por mim".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esperar o advento do Reino de Deus não é algo passivo. O esperar deve ser interpretado como esperança. Esperança que se constrói e não que se aguarda. O Reino de Justiça não é como o império romano que vem destruindo tudo o que julga contrário a si. Muito menos como os Estados Unidos que invadem um país quando "dá na telha". O Reino de Deus aceita convite apenas. A justiça e paz só nos visitam, quando fazemos com que valha a pena sua existência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como os escravos do Egito, que fugiram do deus faraó e seus deuses; Como os camponeses da Canaã que se viram solitários e observaram nisso uma oportunidade e não um perigo; Como os pastores do deserto que se sentiram atraídos por essa novidade que propícia a paz. A utopia vivida durante duzentos anos não poderia ser real se aguardassem a vinda de algo sobrenatural. É aqui, em nosso chão, que a liberdade se vive. É aqui, em nosso chão, que a liberdade é construída.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Precisamos fugir! Quem tem coragem?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4770745829614903697?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4770745829614903697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/um-exodo-para-nossos-dias.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4770745829614903697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4770745829614903697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/um-exodo-para-nossos-dias.html' title='Um êxodo para nossos dias...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-5330567024042371213</id><published>2011-10-11T16:02:00.004-03:00</published><updated>2011-10-11T16:29:10.362-03:00</updated><title type='text'>κυρίου Ἰησοῦ Χριστοῦ  X  Caesar Augustus Imperatus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É normal as pessoas interpretarem os discursos atribuídos a Jesus, bem como os ensinamentos de Paulo, como que tratando-se de religião no sentido moderno do termo. Alguns, inclusive, falam da separação de Estado e Religião, o que, nos nossos dias, julgo essencial. Mas esse pensamento moderno não pode direcionar nossa leitura das Escrituras. O mundo antigo vivia outra realidade: Estado e Religião não andavam separadas e nem juntas, estavam intimamente ligadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Estado se voltavam os ritos. Não é à toa que Roma era muito mais do que uma cidade, Roma era uma deusa, tendo, inclusive, estátuas erguidas em adoração a ela. O imperador Otaviano nao era apenas o líder do império, mesmo em vida, recebera o título de Theos Sebastos (o Deus Augusto).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não se deve ler os escritos bíblicos como se fossem religião à margem do cotidiano. Naquela época o conceito de vida secular e vida religiosa não existia. Existia apenas uma vida. E, nela, se dialogavam o "mundano" e "sacro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo desse princípio básico, vamos reler alguns versículos:&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;"Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize! João 14:27"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo deve ser entendido como o domínio Romano. Roma possuía, desde Augusto (29 a.C) o que eles chamavam de pax romana. Que foi um período longo de "paz" conseguido por meio da guerra e da subordinação dos outros povos às armas de Roma. Ser fiel à Roma e ao Divino Augusto, Deus de Deus, Filho de Deus (Filho do deificado Júlio César), permitia ao povo conquistado viver na "pax romana" (paz romana). Uma paz por meio da vitória, por meio da guerra, do domínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo, apresentado como o Filho de Deus, aliás como único Filho de Deus (repare bem na expressão "único " presente em João, que deixa claro não haver outro &lt;span class="st"&gt;&lt;i&gt;Divi filius&lt;/i&gt;&lt;/span&gt; nem mesmo Otaviano) deixa sua paz. Não uma paz como Roma dá, uma paz diferente. Uma paz em que o coração não precisa ficar perturbado. Uma paz baseada na liberdade e no amor. Veja como esse texto é altamente subersivo, pois desafia a divindade do César como promotor da paz. Apresentando Cristo como doador da paz, de uma paz que tranquiliza e dá segurança, sem guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Enviaram-lhe alguns fariseus e herodianos, para que o apanhassem em alguma palavra.&lt;br /&gt;Aproximaram-se dele e disseram-lhe: Mestre, sabemos que és sincero e que não lisonjeias a ninguém; porque não olhas para as aparências dos homens, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É permitido que se pague o imposto a César ou não? Devemos ou não pagá-lo?&lt;br /&gt;Conhecendo-lhes a hipocrisia, respondeu-lhes Jesus: Por que me quereis armar um laço? Mostrai-me um denário.&lt;br /&gt;Apresentaram-lho. E ele perguntou-lhes: De quem é esta imagem e a inscrição? De César, responderam-lhe.&lt;br /&gt;Jesus então lhes replicou. Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E admiravam-se dele. Mc 12:13-17"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas pessoas compreendem esse texto como Jesus dizendo: a moeda é de César então dê a César e a Deus dê o coração; Outros ainda, não sei como, interpretam que está dizendo: dê o imposto a César e o dízimo a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Jesus, de forma muito sábia diz o seguinte: dê a César o que é de César (até aí pode-se pensar no tributo, pois tem a imagem dele) e a Deus o que é de Deus. Eis o grande problema! Diante de Deus César é dono de nada! Jesus está se opondo ao pagamento do tributo a César quando diz que a Deus deve ser dado o que é de Deus, ou seja, tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo pertence a Deus. Nada pertence a César. Aquela terra onde os romanos estavam - Judéia - pertencia a Deus e ele deu a Abraão e sua descendência. César não é digno dela. Assim como não pertence a ele o imposto dos judeus, a religião dos judeus e nem os próprios judeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja como Religião e subversão estão lado a lado. Uma subversão sem violência? Sim, óbvio! Pois se alguém te bater na face (o romano é o agressor) oferece-lhe a outra. Revolução! Mais sem violência. Uma revolução baseada no amor, mas bastante consciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. 1 Coríntios 8:5-6"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um só Deus!&lt;br /&gt;Um Só Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos nos lembrar que "Cristo" é um título, e não sobrenome. Seu significado é ungido, e traduz para o grego o título Messias, vindo do Hebraico (Hebraico מְשִׁיחֶ = mashiach; Grego Χριστός = Christos). Já "César" é um sobrenome pertencente a Júlio, o Júlio César. Seu filho adotivo, Otaviano, o adotou como que se dizendo filho de Júlio. Mais tarde tornando-se o César Augusto (Augusto = digno de adoração) e seus sucessores começaram a repetir o ato de adotar o nome, para se dizer filiado ou continuação de Otaviano. Assim, o sobrenome passou a ser título, ou sobrenome-título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus era chamado de "Jesus, o Cristo". Ou seja, "Jesus, o Ungido". Os cristãos, contudo, transformam seu título em sobrenome . Jesus Cristo, em oposição a Júlio César, César Augusto, Tibério César, ou qualquer outro que se sinta no direito de se intitular "César". Então, existe um "Nero Cesar", os cristãos confessam um Jesus Cristo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existe um Kyrios (Senhor) que é outro título do César. Augusto é reconhecido como Deus e Senhor (Theós kai Kyrios). Contudo, Paulo afirma: Só existe um Deus (Theos) - negando a divindade do imperador e os deuses de Roma; Um só Senhor (Kyrios) - negando o senhorio do imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Paulo e para os primeiros cristãos está claro o seguinte: a mensagem do evangelho não é uma nova religião. É uma nova sociedade, um novo mundo, uma nova ordem, uma nova civilização. Pautados no amor, na graça e na mensagem de paz do evangelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusive, a própria expressão "Evangelho de Jesus Cristo" (Boas novidades) se opõe ao "Evangelho de César".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o interessante seria abrir a mente para encontrar nas linhas do evangelho muito mais do que uma mensagem preocupada com a "salvação das almas". A mensagem do evangelho, acima de tudo, preocupa-se com a implantação do Reino de Deus. E demonstra-o como um reino que fez ferrenha oposição aos impérios opressores. O reino de Deus é, aqui, desde já, oposição à política&amp;nbsp; que coisifica o ser humano e cria ídolos que para nada servem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-5330567024042371213?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/5330567024042371213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/x-caesar-augustus-imperatus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5330567024042371213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5330567024042371213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/x-caesar-augustus-imperatus.html' title='κυρίου Ἰησοῦ Χριστοῦ  X  Caesar Augustus Imperatus'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-5923388467118829661</id><published>2011-10-10T15:56:00.002-03:00</published><updated>2011-10-10T16:14:57.767-03:00</updated><title type='text'>O Demônio nosso de cada dia nos dai hoje</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Heresia? Como eu costumo falar para os meus alunos "primeiro a frase herética, depois a explicação que lhe dá sentido". Conversando com um amigo e uma amiga sobre o demônio, tive um "insight" que agora sou levado a repetir: as pessoas hoje "precisam" tanto do diabo quanto de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entendo... A última frase pareceu pior do que o título. Mas permita-me explicar melhor. A história de Israel e Judá é marcada com o grande conflito entre monoteísmo e politeísmo. A bem da verdade é que, na história da fé do Antigo Israel, Javé não se apresentava como o único Deus existente, mas como o único Deus a ser adorado. E mesmo as guerras de Javé se apresentavam como guerras entre Javé e os outros deuses. A célebre frase "Quem é como Javé entre os deuses", denota que Israel adora, sim, a um único Deus. Mas, lado a lado, confessa a existência de outros deuses. É o que chamaríamos de monolatria, e não monoteísmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Javé era possível ser entendido como "o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores" (superlativo hebraico). Deus, então, é confessado como um Deus maior, mas não como único Deus. Com o passar do tempo, contudo, os deuses dos outros povos passam a ser denominados de ídolos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Porque todos os deuses dos povos são ídolos ('eliyl = אֱלִיל ), mas o SENHOR fez os céus. Salmos 96:5"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;'eliyl&amp;nbsp; = de nada, sem valor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Embora, para o tempo antigo, o ídolo em si não significa o deus, mas apontava para ele. Israel, com sua fé em um único Deus existente já bem desenvolvida, zomba dos ídolos dizendo que eles são sim os deuses dos outros povos. Ou seja, a fé deles é vã pois está depositada em 'eliyl.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ao lado desse desenvolvimento da fé na unicidade de Deus, pareceu bastante perigoso, para Israel, a crença em anjos ou semi-deuses. Pois, para eles, em algum momento, esses "seres espirituais" poderiam, de alguma forma, concorrer com Javé. De forma que o povo poderia passar a adorá-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, depois da época persa (possivelmente de onde vem o salmo citado), os "Filhos de Deus" parecem já existir. Como filhos, são subordinados a Deus e jamais podem tornar-se superiores ou adversário dele. Por isso mesmo, o texto de Jó, um pouco antes dessa época, trata o assunto falando de um "Obstáculo" (Satanás) que vive na corte de Deus entre os seus filhos. Esse "Adversário" é, contudo, apenas, adversário do homem (particularmente de Jó). Jamais se tornando um oponente de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No período helênico, falando ai da apocalíptica bem desenvolvida, os anjos e demônios começam a aparecer. Na mensagem do Livro de Enoque é possível vê-los gerando filhos e ensinando esses mesmos filhos a guerra e as armas. Pervertendo o ser humano. Convertendo-se assim em inimigos de Deus. Porém, são inimigos de Deus, no livro, porque fazem guerra aos homens. Deus, nesse momento, sai em defesa da humanidade subjugada. Mesmo no livro de Daniel, vindo do mesmo período, é possível encontrar Miguel e Gabriel como anjos. Um que interpreta e dá mensagens ao profeta e o outro como guerreiro que batalha em favor dos santos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No ambiente do Novo Testamento, Satanás atua no mundo entre os seus anjos. Contudo, essa mensagem, está recheada de simbologia, posto que os demônios são, claramente, identificados com a cultura, religião e domínio do império romano. Como exemplo claro está Satanás, no deserto, falando com Jesus, que todos os povos da terra foram entregues a ele (a Deusa Roma é quem domina sobre todos os povos, e&amp;nbsp; o deus sebastos - César Augusto -&amp;nbsp; é o senhor do mundo); O demônio gadareno é chamado de Legião (alusão às legiões do exército romano); E a besta do Apocalipse que subjuga o mundo (César) recebe seu poder do Dragão (Satanás a antiga serpente).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vale, entretanto, a mensagem de que esse "inimigo" sempre está subjugado por Deus. Sempre está abaixo de Deus e abaixo dos "santos". Nunca consegue, de verdade, se tornar alguém realmente que oferece um perigo definitivo. Os poderes do mal são sempre vencidos pelos poderes do bem. A vida é superior à morte. O amor superior ao ódio. Essa é uma das mensagens do Novo Testamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, o que vemos hoje é uma demonização da fé cristã. Onde os demônios e o próprio Satan tornam-se, de fato, um inimigo que "bate de frente" com Deus e com os santos. Ele, de anjo, ou servo de Javé, tornou-se um deus do mal. Até o "Inferno", lugar destinado ao "diabo e seus anjos", tornou-se morada dele. Não mais o lugar de sua tormenta, mas o seu país, o local onde governa e onde atormenta as almas dos condenados (ridículo!). Existem "legalidades", onde Deus se torna impotente frente ao diabo pois esse "vence nos argumentos da lei". Trazem o pensamento jurídico para dentro da Torah de Deus (orientação e não lei seria a tradução correta).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Orações que expulsam demônios que governam cidades e países são realizadas ao som de "amém e alelulais" mas que não trazem efeito ou resultado nenhum, na prática. As cidades continuam violentas, a injustiça continua a crescer, o mal ainda domina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, tentemos retirar os demônios. Tentemos transformá-los em mitos, lendas. Sabe o que acontecerá? O mal passa a ser responsabilidade nossa. A injustiça passa a ter que ser combatida na prática, no corpo, no sangue! Nossos inimigos se transformam em nós mesmos. O diabo é, portanto, hoje, alguém em quem lançamos nossas culpas e nossos erros. É a forma que encontramos de desculpar nossa incapacidade e falta de compromisso com as realidades opressoras do sistema que, "demonicamente", sustentamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Se os demônios existem ou se não existem? Não é essa a questão. A questão é que, enquanto a religião continuar nos dando o "demônio nosso de cada dia", teremos desculpas para continuarmos sendo falsos cristãos, falsos religiosos, falsos humanos. Enfim, falsos, que colocam a culpa de sua falta de fidelidade à humanidade, à criação e a Deus, em um "pobre demônio".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-5923388467118829661?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/5923388467118829661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/o-demonio-nosso-de-cada-dia-nos-dai.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5923388467118829661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5923388467118829661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/10/o-demonio-nosso-de-cada-dia-nos-dai.html' title='O Demônio nosso de cada dia nos dai hoje'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-6167145470488521489</id><published>2011-09-29T14:12:00.006-03:00</published><updated>2011-12-19T08:57:06.048-02:00</updated><title type='text'>O Messias Nasceu (Como?)!</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando estamos no natal, primeira coisa que pensamos, religiosamente falando, é o "nascimento do menino Jesus". Eu, particularmente, gosto muito de presépios. Eles demonstram claramente nossa idéia religiosa do nascimento do filho de Deus. Contudo, nada mais confuso do que o próprio presépio. Para ilustrar o que pretendo dizer, vou colocar, abaixo, uma imagem de um:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-arnuzPPfpiU/ToSiyRZHTqI/AAAAAAAAAH0/oZq9qmgKMKY/s1600/presepio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="224" src="http://1.bp.blogspot.com/-arnuzPPfpiU/ToSiyRZHTqI/AAAAAAAAAH0/oZq9qmgKMKY/s320/presepio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na imagem acima algumas coisas nos saltam aos olhos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um estábulo;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O menino Jesus na manjedoura;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os pastores;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os reis magos;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Maria e José.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É difícil, a primeira vista, mas nada mais conflitante do que essa cena! Nela repousa uma mistura dos dois relatos do nascimento do Messias: Mt e Lc. Comumente, costumamos misturar as duas narrativas, mas elas possuem grandes diferenças. Vejamos:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Onde Jesus Nasceu?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As duas histórias respondem da mesma forma, a essa pergunta: Em Belém! Contudo, existem algumas particularidades em como respondem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mateus: &lt;/b&gt;A família sagrada morava em Belém e, após o retorno do Egito, vão morar em Nazaré (Mt 1:18-25 e 2:1);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Lucas:&lt;/b&gt; José e Maria moram em Nazaré. José a leva, grávida, de Nazaré à Belém (que viagem longa!!), por causa de um senso que o César Augusto, havia realizado. (Lc2:1-7). Lá ela dá a luz ao menino Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para Mateus, Jesus nasce em Belém, pois seus pais moram em Belém e, se quer cita algum senso. Para Lucas, Jesus nasce em Belém por causa de um senso. Seus pais, originalmente, são de Nazaré. O que sabemos é que Jesus é da Galiléia, da aldeia de Nazaré. Para Lucas ele é de lá pois seus pais, antes dele nascer, já moram lá. Para Mateus, ele se muda para lá, quando retorna do Egito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso levanta uma pergunta a mais sobre o presépio:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se, para Mateus, a família de Jesus mora em Belém, por que então ele nasce numa manjedoura, não seria mais fácil nascer em uma casa? &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis aí, mais um conflito! Para Lucas, Jesus nasce e é colocado em uma manjedoura, conforme o presépio informa. Para Mateus, contudo, Jesus, como toda criança da época, nasce em casa. Ele diz que os magos entram em uma casa:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis o primeiro problema com o presépio: Coloca os magos próximo à manjedoura. Sem contar que , além de dizer que são três (o texto diz: "eis que UNS magos vieram do oriente a Jerusalém"), dá nome aos mesmos e ainda transforma em reis-magos. Pega um elemento da narrativa de Mateus (magos) e coloca dentro da narração de Lucas (estábulo). Pois Lucas, se quer, cita a existência desses magos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os personagens que Lucas cita são os pastores:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ora, havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho. E eis que o anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor. E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo:&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. E isto vos será por sinal: Achareis o menino envolto em panos, e deitado numa manjedoura.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus, e dizendo: Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém, e vejamos isso que aconteceu, e que o Senhor nos fez saber. E foram apressadamente, e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura. Lc 2:8-16”.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esses pastores, não existem na história de Mateus. Eis o que o presépio faz: une personagens próprios de cada narrativa. Em Mateus, lá estão os magos, entrando na casa, trazendo ouro, incenso e mirra. Em Lucas, lá vem os pastores, entram e encontram o menino numa manjedoura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Lucas ainda faz uma outra menção que Mateus não cita: os anjos! Para Lucas o nascimento de Jesus é celebrado pelos anjos que cantam:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Glória a Deus nas alturas, Paz na terra, boa vontade para com os homens."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esses anjos não existem para  IiiMateus. Da mesma forma, Mateus conta uma matança de crianças, motivo que levou José, avisado EM SONHO, por um anjo, a fugir para o Egito. Lucas, contudo, não conta essa história e, se quer, narra uma ida ao Egito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vamos montar um quadro comparativo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table  cellpadding="0" cellspacing="0" style="border-collapse: collapse; border: medium none;" border="1"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border: 1px solid windowtext; color: white; text-align: center; width: 58.4pt;" valign="middle" width="78"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Evangelho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width:  1px; color: white; text-align: center; width: 63.3pt;" valign="middle" width="84"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Onde Maria e José Moram&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width:  1px; color: white; text-align: center; width: 67.3pt;" valign="middle" width="90"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Local de Nascimento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px; color: white; text-align: center; width: 79.75pt;" valign="middle" width="106"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Anjos Cantando&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px; color: white; text-align: center; width: 55.7pt;" valign="middle" width="74"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Pastores&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px; color: white; text-align: center; width: 55.35pt;" valign="middle" width="74"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Magos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px; color: white; text-align: center; width: 34.55pt;" valign="middle" width="46"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Fuga para o Egito&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="background-color: #666666; border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px; color: white; text-align: center; width: 34.55pt;" valign="middle" width="46"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Vive em Nazaré&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: 1px; width: 58.4pt;" valign="middle" width="78"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Mateus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 63.3pt;" valign="middle" width="84"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Belém&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 67.3pt;" valign="middle" width="90"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Belém&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;(em casa)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 79.75pt;" valign="middle" width="106"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não existem&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 55.7pt;" valign="middle" width="74"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não existem&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 55.35pt;" valign="middle" width="74"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Existem&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 34.55pt;" valign="middle" width="46"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Existe&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 34.55pt;" valign="middle" width="46"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sim, se muda pra lá&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width:1px; width: 58.4pt;" valign="middle" width="78"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;b&gt;Lucas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 63.3pt;" valign="middle" width="84"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nazaré&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 67.3pt;" valign="middle" width="90"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Belém (numa estrebaria)&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 79.75pt;" valign="middle" width="106"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Existem&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 55.7pt;" valign="middle" width="74"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Existem&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 55.35pt;" valign="middle" width="74"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não Existem&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 34.55pt;" valign="middle" width="46"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Não Existe&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: 1px; text-align: center; width: 34.55pt;" valign="middle" width="46"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sim, seus pais já moravam lá&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por esse quadro, vemos que os evangelistas discordam, mais do que concordam.&amp;nbsp; A concordância mais importante é onde Jesus nasceu e onde foi criado. Respectivamente Belém e Nazaré.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Poderíamos, contudo, continuar nossa análise e repararemos que existem outros pontos chaves: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Mateus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O nascimento virginal é cumprimento de uma profecia de Isaías (que já analisamos ser uma interpretação "equivocada");&lt;/li&gt;&lt;li&gt;José pensa em repudiar Maria, pois, aparentemente, não acredita que esteja engravidada de Deus.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Lucas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O nascimento virginal acontece por vontade divina, como obra do Espírito Santo. Não faz alusão a cumprimento de profecia. É um ato milagroso que o anjo compara com o nascimento de João.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;José se quer é citado como alguém que duvidou ou pensou em repudiar Maria. Aliás, ele é quase um figurante na história.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Qual a intenção de comparar os dois relatos do nascimento?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Primeiro nos divertir um pouco e rirmos de nós mesmos e do nosso presépio. Ele, fazendo um mistura doida, tomando emprestados elementos de duas narrativas diferentes, criou um outro relato da história no nascimento de Jesus;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O segundo é, lembrando que Lucas conhece o material de Mateus, entender que o autor lucano cria um outro relato. E, com isso, começarmos a reparar que, se existem relatos históricos em cada uma das narrativas, fica muito difícil descobrir qual. No que se assemelham - nascimento virginal, nascimento em Belém e moradia em Nazaré - , ainda assim, não foge o caráter figurativo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É preciso entender qual a intenção de cada um dos evangelistas ao narrarem as histórias do nascimento. Não estão preocupados em dar uma aula de história, mas em entregar aos seus destinatários uma mensagem divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cada um desses relatos tem um sentido e uma mensagem, essas serão tratadas em outra postagem. Onde começaremos, em ordem cronológica dos livros, pelo Evangelho segundo Mateus.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-6167145470488521489?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/6167145470488521489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/o-messias-nasceu-como.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6167145470488521489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6167145470488521489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/o-messias-nasceu-como.html' title='O Messias Nasceu (Como?)!'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-arnuzPPfpiU/ToSiyRZHTqI/AAAAAAAAAH0/oZq9qmgKMKY/s72-c/presepio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-8749972424573334305</id><published>2011-09-27T13:57:00.003-03:00</published><updated>2011-09-27T14:11:41.045-03:00</updated><title type='text'>Quando a Jovem vira Virgem...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um texto muito conhecido pelo cristianismo é o chamado "anúncio do Emanuel". Um texto do proto-isaías que narra o nascimento de uma criança que deveria ter o nome de Imanu el, quer quer dizer "Deus conosco". Mateus, tomou esse texto e o aplicou a Jesus (e não a Maria):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.&lt;br /&gt;Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.&lt;br /&gt;E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo;&lt;br /&gt;E dará à luz um filho e chamarás o seu nome JESUS; porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.&lt;br /&gt;Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz;&lt;br /&gt;Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco. (Mt 1:18-23)"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ao analisarmos de forma mais atenta a profecia de Isaías, veremos que seria impossível que ele estivesse falando do nascimento do messias e, muito menos, de um nascimento virginal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhemos, então, o texto de Isaías capítulo 7:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo o primeiro versículo diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"No tempo de Acaz, filho de Joatão, filho de Ozias, rei de Judá, Rasin, rei de Arão, foi com Pecá, filho de Romelia, rei de Israel, contra Jerusalém para lhe dar combate; mas não pôde apoderar-se dela. ."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira coisa que está clara é o momento em que se situa o episódio. Rasin, rei da Síria e Pecá, rei de Israel (reino do norte) estão se ajuntando para ir contra Jerusalém. O resultado dessa aliança contra o reino de Judá (reino do Sul) Isaías afirma ser o medo. Medo por parte de Acaz e medo por parte do povo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Quando se soube, na casa de Davi, que {o exército da} Síria estava acampado em Efraim, o coração do rei e o de seu povo ficaram perturbados como as árvores das florestas agitadas pelos ventos."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaz e o povo temem esse levante. Não conseguem esperar salvação e vitória nessa batalha que se inicia. Isaías é enviado por Javé a Acaz para confortá-lo e reanimá-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E dize-lhe: Tem ânimo, não temas, não vacile o teu coração diante desses dois pedaços de tições fumegantes. {Diante do furor de Rasin, da Síria, e do filho de Romelia}.&lt;br /&gt;Vamos contra Judá, nós o bateremos, e nos apoderaremos dele, e proclamaremos rei o filho de Tabeel.&lt;br /&gt;Eis o que disse o Senhor Javé: Isso não acontecerá, essas coisas não se realizarão,&lt;br /&gt;porque a capital da Síria é Damasco, e a cabeça de Damasco é Rasin. {Dentro de sessenta e cinco anos Efraim desaparecerá do rol dos povos.}&lt;br /&gt;E a capital de Efraim é Samaria, e a cabeça de Samaria é o filho de Romelia. Se não o crerdes, não subsistireis. "&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora aparece o nosso texto. Isaías diz para Acaz pedir um sinal de Deus de que a salvação viria:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"O Senhor disse ainda a Acaz:&lt;br /&gt;Pede ao Senhor teu Deus um sinal, seja do fundo da habitação dos mortos, seja lá do alto.&lt;br /&gt;Acaz respondeu: De maneira alguma! Não quero pôr o Senhor à prova.&lt;br /&gt;Isaías respondeu: Ouvi, casa de Davi: Não vos basta fatigar a paciência dos homens? Pretendeis cansar também o meu Deus?&lt;br /&gt;Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.&lt;br /&gt;Ele será nutrido com manteiga e mel até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem.&lt;br /&gt;Porque antes que o menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, cujos dois reis tu temes, será devastada.&lt;br /&gt;O Senhor fará vir sobre ti, sobre teu povo e sobre a casa de teu pai, dias tais como não houve desde que Efraim se separou de Judá {o rei dos assírios}. "&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é claro! O sinal que Acaz deve ver é de que a "virgem" daria á luz e antes do filho dela conseguir discernir entre o bem e o mal (ou seja já terá nascido) as duas terras que se levantam contra Judá estará devastada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profecia de Isaías está focada com o tempo em que o profeta está vivo. Ele nao tenta consolar o rei com uma promessa séculos após o episódio da guerra siro-efraimita. É preciso levantar o ânimo de Acaz, é preciso renovar sua confiança de que a linhagem de Davi não perecerá (a virgem dará a luz a um descendente de Davi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso grande problema se encontra exatamente na expressão: virgem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar uma olhada no texto original:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;לָכֵן יִתֵּן אֲדֹנָי הוּא לָכֶם אֹות הִנֵּה הָעַלְמָה הָרָה וְיֹלֶדֶת בֵּן וְקָרָאת שְׁמֹו עִמָּנוּ אֵֽל׃&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Isaías usa o termo &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="lexTitleHb" style="font-weight: normal;"&gt;עַלְמָה&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;('alma) cuja tradução literal seria "jovem mulher" e não virgem, que é&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="lexTitleHb" style="font-weight: normal;"&gt;בְּתוּלָה&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; (bethulah). Temos então um grave problema de tradução. Como a "jovem mulher" (que poderia ser casada) transformou-se na "virgem"? De onde surgiu isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período do império grego, a diáspora (judeus que moram fora de Canaã) acabou gerando judeus que não falavam mais o hebraico. Com isso, nas sinagogas dificultava bastante a leitura dos textos da bíblia hebraica. Portanto, buscando resolver esse problema, foi feita uma tradução da bíblia hebraica para o idioma grego. Essa versão foi inicialmente chamada de Septuaginta, hoje, simplesmente LXX (setenta). Isso em alusão a uma lenda que dizia que 70 anciãos fizeram essa tradução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na versão grega do texto bíblico de Isaías criou-se um problema. A palavra &lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;span class="lexTitleHb" style="font-weight: normal;"&gt;עַלְמָה&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;('alma) foi traduzida por &lt;b&gt;παρθένος &lt;/b&gt;(parthénos) que quer dizer "virgem".&amp;nbsp; A bíblia dos autores do Novo Testamento, já é de comum acordo, tratava-se da LXX e não da bíblia hebraica. A frase "o justo viverá da sua fé", é outra comprovação disso, já que, na bíblia hebraica, a expressão correta é "o justo viverá por sua fidelidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses erros de tradução fizeram com que Mateus&amp;nbsp; aplicar ao tema do nascimento virginal, o texto de Isaías, que, na realidade disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Eis que a jovem está grávida e dará a luz a um menino.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse menino, essa criança que, simbolicamente, recebe o nome de Emanuel, é o sinal de Deus de que a dinastia davídica não iria acabar com o ataque do rei de Aram e do rei de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rebento é o rei Ezequeias, filho de Acaz. Portanto, a jovem é a esposa de Acaz e o menino em gestação é Ezequias. Isaías está dizendo o seguinte: a menina grávida é o sinal que Deus está te mostrando, Acaz, de que a casa de seu pai não morrerá. Se você crê, a história do reino de Judá continuará, e o menino reinará em seu lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos textos de Isaías reconhecido como messiânico, na realidade não o é. É uma mensagem de consolo ao rei Acaz. A jovem não era virgem e o Emanuel não é Jesus (originalmente falando). Óbvio que Mateus, fazendo uso da versão dos LXX, nos diz o contrário. E podemos sim, de fato, reconhecer que Cristo é o Deus Conosco. Cristo é o verdadeiro Emanuel. Mas o Emanuel original é Ezequias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se naquele tempo a tradução já gerava problema... imagine em nossos dias, já que estamos bem longe dos autores do texto... Ainda bem que, como diz Milton Schwantes, "Deus também fala em português". Mas, de fato, uma coisa é certa: &lt;span class="st"&gt;&lt;i&gt;Traduttore&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Traditore&lt;/i&gt; (Tradutor, Traidor).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-8749972424573334305?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/8749972424573334305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/quando-jovem-vira-virgem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8749972424573334305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8749972424573334305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/quando-jovem-vira-virgem.html' title='Quando a Jovem vira Virgem...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-3276803170481203667</id><published>2011-09-23T16:50:00.005-03:00</published><updated>2011-09-23T17:27:53.990-03:00</updated><title type='text'>Pois ainda há luto...</title><content type='html'>&lt;div style="margin-bottom: 12pt; text-align: justify;"&gt;De certa forma a dor de ter perdido uma pessoa tão querida e de forma tão traumática, influenciou as duas últimas postagens. E ainda há, em mim, razão e dor suficientes para refletir mais uma vez e, agora, diretamente sobre o tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bíblia relata diversos lutos: Lembra da dor que Israel sofreu com a morte de Moisés; A dor de Davi ao perder o amigo Jônatas e sua dor "contraditória" ao perder o primeiro filho que teve com Bate-Seba; Há também, em linguagem profética e figurativa, o luto de "Raquel" que chora a dor pela morte dos seus filhos e que rejeita qualquer consolo (o reino de Israel que foi massacrado pela Assíria), dor e luto esses que são aproveitados por Mateus para falar do choro que ocorreu pela matança dos inocentes;&amp;nbsp; Ezequiel que, para simbolizar a o que aconteceria com Judá, é proibido de chorar à morte de sua esposa, e vive seu luto sofrido, mas calado; Como não citar a viúva de Naim, que já seguia no cortejo pela morte do filho e que foi consolada com a ressurreição do menino?; Podemos, claro, lembrar, também, de Lázaro, que demonstra a dor de Jesus, pela morte do amigo. Esses são, apenas, alguns exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a bíblia não oculta, pelo contrário, confirma a dor que a morte causa. E, da mesma forma, aponta para o quanto a sua presença é perturbadora. Israel demorou muito para desenvolver uma crença na ressurreição no dia do juízo. Portanto, durante muito tempo, a religião do Antigo Israel teve que encarar o fato de que a bênção de Deus repousava sobre a longevidade, pois, como eles criam, não havia vida após a morte e nem mesmo ressurreição escatológica. É por isso que, frequentemente, nos textos do primeiro testamento, encontramos fórmulas de longevidade (e viu seus filhos e os filhos dos seus filhos até a&amp;nbsp; - número -&amp;nbsp; geração).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, as pessoas morrem cedo. Nem todos desfrutam do prazer de uma longa vida. E a salvação de Javé, no tempo antigo, repousava sobre uma vida longa e boa. A contradição da vida, a existência de muitas pessoas que, fiéis a Javé, sofreram dores sem fim e o fato de muitos morrerem ainda jovens, levaram os sábios e profetas a questionar essa bênção que se acreditava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nasce assim, em um momento tardio, o pensamento apocalíptico, que aponta para uma vida futura. Como um protesto à morte. Ou, em uma expressão melhor, em uma não-morte para aqueles que se mantém fiéis até ao fim, mesmo diante de grandes tribulações. O maior testemunho disso, no primeiro testamento, se encontra no livro de Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ambiente do Segundo Testamento, já em um momento onde o pensamento apocalíptico está muito bem desenvolvido e, inclusive, influencia muitas formas de viver a religião judaica antiga, a crença na salvação de Javé repousa tanto na vida atual, quanto na próxima vida. A "vida eterna", não é algo que se espera para o além mundo. Mas algo que se vive hoje e se concretiza para além da história. Mas a mesma história confirma essa salvação. Seu gozo inicia hoje e é plenificado na consumação de todas as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que, em Jesus, já em um ambiente de crença cristã, a salvação é oferecida aos pobres, humildes, oprimidos, discriminados e clamadores pela paz. Estes não esperam um consolo para além da vida, mas uma mensagem que, já hoje, transforme seu mundo e acabe com as situações que lhes deixam em uma subvida. É por isso que, falando de uma vida terrena, Cristo é o que vem dar vida em abundância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem, então, dois aspectos da salvação: aqui e lá; já e ainda não; imanente e transcendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que frases como "fulano morreu sem salvação" reduz bastante a mensagem salvífica de Cristo, que: cura o leproso; faz o cego enxergar; transforma o ladrão e corrupto em um seguidor fiel que partilha seus bens; ressuscita os mortos para eliminar o luto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso apenas quer simbolizar que a salvação não é algo futuro apenas. É escatológica? Sim! Claro! O cristianismo é essencialmente apocalíptico e escatológico. Mas uma escatologia que testemunha, desde já, que Cristo é a Ressurreição (o evento final) e a Vida (o que ansiamos ter) quem crê nele, ainda que morra, viverá. A crença ou melhor, a salvação da morte ultrapassa a espera dela. Quem crê em Cristo pode morrer, mas não é o que ele espera, mas, ainda que morra, viverá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa morte não deve ser interpretada como simplesmente morte física. Mas morte espiritual, emocional, social, enfim, todo tipo de situações ou status que "matam a vida abundante". A vida plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o que o luto tem a ver com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que, como no tempo antigo, ainda precisamos de uma mensagem que nos salve nessa vida. Que os deprimidos e sofredores da síndrome do pânico digam isso. Óbvio que o tratamento clínico é hoje quem promete salvar (e salva) essas pessoas. Eu jamais motivaria uma simples conversa ou mensagem bíblica para eliminar esses males. Contudo, julgo que as mensagens de salvação limitadas a uma pós-morte (que se diga é de herança pagã) podem dar mais motivos para a dor dessas pessoas. Não que um deprimido precise de motivo para sofrer. Mas me refiro a necessidade de que se tenha uma mensagem (falando de religião) que abarque toda a vida das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um deprimido, mesmo sendo (erradamente) instruído desde criança que quem se mata vai para o inferno (Deus nos livre dessas pessoas que amam condenar os outros ao inferno), não considera isso e comete suicídio. "De que adianta esperar uma salvação (morar no céu) se, em vida, Deus já me abandonou?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deprimido senti-se abandonado por Deus em vida. Ele é apenas mais um! De que nos serve um Deus dos mortos? De que adianta um Deus que se preocupa somente em como estarei quando morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é assim o Deus de Jesus. Esse se envolve na vida que se vive. Ele está em constante luta por amor de sua criação, que inclui a nós, seus filhos. Esse Javé, Pai de toda família humana, onde, segundo Tiago, não há variação nem sombra de mudança, é aquele que para o seu povo, na história, promete: terra, justiça e paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí está a falha da igreja do nosso Brasil... Uma igreja que se preocupa com mortos e, acaba, com isso, gerando "morto-vivos". Pois melhor "morrer" e ser alcançado por esse Deus, do que viver feliz e ser por ele desprezado. Uma mensagem que nos salve já! Que nos cure já! Que perceba a nossa dor, nossa fragilidade, nossa necessidade de paz, alegria e consolo! É disso que os corações deprimidos esperam de sua religião. Orações? Podem ajudar, mas o que realmente se espera, como diz Tiago, não é orar e despedir o irmão necessitado sem sua necessidade saciada. O que o que realmente ajuda é uma comunidade amorosa, terapêutica e redentora. Em outras palavras, o que ajuda é o próprio Cristo, ressuscitado, vivendo dentro da sua Igreja (dentro das pessoas e não do templo) movendo e guiando na missão da implantação de um reino de vida e não-morte, em todos os aspectos. Por isso mesmo a palavra "morrer" é retirada da fé cristã e, em seu lugar, surge a linda expressão "dormir". Pois quem dorme, acorda e, por isso, não está morto, pois Deus é um Deus de vivos e sua mensagem é para vivos que, mesmo mortos, são por ele alcançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mensagem, minha querida irmãzinha, que, enquanto acordada te alcançou, mas os males do nosso tempo insistiram em te fazer dormir, tentando nos fazer pensar que ela não foi suficiente. Graças a Deus, contudo, que, mesmo dormindo, essa mensagem ainda chega a você, como um lindo sonho que um dia há de te acordar...&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?&lt;br /&gt;Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei.&lt;br /&gt;Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.”&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-3276803170481203667?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/3276803170481203667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/pois-ainda-ha-luto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3276803170481203667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3276803170481203667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/pois-ainda-ha-luto.html' title='Pois ainda há luto...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-6110841691944543690</id><published>2011-09-01T15:57:00.003-03:00</published><updated>2011-09-01T17:01:21.530-03:00</updated><title type='text'>Novo Olhar sobre a Ovelha Perdida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A parábola da ovelha perdida revela o preconceito oculto no coração daqueles que dizem seguir a Deus. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quem é a ovelha perdida? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seriam os viciados? Os desviados da fé? Os sem fé? Os ateus? É tão triste imaginar-se "ovelha perdida", que todos se preocupam em se localizar como uma das "99" que ficaram no "aprisco", protegidas contra qualquer desvio, que a "perdida", se impôs.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porém, lendo melhor nosso texto, reparamos que as que ficaram, não ficaram em "aprisco" nenhum. Ficaram no deserto. O pastor deixou todas no deserto e foi atrás dessa uma que se perdeu. O pior é a tradução correta que diria: não deixa ao cuidado de ninguém, no deserto. Ou, abandona no deserto. Larga para trás no deserto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Logo procuramos um jeito de justificar essa decisão irresponsável do pastor. Afinal, ele, por causa de uma, poderá perder todas. Entra em nossa idéia a questão quantitativa, que nossa lógica de consumo compreende: melhor um pássaro na mão, do que dois voando. E, no caso, o pastor deixa os 99 fiéis a ele no deserto. E vai atrás da ovelha que se extraviou. Como Deus pode fazer isso conosco? Abandonar-nos para ir atrás dessas pessoas que não querem nada com ele? Não! Deus não faria isso conosco! Então vamos tentar justificar e descobrir o porquê dessa decisão tão injusta!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso, sabe por quê? Porque nos achamos parte do grupo das 99. E a mensagem da parábola quer nos dizer exatamente isso. Quem disse que você é parte das 99? O que faz você pensar que não é a ovelha extraviada? Todos nós somos essa única ovelha que Deus não conta o prejuízo para nos buscar. Nós somos essa ovelha que não consegue acompanhar os passos das outras, que se perde, e que precisa de amparo do pastor. Que precisa ser carregada no colo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O problema é que não nos identificamos com os "pecadores". Como aqueles que são dependentes de Deus. Achamos-nos já "salvos", "separados", "santos". E nos esquecemos do princípio básico da fé: todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Somos todos carentes da misericórdia, do amparo e do imenso e desmedido amor de Deus. Imenso, desmedido, e me permita dizer, doce e irresponsável amor de Deus. Tão irresponsável que prefere morrer do que perder suas ovelhas. Que prefere a morte do que viver sem nossa presença.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como a parábola do pastor que abandona as ovelhas no deserto se torna tão doce, meiga e especial, quando nos identificamos com a ovelha perdida. Perdidos somos, e precisamos tanto desse amparo, desse abraço e dessa paz que só os braços do Pastor verdadeiro pode nos dar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-6110841691944543690?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/6110841691944543690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/novo-olhar-sobre-ovelha-perdida.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6110841691944543690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6110841691944543690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/novo-olhar-sobre-ovelha-perdida.html' title='Novo Olhar sobre a Ovelha Perdida'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-1027671587109208179</id><published>2011-09-01T15:10:00.002-03:00</published><updated>2011-09-05T17:15:22.084-03:00</updated><title type='text'>Mesmos longe, somos filhos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A parábola do pai amoroso, conhecida como parábola do filho pródigo, nos fala do amor do pai. Seu foco é a percepção do pai diante do erro dos dois filhos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O caçula, por querer sair e não pensar em voltar, pede sua herança ao pai. Fácil deduzir isso pelo fato de pedir a herança, que só teria direito após a morte do pai. Indo para longe, para uma terra longe que a parábola faz questão de deixar claro não ser sua pátria, chamando seus habitantes de "homens daquela terra". Não tendo interesse em voltar, perderia o que é seu de direito. Então, nada mais justo, do que já receber aquilo que é seu por direito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mais velho por irritar-se do pai, que nunca lhe presenteou com um dos animais para festejar com os amigos,&amp;nbsp; mata o bezerro cevado para o filho que, segundo ele, gastou todo o seu dinheiro com meretrizes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis a injustiça do pai: acolhe aquele que lhe virou as costas e nunca demonstrou reconhecimento ao filho que o servia sem nunca desobedecê-lo. Injusto? Sim, parece ser injusto. Ao que parece, o pai amava mais ao caçula do que seu primogênito - que por ser primogênito tinha direitos maiores. Mas vamos ver isso de mais perto?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O filho caçula&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sempre que se fala do filho caçula a reflexão se pauta naqueles que pecam ou se distanciam (terra distante) de Deus. Mas será que o filho "rebelde" não somos todos nós? Acho que o filho mais novo é a nossa sinceridade em ação. Ele demonstra a verdadeira vontade que todos nós temos: livres de Deus das obrigações que Deus nos dá, sem, contudo, perdermos nossa herança que nos liga a ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Muitas pessoas servem a Deus ou se ligam a alguma igreja ou religião esperando ganhar algo: cura, libertação, consolo e, óbvio, salvação, livramento do inferno. O filho gostava de tudo isso que o pai ofertava, ao que a parábola chama de "herança". Mas ele propõe o que nenhum de nós tem coragem: eu vou me afastar da comunhão, da vida da igreja, dos ritos, dos cultos e de toda a obrigação que tu (Deus) requeres de mim, e o senhor garantirás minha salvação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O incrível, para muitas mentes que entendem Deus como um negociante ou barganhador, é que o pai aceita a condição do filho. O pai tinha todo o direito de dizer: quando eu morrer, receberás a herança, se estiver por perto e saber que morri. Mas não, o pai, com seu gesto, diz: és meu filho, o que é meu, é teu. Se o queres: leve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sim! E por que não? Estar na igreja não garante felicidade, fim da depressão, fim das dores, do medo da vida, do medo da morte e nada. Estar na igreja, estar em comunhão com algo não garante que estamos participando do reino de Deus. Então, podemos sair, podemos ir a qualquer lugar e manter nossa herança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A herança está ligada à pessoa e não à casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Contudo, longe do pai, a herança não faz sentido. E nesse ponto, não estou falando de longe da igreja ou longe dos ritos. Digo longe do pai mesmo. O pai, Deus, nos ama. Seu consolo, seu conforto, sua aceitação, sua misericórdia e graça não estão limitados às quatro paredes de um templo ou mesquita. O filho pode ir para qualquer lugar que decidir, a herança, por ser filho, estará com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O problema é o desejo de estar longe do pai. O filho não conhece ao pai. Entendia o pai como fonte de lucro. Como um testador, que, infelizmente, tinha que aguardar morrer. Não compreendia que não era a herança que o pai ofertava, era o amor. Estar na casa do pai (e volto a dizer que não me refiro aos templos) é estar sob a guarda do amor de Deus. Que, infelizmente, muitas vezes, não consegue nos privar das dores, mas, consegue nos ajudar a vencer ou lidar com nossas limitações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, enquanto Deus for um testador, alguém que tem um testamento e que devemos aguardar para receber a herança que nos é dada por direito, estaremos sempre com vontade de estar em outro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o filho, que é mais corajoso, e mais sincero do que nós, vai para longe. Como falei, o problema não era estar longe, a herança estava com ele, mesmo distante. O problema foi gastar a herança. Abrir mão daquilo que o pai o deu gratuitamente. Pois herança é algo que se tem, sem que tenhamos trabalhado para ter. E o que Deus oferta a seus filhos é: perdão, amor, misericórdia, graça, aceitação, rendenção, comunhão. Segundo Tiago: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação. Tiago 1:17"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tudo aquilo que de bom existe em nós, é herança de Deus. É a comprovação de que somos seus filhos. É o que nos liga a ele. Mas, por vezes, somos tentados a gastar isso tudo. Gastar não no sentido de compartilhar, que é o objetivo de todas essas dádivas. Porém, "gastar", no sentido de "eliminar", "destruir", "dizimar".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, estando vazio, o filho reconhece: se o pai me aceitar como servo, me bastará. É como aquela mulher que chega para Jesus e diz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Ela, porém, respondeu, e disse-lhe: Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos. Marcos 7:28"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas até ai, ele ainda não conhece ao pai. O pai é o testador e já lhe deu toda a herança. Agora, o melhor, é viver de migalha. E não ousar pedir nada mais do que isso. Algumas pessoas que são corajosas para fazer aquilo que sente que Deus reprova, sentem-se tão mal, que não conseguem orar. Quantos deprimidos temos em nossas comunidades. Esses, muitas vezes, devido sua situação e tudo aquilo que lhes fora ensinado, por conta de toda a educação religiosa que receberam, não compreendem um Deus que não seja mero testador. E, pensam, que devido a seus erros, sofrem. Sabem que Deus lhes acolherá, mas, por ser testador, e eles terem gastos toda a herança, Deus os castiga, para que possam, quem sabe, em algum momento, comer na mesa, como filhos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Filho mais velho&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esse também não conhece ao pai. O pai é exigente. Nada que ele faz é suficiente. Nunca lhe permitiu festejar. E quando existe festa, nem manda chamá-lo. Ele tem que ficar sabendo por um servo que há uma festa e o motivo dela. O filho mais velho não consegue entender como o pai pode festejar alguém que só trouxe prejuízo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A lógica do consumo e do capitalismo dita, hoje em dia, nossa forma de conduta em nossa comunidade. Hoje pergunta-se: quantas almas já ganhou-se a cristo? Quanto escândalo tal pessoa não gerou? Quantos prejuízos ao nome de Deus não foi cometido por essa pessoa? Eu estou aqui! Eu venci a tentação de pedir minha herança. Venci a tentação de pedir, mesmo,um bezerro. E o pai nunca me ofertou nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Resisto ao desejo de expor meus sofrimentos, para que não tenham pena de mim. E Deus acolhe pessoas que vivem dando uma de coitadinhos. Refreio meu desejo desenfreado de beber, ir a festas e Deus acolhe uma pessoa que não honra seu nome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O Pai&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todos sabiam que eram filhos. Um, ao ponto de achar que deveria ter sua herança já. Outro por saber que tudo aquilo um dia seria seu, então, desde já, deveria cuidar e trabalhar para sustentar aquela vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas nenhum conhecia o pai. O pai se quer ouviu o que o filho mais novo tinha a dizer. Ele preparou uma oração linda de arrependimento e confissão. E o pai nem o deixou falar. Devolveu o status de herdeiro e festejou o reencontro com o filho. Naquele momento, o filho entendeu que a herança verdadeira ele já podia viver. Que as dádivas do pai não são para um tempo futuro, quando ele morrer. Mas para agora. Naquele momento filho viu que o pai não era um testador, era um doador. Alguém que se entrega loucamente ao filho. Desprezando qualquer status de "eu te avisei", "agora vem me pedir ajuda", "o que fez com tudo que lhe dei?". O sofrimento do filho, era seu sofrimento. Ele sabia que o retorno do filho representava sua falência. E falência do filho era a falência do pai. E como um pai que não avalia esforços para entregar-se por inteiro, simplesmente, entendeu, que o filho se encontrou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Estar com Deus em comunhão com aqueles que estão com Deus, é, desde já, desfrutar das possibilidades de uma vida que igreja, mesquita, templos ou qualquer outra religião institucional, não pode ofertar. O encontro com o amor do pai é um encontro libertador. Que nos coloca na posição de filhos e não de servos ou cachorrinhos. Que faz nos herdeiros em vida. Herdeiros não da riqueza inventada pela humanidade. Mas pela riqueza de tudo aquilo que o amor, que é o próprio Deus, pode ofertar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E o filho mais velho, também teve seu encontro com o pai. Em um breve discurso, o pai fez entendê-lo que ele se diminuia. Mostrou a ele que, assim como seu irmão, ele tinha desejos de recompensa e reconhecimento, mas que, na realidade, ele que não se sentia reconhecido. Procurando aprovação do pai, quando, na realidade, simplesmente, por ser filho, já havia adquirido a aprovação gratuita do amor do pai.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E, acima de qualquer reconhecimento pessoal, era urgente que se festejasse o reencontro com o irmão. Que, por entender-se filho, estava, naquele momento, desfrutando do amor que nunca havia compreendido ser, de fato, herdeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nós somos os filhos afastados e nós somos os filhos-servidores. Mas Deus, apenas, nos chama, e deseja que sejamos, filhos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-1027671587109208179?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/1027671587109208179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/mesmos-longe-somos-filhos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/1027671587109208179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/1027671587109208179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/09/mesmos-longe-somos-filhos.html' title='Mesmos longe, somos filhos'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-178292666201935217</id><published>2011-08-30T13:24:00.024-03:00</published><updated>2011-10-28T18:07:20.141-02:00</updated><title type='text'>Para a Nossa Inesquecível Bruna</title><content type='html'>Seria muito bom poder falar isso a você, nossa mascote (como tantas vezes te chamei rs). Espero que um dia eu possa fazer isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-joxwDjoPg4U/TqsLZ1HsGmI/AAAAAAAAAII/cXaEQdCfPfA/s1600/Bruna.JPG" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-joxwDjoPg4U/TqsLZ1HsGmI/AAAAAAAAAII/cXaEQdCfPfA/s320/Bruna.JPG" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;07/07/1989 - 26/08/2011&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Somente Deus pôde entender sua dor&lt;br /&gt;Não há outro capaz de sentir&lt;br /&gt;Um amor que vai além da vida,&lt;br /&gt;Um amor que compreende e cura&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Qualquer ferida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente Deus pode nos confortar&lt;br /&gt;Privados de sua alegria e fala&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Está dolorido, menina&lt;br /&gt;Mas onde estiver, livre das dores,&lt;br /&gt;Saberá que sempre foi amada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que o amor é mais forte&lt;br /&gt;Do que todo sofrimento, dores&lt;br /&gt;E do que a própria morte&lt;br /&gt;O amor perdoa nossas falhas&lt;br /&gt;É o suporte de tudo que há&lt;br /&gt;Quem por ele é tocado,&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Ainda que morra, viverá&lt;br /&gt;E Ele, novamente,&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Um dia, a você, nos unirá&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade... muita saudade...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-178292666201935217?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/178292666201935217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/para-inesquecivel-bruna.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/178292666201935217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/178292666201935217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/para-inesquecivel-bruna.html' title='Para a Nossa Inesquecível Bruna'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-joxwDjoPg4U/TqsLZ1HsGmI/AAAAAAAAAII/cXaEQdCfPfA/s72-c/Bruna.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-8415342618159606587</id><published>2011-08-25T14:09:00.004-03:00</published><updated>2011-12-17T20:21:36.018-02:00</updated><title type='text'>Como não ser ecumênico (minha tentativa frustrada)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou participando de um fórum de discussão, em um portal NÃO-OFICIAL de minha comunidade de fé (Metodista). E vi a necessidade de reescrever sobre esse tema.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa vai ser minha tentativa de abrir mão do ecumenismo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho muito complicado unir pensamentos tão diferentes e deuses tão diferentes. Tá certo que ecumenismo nada tem a ver com uma só religião, quem pensa assim, de fato, está equivocado. Ecumenismo é unir as mãos apesar e mantendo as diferenças. Só que são tantas diferenças. Aliás, se quiseremos pensar em uma coisa que realmente é comum, em quase todas as religiões, seria o amor. Inclusive, o amor, é confessado até por ateus. Então, será que vale a pena dar a mão a alguém de outra religião simplesmente por causa do amor? Algo que é tão banal e tão comum em discursos até de políticos demagogos ou em canções meramente comerciais. Não acho que o amor mereça tanta atenção.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ai é que mora o problema... Quando penso sobre ecumenismo não consigo fugir da palavra "Amor". Essa simples e pequenina expressão que, dentro dos evangelhos e da tradição neotestamentária, recebe uma atenção volumosa, mesmo que seja tão banal para nós, hoje em dia. Mesmo que seja tão demodê e tão clichê. No novo testamento, é o foco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que nenhuma atenção se tornou mais forte do que o corpus joanino, onde, na primeira carta&amp;nbsp; de João 4:6-7 afirma-se:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É o amor, e somente ele, o vínculo com Deus. Quando nossos irmaos afirmam que Cristo é o único caminho que conduz a Deus, João, de quem é dada a autoria do evangelho que faz essa afirmação, ousa nos explicar que Jesus é esse amor. Pois, somente o amor é capaz de ligar alguém a Deus. Aliás, para João quem ama já está com Deus, pois Deus é amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estar com Deus é, necessariamente, amar. Esse é o critério cristão-primitivo. Os próprios discípulos de Paulo afirmam: o amor é o vínculo da perfeição; E o próprio diz: permaneçam a fé, a esperança e o amor. Esse três. Mas, dentre eles, o amor é o maior. E no mesmo lugar onde Paulo afirma a superioridade do amor, ele também afirma o que é esse dom Divino (que é o próprio Deus).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim enxergo o amor como dom do Espírito (expressão paulina).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Amor é o próprio Deus que se dá ao ser humano, penetra no coração humano, selando-o com o que mais Divino existe na vida terrena. O Amor é o próprio Deus presente e atuante. Não há como separar Deus do amor e nem o amor do Deus de Jesus Cristo. Portanto, é o amor, segundo Cristo, a única coisa que diz que somos seus discípulos. A prática desse amor assinala a ligação com Deus e com seu Filho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por amor que Cristo é enviado. Podemos dizer que o Cristo é o envio do amor de Deus para a criação, pela criação. Deus se doa por inteiro pois o amor não compreende "semi-entregas". Mas dedicação total e entrega total.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considerando que esse dom, presente no ser humano, é o vínculo com Deus, Paulo ousa dizer:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." Rm 13:9-10&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo." Gl 5:14&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A exigência de ritos, moralismo, monocultaralismo, etnocentrismo, cristianismocentrismo morrem, diante de tais afirmações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como não ser ecumênico diante dessas palavras? Como exigir que o outro seja como eu, quando, na realidade, amar é aceitar o outro com toda sua diferença? Como confirmar as atitudes que transformam as pessoas em objetos, diante dessas palavras? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém, que, infelizmente, vive uma vida hipócrita e puramente demagoga, diria: se é somente amar, vou fazer isso e aquilo e dane-se, eu amo, entao tenho Deus e posso fazer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse é o problema da liberdade! As pessoas, sem amor, fazem mau uso dessa coisa maravilhosa que temos! Desse lindo dom de ser livre, dado por Deus! É preciso segurar Deus! Limita-lo à minha compreensão, pois, assim, impeço esses abusos. E Deus, do amor, torna-se um ídolo sem sensibilidade, sem tato, sem compreensão, duro e de coração gelado. Incapaz de compreender as culturas, as religiões e suas expressões sinceras que procuram, de alguma forma, acertar a religação com ele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o cristianismo é, somente, mais uma dessas tentativas! O evangelho, contudo, superior ao cristianismo, afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"A religião pura e imaculada diante de nosso Deus e Pai é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições e guardar-se isento da corrupção do mundo." Tg 1:27&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não existem outras religiões que assim o fazem? Não há outras confissões que confirmam o amor como a verdadeira perfeição? Não é o amor a única coisa que, na maioria das religiões, se confessa aquilo que nos une? Em ritos, em dias especiais, em cultos, em festas, mudamos completamente, de confissão em confissão. Mas, nessas confissões cuja prática religiosa nos separa, existe aquilo que é ensinado e que nos une: amai!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, voltando para João, &lt;b&gt;Deus é amor!&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Incrível, mas a única coisa realmente comum, nas religiões é, precisamente, aquilo que o evangelho diz ser Deus: o amor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem diz que alguém, de outra religião, precisa se converter, João dá a dica:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Converter-se, para o cristianismo, é nascer de novo. Nascer em Deus. Logo, para João, quem ama, nao precisa se converter, pois já nasceu de Deus e o conhece.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o amor está presente na maioria das religiões, e se Deus é amor, então, Deus é a única coisa presente em todas as religiões. Como não ser ecumênico?Não sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês viram que eu tentei... mas não sei como não ser...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-8415342618159606587?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/8415342618159606587/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/como-nao-ser-ecumenico-minha-tentativa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8415342618159606587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8415342618159606587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/como-nao-ser-ecumenico-minha-tentativa.html' title='Como não ser ecumênico (minha tentativa frustrada)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4377729059780469676</id><published>2011-08-15T14:41:00.002-03:00</published><updated>2011-08-15T14:41:43.762-03:00</updated><title type='text'>Quando falam o que gostaria de dizer...</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;"Muitos  estranham o fato de que, sendo teólogo e &amp;nbsp;filósofo de formação, me meta  em assuntos, alheios a estas disciplinas como a &amp;nbsp;ecologia, a política, o  aquecimento global e &amp;nbsp;&amp;nbsp;outros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Eu sempre &amp;nbsp;respondo: faço, sim,  teologia pura, &amp;nbsp;mas me ocupo também de outros temas exatamente porque  sou teólogo. A tarefa do &amp;nbsp;teólogo, já ensinava o maior deles, Tomás de  Aquino, na primeira questão da &amp;nbsp;Suma Teológica é: estudar Deus e sua  revelação e, em seguida, todas as demais &amp;nbsp;coisas “à luz de Deus”(&lt;em&gt;sub ratione Dei)&lt;/em&gt;, pois Ele é o princípio e o fim &amp;nbsp;de tudo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Portanto, cabe à teologia  ocupar-se também de outras &amp;nbsp;coisas que não Deus, desde que se faça “à  luz de Deus”. Falar de Deus e ainda &amp;nbsp;das coisas é uma tarefa quase  irrealizável. A primeira: como falar de Deus se &amp;nbsp;Ele não cabe em nenhum  dicionário? A segunda, como refletir sobre todas as &amp;nbsp;demais coisas, se  os saberes sobre elas são tantos que ninguém individualmente &amp;nbsp;pode  dominá-los? Logicamente, não se trata de falar de economia com um  &amp;nbsp;economista ou de política como um político. Mas falar de tais matérias  na &amp;nbsp;perspectiva de Deus, o que pressupõe conhecer previamente estas  realidades de &amp;nbsp;forma critica e não ingênua, respeitando sua autonomia e  acolhendo seus &amp;nbsp;resultados mais seguros. Somente depois deste árduo  labor, pode o teólogo se &amp;nbsp;perguntar como elas ficam quando confrontadas  com Deus? Como se encaixam numa &amp;nbsp;visão mais transcendente da vida &amp;nbsp;e da  história?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fazer teologia não é uma tarefa  como qualquer outra &amp;nbsp;como ver um filme ou ir ao teatro. É coisa  seríssima pois se trabalha com a &amp;nbsp;categoria”Deus” que não é um objeto  tangível como todos os demais. Por isso, é &amp;nbsp;destituída de qualquer  sentido, a busca da partícula “Deus” nos confins da &amp;nbsp;matéria e no  interior do “Campo Higgs”. Isso suporia que Deus seria parte do &amp;nbsp;mundo.  Desse Deus eu sou ateu. Ele seria um pedaço do mundo e não Deus. Faço  &amp;nbsp;minhas as palavras de um sutil teólogo franciscano, &amp;nbsp;Duns Scotus  (+1308) &amp;nbsp;que escreveu:”&lt;em&gt;Se Deus existe como as coisas existem, então Deus não &amp;nbsp;existe&lt;/em&gt;”.  Quer dizer, Deus não é da ordem das coisas &amp;nbsp;que podem ser &amp;nbsp;encontradas e  descritas. É a Precondição e o Suporte para que estas coisas &amp;nbsp;existam.  Sem Ele as coisas teriam ficado no nada ou voltariam ao nada. Esta é &amp;nbsp;&amp;nbsp;a  natureza de Deus: não ser coisa mas a Origem das &amp;nbsp;coisas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aplico a Deus como Origem aquilo  que os orientais &amp;nbsp;aplicam à força que permite pensar:”a força pela qual  o pensamento pensa, não &amp;nbsp;pode ser pensada”. A Origem das coisas não  pode ser &amp;nbsp;coisa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como se depreende, é muito  complicado fazer teologia. &amp;nbsp;Henri Lacordaire (+1861), o grande orador  francês, disse com razão:”O doutor &amp;nbsp;católico é um homem quase  impossível: pois &amp;nbsp;tem de conhecer &amp;nbsp;todo o &amp;nbsp;depósito da fé e os atos do  Papado e ainda o que São Paulo chama de os &amp;nbsp;‘elementos do mundo’, isto é  tudo e tudo”. Lembremos o que asseverou René &amp;nbsp;Descartes (+1650) no &lt;em&gt;Discurso do Método&lt;/em&gt;,  base do saber moderno:” se eu &amp;nbsp;quisesse fazer teologia, era preciso ser  mais que um homem”. E Erasmo de &amp;nbsp;Roterdam (+1536), o grande sábio dos  tempos da Reforma, observava:”existe algo &amp;nbsp;de sobrehumano na profissão  do teólogo”. Não nos admira que Martin Heidegger &amp;nbsp;tenha dito que uma  filosofia que não se confrontou com as questões da &amp;nbsp;teologia, não chegou  plenamente ainda &amp;nbsp;a si mesma. Refiro isso não como &amp;nbsp;automagnificacão da  teologia mas como confissão de que sua tarefa é quase &amp;nbsp;impraticável,  coisa que sinto dia a dia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Logicamente, há uma teologia que  não merece este nome &amp;nbsp;porque é preguiçosa e renuncia a pensar Deus.  Apenas pensa o que os outros &amp;nbsp;pensaram ou o que o que disseram os Papas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Meu sentimento do mundo me diz  que &amp;nbsp;hoje a &amp;nbsp;teologia enquanto teologia tem que proclamar aos gritos:  temos que preservar a &amp;nbsp;natureza e harmonizarmo-nos com o universo,  porque eles são o grande livro que &amp;nbsp;Deus nos entregou. Lá se encontra o  que Ele nos quer dizer. Porque &amp;nbsp;desaprendemos a ler este livro, nos deu  outro, as Escrituras, cristãs e de &amp;nbsp;outros povos, para que  reaprendêssemos a ler &amp;nbsp;o livro da natureza. Hoje &amp;nbsp;ela está sendo  devastada. E com isso destruímos nosso acesso à revelação de &amp;nbsp;Deus.  Temos pois que falar da natureza e do mundo à luz de Deus e da razão.  &amp;nbsp;Sem a natureza e o &amp;nbsp;mundo preservados, os livros sagrados perderiam seu  &amp;nbsp;significado que é reensinarmos a ler a natureza e o mundo. O discurso  &amp;nbsp;teológico tem, pois, &amp;nbsp;o seu lugar junto com os demais &amp;nbsp;discursos."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;Leonardo e Clodovis Boff escreveram &lt;em&gt;Como fazer &amp;nbsp;teologia da libertação&lt;/em&gt; Vozes 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4377729059780469676?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4377729059780469676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/quando-falam-o-que-gostaria-de-dizer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4377729059780469676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4377729059780469676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/quando-falam-o-que-gostaria-de-dizer.html' title='Quando falam o que gostaria de dizer...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-6888593076875708402</id><published>2011-08-15T13:42:00.000-03:00</published><updated>2011-08-15T13:42:33.767-03:00</updated><title type='text'>Quem Justifica?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É caminho comum a certeza de que os textos apocalípticos apontam para uma mensagem cifrada. Dentro disso, é bastante triste que alguém pense em Deus como um ser capaz de destruir toda a terra para fazer com que sua vontade prevaleça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que declara isso é outro caminho comum, que afirma que Deus se importa com sua criação. O salmista declara (sl 96): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém,&lt;br /&gt;regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas&lt;br /&gt;com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor de Jonas afirma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E então, não hei de ter compaixão da grande cidade de Nínive, onde há mais de cento e vinte mil seres humanos, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e uma inumerável multidão de ANIMAIS?"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Torah também demonstra respeito pela terra (Lv 25):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Durante seis anos semearás a tua terra, durante seis anos podarás a tua vinha e recolherás os seus frutos.&lt;br /&gt;Mas o sétimo ano será um sábado, um repouso para a terra, um sábado em honra do Senhor: não semearás o teu campo, nem podarás a tua vinha;&lt;br /&gt;não colherás o que nascer dos grãos caídos de tua ceifa, nem as uvas de tua vinha não podada, porque é um ano de repouso para a terra."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o que vejo, atualmente, é que o "apocalipse literal", tem se cumprido. Não como uma profecia vinda de algum livro ou de algum profeta, mas como cumprimento do desrespeito e da irresponsabilidade humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto religiosos e superticiosos ficam à procura de cumprimento de Escrituras, eu, aqui, em meu lugar, fico perguntando: quem justificará? Sim, o protestantismo é filho dessa palavra "justificação". A justificação pela fé (sola fide) foi ponto chave para o grande reformador Martinho Lutero. Contudo, pergunto-me, atualmente, se não falta em nossos discursos outra exigência: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus. "(Mt.520)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, infelizmente, o que percebo é injustiça! Injustiça com a terra, com os animais, com a água e com tudo aquilo que nos foi dado gratuitamente pela Mãe Natureza. Já consumimos mais de 30% daquilo que Gaia consegue repor, e isso traz um sentimento desesperador, para mim. Vejo um "apocalipse tristemente literal" vindo no horizonte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E cá estou a me perguntar: que justifica? Quem justificará aos animais que, indefesos, foram instintos? Quem justificará os golfinhos mortos de forma vergonhosa? Quem justifica nossos mares cobertos com o&amp;nbsp; "óleo da incompetência" e de lixos da irracionalidade? Quem justificará os cães tratados como inferiores? Quem mostrará o quanto os humanos tornaram-se opressores daqueles que, somente, gostariam de viver?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem? Não sou dado a canções gospel, pelo contrário, sinto-me bastante envergonhado com o que se canta por aí. Mas uma, não muito antiga, faz eco a dor desses animais, árvores e minerais que não podem ser ouvidos por nós:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Quem vai ouvir a minha voz?&lt;br /&gt;Quem vai enxugar as minhas lágrimas?&lt;br /&gt;Quem? Quem?"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Há uma mensagem de consolo para a natureza, que inclusive já foi citada, e termino com ela, esperando que conscientize-nos a, pelo menos, respeitarmos Gaia e o Deus que lhe fez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Alegrem-se os céus e exulte a terra, retumbe o oceano e o que ele contém,&lt;br /&gt;regozijem-se os campos e tudo o que existe neles. Jubilem todas as árvores das florestas&lt;br /&gt;com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-6888593076875708402?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/6888593076875708402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/quem-justifica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6888593076875708402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6888593076875708402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/quem-justifica.html' title='Quem Justifica?'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-8464920412938019199</id><published>2011-08-10T18:06:00.001-03:00</published><updated>2011-08-11T11:43:59.404-03:00</updated><title type='text'>Por que acredito em Deus?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já me perguntaram isso. Minha esposa conta que, certa vez, alguém disse que ela era inteligente demais para ser crente. Seria burrice crer em Deus? Seria desperdício de tempo e oportunidades dedicar-se a alguém que não se pode comprovar a existência? Ou será que a conhecimento não-científico (sem comprovação) pode ser considerado um conhecimento válido e, portanto, seguro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho válida e tão pouco segura uma explanação que procure afirmar as provas da existência de Deus. Nada, nada, para mim, pode, com segurança, comprovar que Deus existe. A idéia de comprovação – que é um problema do mundo influenciado pelo empirismo – acredito ser extremamente válida para N situações: medicina, estudos biológicos, ambientais, tecnológicos e tudo o mais que pode nos permitir segurança, saúde, conforto (responsável, diga-se) e etc. Mas não creio que o conhecimento com comprovação seja o único caminho válido de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria extremamente injusto jogar fora anos e anos de conhecimento subjetivo que nos trouxeram, dentre tantos outros valores, a ética, a filosofia, as leis (justas e injustas sim) e os valores que nos permitem, em algum momento, esperar um mundo melhor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso afirmar, dentro da idéia de conhecimento válido, que tenho CERTEZA de que sou amado? O que nossas esposas, filhas, ou esposos e filhos fazem que conseguem COMPROVAR CIENTIFICAMENTE que nos amam? Não poderiam ser interesses? Mentiras? Sim, poderiam! O conhecimento científico, contudo, não engana: a lei da gravidade é real , comprovada e existe antes mesmo de sua sistematização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma o amor. Sempre existiu. Desde que a gravidade se fez a primeira vez, o amor estava ali, regendo os relacionamentos entre os seres. E, até hoje, não se descobriu como comprova-lo. Alguém poderia dizer que é possível, por meio de máquinas atuais, comprovar se uma pessoa ama a outra ou não. Ok! Digamos que não fosse extremamente ridículo o fato de alguém colocar uma máquina em sua amada antes de pedi-la em casamento. Partamos então para tal possível comprovação de que não estou sendo enganado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se ela ACHAR que me ama, porém estiver enganada? A máquina não dirá que de fato ela me ama? E se a máquina percorrer o subconsciente e dizer tanto pra mim quanto pra ela: sim você o ama. Será assim daqui a 3, 4 anos ou dois meses? As pessoas mudam, teria então que submetê-la a essa máquina todos os dias? O que seria um relacionamento pautado na certeza fria da ciência (válida em muitos momentos) no lugar da aventura do amor, do relacionamento, da confiança ainda que vacilante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os relacionamentos são pautados na fé. Fé aqui entendida como salto no escuro, ou como certeza das coisas que não se podem ser vistas ou comprovadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperança e amor são duas coisas que, jamais, devem esperar o empirismo. Este é pautado no que é: é porque é, se não fosse não seria. Na pura lógica: se não é não pode ser; e se não pode ser não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ser humano, contudo, não se prende a lógica na vida ou mesmo nos relacionamentos. O casal perfeitamente realizado, feito um para o outro, pode ser, no fundo, um casal infeliz. Uma criança que nasce do sexo masculino, pode, não necessariamente, gostar de fêmea; Outra, que nasce em uma favela pode se tornar uma das pessoas mais ricas do mundo. A probabilidade nunca definiu o futuro e tão pouco o determinismo é capaz de determinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos seres de transcendência. E como tais, jamais, nos limitarão ao conhecimento científico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse antes, não pretendo aqui afirmar que Deus existe. Essa não é a questão para mim. O que cabe aqui é dizer que o conhecimento subjetivo (que inclusive é usado para afirmar: Deus existe) é válido para tanto quanto o empírico. E não pode ser desprezado. De forma que afirmar que Deus existe, com base em seus sentimentos ou experiências pessoais e subjetivas, para àquele que as tem, é completamente válido e não deve ser refutada e nem desprezada por aquele que não tem. Isso porque, mesmo esse que nega tal conhecimento como válido para a crença em Deus, tem essas mesmas experiências com sua namorada, ou namorado; filho ou filha e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém diria: meu filho existe! E eu digo: prova-me! Aparece uma criança! Ainda não estou convencido! Mostra-me a certidão de nascimento. Não é suficiente, pode ser falsa! Faz-se teste de DNA. e&amp;nbsp; a filiação é confirmada.&amp;nbsp; Ainda não estou convencido de que esse laboratório seja honesto. E por ai vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no caso de filho adotivo, que o pai diz: esse é meu filho! Não, cientificamente não o é. Mas o é em afeição, amor, criação e tudo o mais que faz com que as pessoas falem: pai é quem cria e não quem faz. “Errado! Pai é quem faz! O outro é apenas alguém que adotou”, diria um cientista louco. Contudo, o amor, a afeição é capaz de transpor os limites da consangüinidade e ir contra toda a lógica da genética e dizer: meu filho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero com o parágrafo anterior, nesse exemplo doido, é dizer que duvidar é um direito que cabe a qualquer um e por qualquer motivo. Quem dúvida, por mais louco que pareça, merece ter voz. Assim como quem não duvida. Para uma compreensão do que quero, eu duvido da inexistência de Deus. E como comprovar sua inexistência? Quem vai mostrar-me que algo não existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto a não crença em Deus quanto a crença partem do mesmo ponto: fé! Ter fé na inexistência de Deus é simplesmente duvidar que alguém possa comprovar cientificamente sua existência. Mas não se prova, e não creio que um dia o fará, que se está certo em duvidar. Assim, do mesmo jeito, o crente, não comprova que ele existe, mas diz experimentá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ciência (diga-se amo a ciência) possui seu limite. Ela, JAMAIS, deve ser parâmetro para reger os relacionamentos. A esse campo cabe a fé, confiança, o arriscar-se e o aventurar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não é algo palpável a ciência. E não creio que o será. É um ser comprovado pela fé e pela experiência pessoal. Em outras palavras, não se comprova Deus, se relaciona. Não se objetiva Deus. Ele é relacionamento. Talvez, e também por isso, João o chame Amor. Pois amor, que segundo Paulo, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, é suporte de tudo, não é egoísta, não se alegra com a injustiça e goza com a verdade, esse mesmo amor, embora seja tudo isso, não pode ser comprovado, apenas vivido e experimentado. Eu experimento o amor de minha esposa. Talvez ele não exista e eu esteja enganado, se assim a ciência quiser me confrontar, mas, na subjetividade da relação, na entrega mútua, digo que tenho certeza. E somente nisso e em nada mais que possa ser empírico, e, nem por isso, falso. Falso e verdadeiro são categorias da ciência e da fé. A comprovação da ciência se pauta no teste (se isso é, então, verdadeiro, senão, falso), para a fé, é apenas ela mesma. A própria fé é a certeza da falsidade e da veracidade de algo. E, portanto, pode e deve variar de ser para ser. Por isso podemos ser ateus, cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e etc, sem, contudo, nenhum de nós, estarmos errados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com uma frase linda de Ruben Alves:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Mas, e Deus, existe? A vida tem sentido? O universo tem uma face? A morte é minha irmã? Ao que a alma religiosa só poderia responder: 'Não sei. Mas eu desejo ardentemente que assim seja. E me lanço inteiro. Porque é mais belo o risco ao lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido...'"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-8464920412938019199?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/8464920412938019199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/por-que-acredito-em-deus.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8464920412938019199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8464920412938019199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/por-que-acredito-em-deus.html' title='Por que acredito em Deus?'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-5450723168189923104</id><published>2011-08-08T16:59:00.005-03:00</published><updated>2011-08-08T17:27:55.816-03:00</updated><title type='text'>Demônio Gadareno - Mc 4:35-41 e 5:1-20 (uma "nova" idéia)</title><content type='html'>&lt;div style="background-color: white; color: black; font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: small;"&gt;Antes de "encararmos" o demônio gadareno, cabe uma olhada na tempestade que Jesus e seus discípulos enfrentaram. Em um primeiro momento vale ressaltar que qualquer história narrada nos evangelhos é, antes de tudo, história teológica e, portanto, história interpretada à luz da fé no ressuscitado. O que quero dizer com isso? Nenhuma história é informativa. Não se está fazendo uma documentação sobre o ministério de Jesus e, tão pouco, uma biografia não autorizada de sua pessoa. Portanto, informações pessoais (casou? teve filhos? tinha uma comida preferida? foi ao banheiro?) não fazem, nem um pouco, parte da coleção de preocupações do autor. Sua preocupação é transmitir uma mensagem e não narrar uma história sobre Jesus que os leitores não conheçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode, por exemplo, imaginar que os leitores de Marcos já não conheçam a história da ceia (pois praticam o agápe = festa da comunhão e celebração da ceia) e nem a história da cruz e ressurreição (pois testemunham que o ressuscitado é o crucificado). Contudo, essas histórias são re-contadas no evangelho. É, portanto, totalmente coerente, procurar entender a mensagem marcana ou tentar atualiza-la para os nossos dias. Como história interpretada ou teologizada a mesma possui diversas chaves de leitura. Vamos à chave que proponho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse antes, vale rever alguns passos de Cristo antes do encontro com o demônio "legião". Após ensinar às &amp;nbsp;multidões, Jesus deseja ir para o outro lado do mar (ou lago). Com seus discípulos ele enfrenta uma grande tormenta. O mar e o vento vêem contra o barco. Resumidamente, Cristo está dormindo, é despertado, acalma a tempestade e o vento, e depois repreende seus discípulos por serem "tímidos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis algumas "imagens" que precisam ser descriptografadas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre está associado à caos. Desde o Gn 1 até o Ap (a Besta que emerge do mar). Do mar vem o Império Romano. O mar representa as muitas nações (gentios); a ameaça, o perigo. Portanto, simplesmente enfrentar o mar é, por si, enfrentar o caos. O mar em tempestade potencializa o mal que o próprio mar (ou muitas águas) trazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cristãos estavam em meio à grande ameaça do império romano. Néro Cesar havia decretado perseguição e morte aos cristãos por conta do incêndio em Roma. Tácito, historiador "da época" nos relata o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"Para acabar logo com as vozes públicas, Nero inventou os culpados, e submeteu a refinadíssimas penas aqueles que o povo chamava de cristãos, e que eram mal vistos pelas suas infâmias. O nome deles provinha de Cristo, que sob o reinado de Tibério fora condenado ao suplício por ordem do procurador Pôncio Pilatos. Momentaneamente adormecida, essa superstição maléfica prorrompeu de novo, não só na Judéia, lugar de origem daquele flagelo, mas também em Roma onde tudo que seja vergonhoso e abominável acaba confluindo e encontrando a própria consagração.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic; font-weight: bold;" /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Foram inicialmente aprisionados os que faziam confissão aberta da crença. Depois, denunciados por estes, foi aprisionada uma grande multidão, não tanto porque acusados de terem provocado o incêndio, mas porque eram tidos como acesos de ódio contra o gênero humano. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic; font-weight: bold;" /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Os que se encaminhavam à morte estavam também expostos à burla: cobertos de pele de feras, morriam dilacerados pelos cães, ou eram crucificados, ou queimados vivos como tochas que serviam para iluminar as trevas quando o sol se punha. Nero tinha oferecido seus jardins para gozar desse espetáculo, enquanto oferecia os jogos do circo e, vestido como cocheiro misturava-se ao povo ou mantinha-se hirto sobre o coche. &lt;/span&gt;&lt;br style="font-style: italic; font-weight: bold;" /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt; Embora os suplícios fossem contra gente culpada, que merecia tais tormentos originais, nascia por eles, um senso de piedade, porque eram sacrificados não em vista de uma vantagem comum, mas pela crueldade do príncipe"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O incêndio data de 64 d.C. O evangelho de Marcos, provavelmente, entre 65 e 70 da mesma época. Junto com esse "problema" da perseguição está a "revolta judaica" que culmina com a destruição de Jerusalém em 70. Portanto, cristãos (quer gentios ou judeus) possuem grande tormenta vinda do "mar" (império romano) para enfrentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nesse início, Cristo é apresentado como aquele que tem o poder sobre&amp;nbsp; o "mar" e sobre o vento. Portanto, os cristãos devem continuar lutando e perseverando na luta contra o mal, pois, do outro lado, existe o ser humano a ser liberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E o endemoninhado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do demônio que subjugava uma pessoa e que estava protegido pela tempestade. Cristo pergunta seu nome e recebe a seguinte resposta: Legião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa resposta possui uma forte conotação política: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma legião é um corpo de soldados, cujo número difere em momentos diferentes. No tempo de Augusto parece ter consistido de 6.826 homens (6.100 soldados de infantaria e 726 cavaleiros). O que será que passou na mente de Marcos usar uma terminologia romana para definir quem eram os demônios (a palavra Legião é latina e não grega, que é o idioma que está escrito todo o texto de Marcos)? Quem são o mais de 6 mil soldados no corpo daquele homem? Será que Marcos não tem em mente uma denúncia política? Será que ele não quer dizer que os soldados romanos estão a serviço do mal? Será que Marcos não pensa em dizer que a presença romana na terra de Judá (ou em qualquer outra) na realidade deve ser vista como uma opressão? Será que a chegada do reino de Deus (a presença de Cristo naquela cidade depois de vencida a tormenta) não representa o reconhecimento romano de quem é o verdadeiro Senhor, e da mesma forma, sua rendição? A chegada do Reino de Deus não quer dizer, ao mesmo tempo, liberdade política e casando assim com a o fim da opressão religiosa? A expulsão dos demônios para dentro dos porcos não representa a denúncia de que os romanos trouxeram para os outros povos, no caso os judeus, práticas contrárias à cultura dos povos (a carne de porco é considerada imunda)? A expulsão ou o fim do império opressor (chegada do Reino de Deus) não representa liberdade de todo o sistema que destrói a identidade dos povos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que sim! Em um mundo de redescobrimento do sagrado, somos tentados a interpretar literalmente as linhas desse texto. Contudo, o que cabe é uma reflexão mais próxima da realidade dos nossos irmãos na época marcana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por meio desses textos são desafiados por Marcos a resistirem e lutarem para que o Reino de Deus seja de fato implantado. O império romano, que martirizou Pedro e Paulo (mortos pouco antes da redação do evangelho) e tantos outros cristãos no Coliseu, nas cruzes e queimados vivos, esse império opressor não detinha a última palavra. Por mais que pareça que Cristo adormece, que não ouve o clamar dos cristãos, ele está no mesmo barco e, inclusive, ele mesmo, foi martirizado pelo império que naquela época perseguia os cristãos. Cristo se identifica diretamente com os cristãos e, antes mesmo deles serem perseguidos pelo império, o seu Senhor já havia padecido "sob o poder de Pôncio Pilatos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E hoje?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos compreender esse texto que incentivou e marcou profundamente o compromisso com o reino de Deus independente da situação ao redor? Quais são os sistemas opressores de nossos dias? Como eles influenciam nossa sociedade? Antes de tudo, assim como Marcos identifica no endemoninhado uma representatividade da opressão romana, devemos entender que a pobreza, a miséria e tudo aquilo que torna a vida das pessoas algo sem valor e sem esperança, na verdade, mexem não apenas na estrutura da sociedade, mas marca profundamente a separação do projeto Divino. Não podemos separar vida social de vida religiosa. Não dá para encararmos a frase: "estou sem comer mas minha vida espiritual está muito bem" como algo coerente. Se não há os elementos necessários à vida, então as pessoas estão vivendo longe do projeto divino. E isso não é culpa dos que assim estão. A culpa é justamente de "Roma". Desse sistema opressor que fere o desejo Divino. E a chegada do Reino de Deus é um anúncio do fim desse sistema coisificador e explorador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Reino de Deus não é algo meramente transcendental! O Reino de Deus é para um mundo de Deus. E esse mundo, com toda a contradição presente, é o mundo de Deus e aqui, primeiramente aqui, esse Reino deve ser implantado ou vivido. O Reino não se preocupa com a alma, apenas. Sua primeira preocupação é com a vida. E com a vida que temos. É por isso que Marcos anuncia que o Reino vem e o mal sai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, na continuação do texto, encontramos as pessoas assustadas e não desejosas por esse reino. Pedindo, inclusive, que o portador da mensagem (Jesus) se retire deles. Fato é que, mesmo nos dias de hoje, há aqueles que estão acostumados em "como as coisas estão". Temem a mudança, por mais que ela pareça boa (o homem ficou são). Há os que não querem mexer naquilo que traz boa renda, ainda que seja símbolo, ou de fato seja a opressão (criadores de porcos). Rejeitam mexer naquilo que é mais seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anunciar e viver o reino de Deus é desejar uma mudança radical na estrutura da sociedade, no pensamento religioso, político e social. Desejar isso não é simplesmente concordar com a verdade dessa palavra. É, acima de tudo, lutar por isso. Portanto, Cristo pode ser rejeitado (os homens pediram para que ele fosse embora e, em outro momento, foi crucificado) mas aqueles que provaram os efeitos desse Reino em sua vida (o homem ficou são e desejou seguir a Cristo) são comissionados para, mesmo diante de um mundo que rejeita seu criador, anunciar a maravilhosa mensagem de libertação presente nesse reino. Cristo nos convida a mudar nosso estilo de vida, mas não apenas o estilo de vida pessoal, mas, acima de tudo, desafia para uma alteração radical na nossa vida em comunidade e em sociedade. Nosso desafio? Aceitarmos esse convite, encontrar quem assim também esteja disposto e, juntos, lutarmos por uma sociedade mais justa, mais libertadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim todos os "demônios" da opressão simbolizados pelas drogas, corrupções, roubos, explorações, opressões, estupros, desamor e etc, de fato, serão expulsos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-5450723168189923104?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/5450723168189923104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/demonio-gadareno-mc-435-41-e-51-20-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5450723168189923104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/5450723168189923104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/demonio-gadareno-mc-435-41-e-51-20-uma.html' title='Demônio Gadareno - Mc 4:35-41 e 5:1-20 (uma &quot;nova&quot; idéia)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-6310883738770525905</id><published>2011-08-02T16:11:00.006-03:00</published><updated>2011-08-02T16:51:47.387-03:00</updated><title type='text'>O Deus que faz uma imagem de si</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt; (צלם = Tselem),&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; conforme a nossa semelhança &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;(תמונה = tĕmuwnah)&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra." GN 1:27&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Não farás para ti imagem &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;(פסל = pecel) &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;de escultura, nem semelhança &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;(תמונה = tĕmuwnah)&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt; alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra;" (Deuteronômio 5:8)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Lançareis fora todos os moradores da terra de diante de vós, e destruireis todas as suas pinturas; também destruireis todas as suas imagens&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt; (צלם = tselem ) &lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;de fundição, e desfareis todos os seus altos;"(Números 33:52)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se notar algo bem interessante nos três textos propostos para essa breve reflexão: todos falam de imagens e dois de semelhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto da criação do homem usa o termo Tselem para "imagem" e Temuwnah para "semelhança". Já o texto que condena a idolatria usa a expressão pecel para "imagem" (o correto seria ídolo), Temuwnah para semelhança. E o último, que fala sobre eliminar todos os ídolos de uma nação, volta a usar o termo "Tselem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o Deus que condena imagens (Tselem) de idólos (Pecel), ele mesmo, cria sua própria imagem (Tselem) em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos do novo testamento, quando cristãos reclamavam de não terem templos para cultuar, semelhante às outras religiões, Paulo afirma:&lt;i&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;(I Cor 3.16)&lt;/b&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sacia-se a necessidade de colocar Deus em uma casa. Fazendo, de nós mesmos, sua habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa mesma forma podemos encarar o passado. Muitos justificam a criação de imagens porque o ser humano precisa ver algo. É necessário observar "Deus" para que a nossa fé encontre alguma coisa "palpável". Dessa forma a Bíblia, os Santos (que não são feitos para idolatria, nisso defendo nossos irmãos católicos), os pastores, padres, papa, acabam assumindo um parte do sagrado. Porque "precisamos" tocar o Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez essa "necessidade" seja confirmada pelas Escrituras. Pois a tentação de se erguer ídolos é constante em Israel. O grande problema que quando se "toca" o sagrado, pode-se manipulá-lo. Dessa forma: o santo Antônio pode ser castigado enquanto eu não casar; a santidade do dízimo me permite acreditar que "terei tudo de volta em dobro"; a oração dessa ou daquela pessoa "santa" tem a fé necessária que eu não possuo; o que é dito por esse ou por aquele outro irmão tem mais peso pois este é "sábio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, construir "imagens" de Deus é a forte tentação nossa. E ainda que tenhamos uma visão bem crítica com essas formas de idolatria, ainda assim, criamos nossa própria imagem de Deus. Ao conversarmos sobre esse ou aquele assunto encontraremos N divergências de opiniões sobre quem ou que é Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Deus tem sua própria imagem dele. Você e eu. Somos a imagem construída pelo próprio Deus que aponta para ele. Talvez na mesma intuição didática de Paulo, os antigos saciam a necessidade de se "ver" Deus apontando para todo o ser humano como a imagem e semelhança do que "está no céu".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dessa forma ainda assim, impede-se o desejo de manipular a Deus ou o sagrado. Pois, como diz a célebre frase: cada pessoa é um universo. E assim, o universo misterioso, que é Deus, é perservado e, ao mesmo tempo, sua imagem se torna perceptível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa crença, nesse pensamento, anunciamos a necessidade de "cultuarmos uns aos outros" e de "adorarmos uns aos outros". Pois a imagem que carregamos é a imagem do Deus único. Nisto se denúncia que o desrespeito, o homicídio, o preconceito e a superioridade de uns em relação a outros é um pecado contra Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como no passado, onde a imagem apenas aponta para a divindade e não é ela própria, não somos a divindade, mas apontamos para ela. Portanto, qualquer "pecado" contra nós mesmos, ou contra o outro, Deus pode tomar como ofensa a ele mesmo. Do mesmo modo, qualquer benevolência feita a uma pessoa, Deus assume como sendo, por nós, abençoado. Assim confessa o texto de Mateus 24 a partir do versículo 34:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"(...)Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: (...)Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Então eles também lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, ou com sede, ou estrangeiro, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não te servimos?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Então lhes responderá, dizendo: Em verdade vos digo que, quando a um destes pequeninos o não fizestes, não o fizestes a mim."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus não está simplesmente naquele que o recebe. Mas em todo ser humano está a imagem Divina. Cabe a nós apontarmos para essa imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino dizendo a frase que iniciei com um breve acréscimo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus que condena imagens (Tselem) de idólos (Pecel), ele mesmo, cria sua própria imagem (Tselem) em nós. Condena, portanto, porque a necessidade de vê-lo é saciada ao olharmos um para o outro. É em mim que você deve ver Deus e é em você que devo encontra-lo. Em nossa comunhão e respeito mútuos está o verdadeiro relacionamento com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-6310883738770525905?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/6310883738770525905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/o-deus-que-faz-uma-imagem-pra-si.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6310883738770525905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/6310883738770525905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/o-deus-que-faz-uma-imagem-pra-si.html' title='O Deus que faz uma imagem de si'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2784086175207156642</id><published>2011-08-01T11:37:00.010-03:00</published><updated>2011-09-16T19:17:42.612-03:00</updated><title type='text'>O Abandono...</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo: Eloí, Eloí, lamá  sabactâni? que, traduzido, é: Deus meu, Deus meu, por que me  desamparaste? Marcos 15 : 34 &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Costumamos afirmar categoricamente que Deus não abandona a ninguém. Chegamos inclusive a dizer que, se nos sentimos abandonados é porque nos falta fé ou porque as dores do momento não nos permitem enxergar que, de fato, Deus está ao nosso lado. Há quem diga, utilizando o texto de Isaías, que os nossos pecados nos separam de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como essas duas afirmações, nesse momento, nesse texto, parecem cair por terra:&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O Cristo, exemplo de fé e confiança, em sua entrega total ao Pai, diz: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?";&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;O cristo, exemplo de santidade, sem pecado, sem mácula, sofre o abandono, a separação de Deus.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Junger Moltmann, teólogo mundialmente conhecido, afirma que o grito de Jesus na cruz é a ferida aberta de toda teologia. E ao mesmo tempo, a ferida aberta no coração do Pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí, é possível aprender muitas coisas, contudo, dentre elas, eu gostaria de ressaltar, incluindo as duas afirmações já feitas, mais uma. E, assim, pensarmos sobre elas: Deus é todo-poderoso, logo, nada o atinge; Sentimo-nos abandonados por conta da nossa fraqueza de fé; Os nossos pecados nos afastam de Deus;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Deus é todo-poderoso, nada o atinge&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Costumamos confirmar, sem prestar atenção no que falamos, confissões pagãs sobre Deus. É a visão de um Deus apático, cuja dor está longe do seu entendimento, que nos dificulta o seguimento de Deus. Conversando com um amigo, não faz muito tempo, ele dizia que Cristo era uma exceção, no que diz respeito a integridade, fidelidade e entrega a Deus e aos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa palavra me incomodou de verdade "exceção". Se Cristo é exceção, como posso segui-lo? Como conversei com uns jovens em aula de Escola Dominical, recentemente: afirmamos que a santidade e a perfeição devem ser buscadas, e ao mesmo tempo declaramos que são impossíveis de serem alcançadas. E mesmo sabendo que não podemos alcançar, continuamos dizendo para as pessoas: busquem! Como um cachorro que fica tentando morder seu rabo, ou alguém que tenta, em vão, morder seu cotovelo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Não, Cristo não pode ser exceção. Deus não pode ser apático e tão pouco acima de toda dor, do contrário, não pode se identificar e nem entender minhas limitações. A cruz, ferida aberta no coração de Deus, nos mostra que Deus sente dores. Não é novidade que afirmamos, sem pensar e corretamente, que Cristo é Deus. Então, sem medo, podemos dizer: Deus morreu na cruz. Deus sentiu dor, solidão, desprezo, medo, dúvida, morte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem medo afirmamos e corretamente, que Cristo é Filho de Deus, logo, o Pai, sente a dor de abandonar o Filho à morte. Sente à morte do Filho e sente profunda dor nisso. O Pai, onipotente, naquele momento, sente-se impotente: tem que deixar seu Filho morrer. Somente assim, poderia identificar-se com os pais que choram por seus filhos; compreender os filhos que, em vão, clamam por seus pais; só assim, o luto faria parte do próprio Deus; Somente dessa forma, nós, que muitas vezes nos sentimos abandonados por pais, amigos, ou mesmo Deus, poderíamos ser alcançados por Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo mergulha no abandono do Pai, para encontrar conosco, os abandonados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sentimo-nos abandonados por nossa fraqueza de fé&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem diga, que esse sentimento de abandono, presente em nós, é falta de fé, ou carência. Contudo, nao precisamos nos sentir mal e nem curvar nossas cabeças diante de afirmações como essas. O Filho de Deus! A fé verdadeira e encarnada! A Palavra de Deus feita homem, sentiu a dor do abandono: abandonado por amigos, rejeitado pelos que amava, traído pelo parceiro; Só tinha uma coisa em que se apoiava: Pai, se possível, passe de mim esse cálice, sem que eu beba, contudo, não seja como eu quero, mas sim, como tu queres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filho obediente esperava que o amor do Pai fosse suficiente para poupá-lo. Era fácil entender isso: ele o Pai são um! O que ele sente de desejar livrar-se, certamente era, também, o desejo de Deus! E, de fato, o era, tanto que o ressuscitou. Mas, surpreendentemente, o Pai, o deixa só. O Pai o abandona. Esse é seu sentimento... Essa é a verdade que dói afirmar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filho teve que mergulhar no sentimento de abandono, para, assim, compreender, viver, identificar-se e compadecer-se do nosso sentimento de abandono. Quando afirmamos que Deus não nos ouve, o Filho olha pra gente e nos entende. O Pai olha para o Filho e nos entende. O Pai não nos acusa de falta de fé, simplesmente nos ampara e nos deixa declarar que ele é um abandonador. Isso o fere, isso o faz recordar a cruz, isso o faz olhar os inocentes que morrem a todo momento. Isso toca em sua impotência! Isso toca em seu amor, mesmo nunca nos abandonando... o Pai nos entende e nos ampara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os nosso pecados nos fazem separação entre nós e o nosso Deus&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há quem diga, que o Pai silencia por conta de nossos pecados. E, como Jó, ficamos à procura do que fizemos para merecer tal abandono. Os sinceros, como Jó, se defendem e afirmam sua inocência. Os que não compreendem, se submetem e se acham pecadores merecedores do abandono. Outros se desviam, pois Deus não teve motivo para abandona-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filho de Deus, morreu... abandonado, ferido, humilhado. Assim morre um inocente. Indigno do castigo que sofreu. O castigo imputado para homens ruins, fora jogado nas costas de um inocente. O Cristo entende o que é ser caluniado, o que é o preconceito e entende o que é ser caçoado:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Salvou os outros, e a si mesmo não pode salvar-se. Se é o Rei de Israel, desça agora da cruz, e crê-lo-emos. Confiou em Deus; livre-o agora, se o ama; porque disse: Sou Filho de Deus. (Mt 27:42.43)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ouve isso dos sábios do seu povo, que entendem que Deus socorre àqueles que ama. Mas Deus não socorreu Jesus. Deus se viu impotente... A humanidade sempre rejeitou Deus. Quando matamos, quando enganamos, roubamos, insultamos, não fazemos o bem, nos calamos diante do mal... Deus é rejeitado. E, segundo a história bíblica, Deus, mesmo rejeitado pelo mundo e, particularmente, pelo seu povo, sempre, incansavelmente, estendeu a mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, naquele momento, o mundo optou por matar a Deus. Deus não teve outra coisa se não permitir ser morto. Aceitar o fato de que pretendemos viver em um mundo sem sua presença. Ele entrou pelas portas do fundo, encarnando-se em um bebê, humilde. E nós o enxotamos como um cão. Deus não teve o que fazer, se não respeitar que preferimos matar seu Filho. Deus não tem marionetes. Tem filhos! E, se um filho optar mata-lo, ele não tem o q fazer, se não morrer e aceitar que seu filho faça isso. Deus ama tanto, mas tanto, que seu amor chega a aplicar-lhe uma armadilha: ainda que isso custe abandona-lo, Deus não interferirá em nossa liberdade. Deus não fará nada que possa, de alguma forma, interferir em nossa liberdade. E ainda que o matemos, ele ressurgirá, insistindo em querer estar conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pecados afastam de Deus, na medida de que eles crucificam seu Filho. Mas, "&lt;i&gt;&lt;b&gt;onde o pecado abundou, superabundou a graça.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário que aprendamos a crer contra a descrença. A ter esperança, contra a desesperança. Porque Deus sabe o que é sofrer. Sabe o que é morrer. Sabe o que é ser rejeitado. Sabe o que é ser caluniado. Sabe o que é ser inocente e, ainda assim, ser condenado. Entende muito bem a injustiça da lei dos homens e o que é ter sua liberdade limitada pela ganância humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus sabe o que é ser humano e, essa experiência em nosso chão, aqui mesmo, na nossa liberdade e na nossa força de poder reconstruir um mundo melhor, Deus está conosco!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2784086175207156642?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2784086175207156642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/o-abandono.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2784086175207156642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2784086175207156642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/08/o-abandono.html' title='O Abandono...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-148604743110592794</id><published>2011-07-29T16:09:00.013-03:00</published><updated>2011-09-23T14:21:23.859-03:00</updated><title type='text'>O Encontro com o Ressuscitado</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A ressurreição de Cristo é a base da fé cristã. Muitos textos do Segundo Testamento afirmam isso. Principalmente do "Corpus Paulino": &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"Homens israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela;"(At 2.22-24)&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo." (Rm 10.9)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E, se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, pois testificamos de Deus, que ressuscitou a Cristo, ao qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não ressuscitam.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Porque, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E também os que dormiram em Cristo estão perdidos.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens." 1 Cor 15.13-19&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os evangelhos também se preocupam bastante em narrar a ressurreição de Jesus. Inclusive salientado a ressurreição corpórea:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer?&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;O que ele tomou, e comeu diante deles." (Lc 24.38-43)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; e chega a tua mão, e põe-na no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente." (João 20.37)&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, a ressurreição é a força e esperança que movimentou a fé dos primeiros cristãos. Mas como podemos falar dessa ressurreição hoje? Em um mundo onde o mito e a realidade se misturavam, era possível falar que o corpo de cristo reanimou-se e que ele penetrou os céus em "corpo e alma" na sua ascensão - não relatada nem por Mateus e nem por João. Mas e hoje? Sabemos muito bem que se um homem voasse para o céu, estaria, provavelmente, voando até hoje e dificilmente chegaria em algum lugar. Sabemos, inclusive, que o céu não fica em cima, mas em torno da terra, de forma que, em qualquer lugar do mundo (queé um globo) olhar para o alto (que pode ser embaixo dependendo do ponto de vista), lá estará o céu.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje é difícil compreender esses relatos. O que diremos das contradições? Jesus ressuscitou e se mostrou em Jerusalém (Lucas e Marcos) ou na Galiléia (Mateus)? Mostrou-se primeiro às mulheres? À Maria? Ou a Pedro? Logo que se mostrou foi ao céu? Ou permaneceu mais 40 dias? Quem sãos os outros 500 irmãos que Paulo fala terem visto Cristo ressuscitado? O que Paulo quis dizer com: Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Tratando o Problema?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Consideremos o quadro abaixo, que relata as narrativas da aparição de Cristo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="1" cellpadding="0" cellspacing="0" style="border-collapse: collapse; border: medium solid; width: 400px;"&gt;&lt;tbody style="border: medium solid;"&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td colspan="2" style="border: 1px solid windowtext; padding: 0cm 3.5pt; width: 77.4pt;" valign="top" width="103"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Livro&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" valign="top" width="129"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Primeira   Pessoa que Vê&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" valign="top" width="120"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Locais da   Aparição&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" valign="top" width="122"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Quantidade   de Vezes que aparece&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: windowtext windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: solid solid solid none; border-width: 1px 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" valign="top" width="70"&gt;&lt;div align="center" class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Ascensão&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr style="height: 57.1pt;"&gt;   &lt;td colspan="2" style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: medium 1px 1px; height: 57.1pt; padding: 0cm 3.5pt; width: 77.4pt;" width="103"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Mateus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; height: 57.1pt; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" width="129"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Maria Madalena e a outra Maria&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; height: 57.1pt; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Em Jerusalém: às mulheres;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Na Galiléia: aos onze.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; height: 57.1pt; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" width="122"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Duas vezes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; height: 57.1pt; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" width="70"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Não Relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td colspan="2" style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: medium 1px 1px; padding: 0cm 3.5pt; width: 77.4pt;" width="103"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Marcos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" width="129"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Maria Madalena&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Jerusalém (presumível)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" width="122"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Três Vezes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" width="70"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td rowspan="2" style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: medium 1px 1px; padding: 0cm 3.5pt; width: 32.55pt;" width="43"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Lucas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 44.85pt;" width="60"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Evangelho&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" width="129"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Dois discípulos a caminho de Emaús ou a Pedro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Jerusalém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" width="122"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Três Vezes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" width="70"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 44.85pt;" width="60"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Atos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" width="129"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Não relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Jerusalém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" width="122"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Fica quarenta dias com os discípulos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" width="70"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td colspan="2" style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: medium 1px 1px; padding: 0cm 3.5pt; width: 77.4pt;" width="103"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;João&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" width="129"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Maria Madalena (mas o discípulo amado, sem ver Cristo   ressuscitado, é o primeiro a crer)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Jerusalém&lt;br /&gt;Tiberíades&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" width="122"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;4 vezes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" width="70"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Não Relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;   &lt;td colspan="2" style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext; border-style: none solid solid; border-width: medium 1px 1px; padding: 0cm 3.5pt; width: 77.4pt;" width="103"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Primeira Carta aos Coríntios (texto mais antigo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 97.1pt;" width="129"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Lista de Aparições:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;1.&lt;span style="font: 7pt 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Cefas (Pedro);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;2.&lt;span style="font: 7pt 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Aos DOZE;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;3.&lt;span style="font: 7pt 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Mais de 500 irmãos;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;4.&lt;span style="font: 7pt 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Tiago;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;5.&lt;span style="font: 7pt 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Todos os apóstolos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin-left: 36pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;6.&lt;span style="font: 7pt 'Times New Roman';"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;   &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Paulo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 90pt;" width="120"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Não relata;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 91.8pt;" width="122"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;6 vezes&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;   &lt;td style="border-color: -moz-use-text-color windowtext windowtext -moz-use-text-color; border-style: none solid solid none; border-width: medium 1px 1px medium; padding: 0cm 3.5pt; width: 52.2pt;" width="70"&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: 8pt;"&gt;Não Relata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como harmonizar tanta diferença??? Acredito que a melhor coisa a se fazer não é tentar harmonizar essa "bagunça". É fato que Mateus conhecia o relato de Marcos. Assim como Lucas teve contato com relato de Marcos e de Mateus. Da mesma forma não se pode ignorar o conhecimento de João sobre os outros textos. Mesmo cientes de que estavam escrevendo relatos divergentes, se mantiveram firmes nessa decisão. Por que?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como a comunidade antiga interpretava, a seu modo, a ressurreição de Cristo? Há uma certa harmonia no relato de Paulo e de Mateus. Ambos, que não relatam as ascenção, afirmam que Cristo já reina em nosso mundo. Como compreender o sentido dessas palavras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O próprio Paulo entende a ressurreição como corpórea, mas não o mesmo corpo, ele chama de σῶμα πνευματικόν (sōma pneumatikón) - Corpo Espiritual - em oposição ao σῶμα ψυχικόν (sōma psichikós) - Corpo Natural.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os próprios relatos do aparecimento demonstram um misto de corpo natural (pode ser tocado, se alimenta, as marcas da ferida são visíveis) e um corpo diferente (desaparece, entra em lugares fechados, é elevado aos céus).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não há como não fugir da conclusão de que tais relatos são necessariamente figurados. Um texto antigo, do evangelho apócrifo de Pedro, conta nesses termos a ressurreição:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Quando os saoldados viram isso, foram acordar o centurião e os anciãos, pois também esses se encontravam aí para vigiar. E, enquanto ainda narravam tudo o que tinham visto, viram três homens que saíam do sepulcro, servindo dois de apoio a um terceiro, e uma cruz seguia atrás deles. A cabeça dos dois primeiros tocava até o céu, enquanto a do terceiro ultrapassava-o. Ouviram uma voz, vinda do céu, clamar: 'Pregaste aos que dormem?'. Da cruz ouvia-se uma resposta: 'Sim'."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O Jesus "cabeçudo" do apócrifo de Pedro não nos "escandaliza". Afinal, por preconceito, argumentamos: é apócrifo! Por que o "cabeçudo apócrifo" é desprezado, mas o que se "teletransporta (Lucas), o que aparece no meio dos discípulos em um quarto fechado (João), o corpo que não é reconhecido pelos discípulos (Lucas e João), que voa, como um super-homem, ao céu e com essa viagem chega a Deus (Marcos e Lucas), canônico" não nos gera a mesma desconfiança?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Uma crença que não busca conhecer-se, que aceita as histórias bíblicas como factuais ou plenamente reais corre sério risco de adulterar a mensagem da fé que a própria bíblia defende.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em uma coisa devemos acreditar e aceitar, pois foi estipulada como regra pelos "criadores" da fé: o crucificado é o ressuscitado. A base da fé é a ressurreição de Cristo. Como isso deve ser compreendido é outra coisa. Mas a ressurreição é real! Segundo Paulo, em corpo espiritual. Que é de uma forma diferente e completamente misteriosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não é a animação do corpo natural, como nas histórias da filha de Jairo, Lázaro, o filho da viúva de Naim ou Dorcas. Nesse caso, usando os termos paulinos, o corpo natural (corruptível) foi reanimado. No caso de Cristo, semeou-se corpo natural (morreu), ressuscitou-se corpo espiritual. Uma harmonia estranha e criada, possivelmente, por Paulo. Corpo é matéria. Faz parte do reino material. Logo, "corpo espiritual" é uma declaração harmonioza entre matéria e espírito; entre imanente e transcendental; entre o objetivo e subjetividade; entre o mundo material e o mundo das idéias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesses termos Paulo está sendo, completamente, figurativo e rompendo com o conhecimento que nos é possível alcançar. Em outras palavras, Paulo está declarando que a ressurreição de Cristo é real, e, por si, também, misteriosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mesmo Paulo declara ter visto o Senhor. E se coloca como um dos que viu Cristo ressuscitado. É como se - no caminho do "não-relato da ascensão" - Cristo estivesse presente no mundo (para Paulo cristo é Senhor do mundo) e apareceu a Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vamos compreender o termo "ver", empregado por Paulo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Paulo diz: "(...)Não vi eu a Jesus Cristo Senhor nosso?(...)"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; οὐχὶ Ἰησοῦν Χριστὸν τὸν κύριον ἡμῶν ἑώρακα &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O termpo ver, trata-se do verbo: ὁράω = horaō&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cuja tradução pode ser:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1- a ver com a mente, perceber, saber;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;2- para ver, ou seja, familiarizar-se com a experiência, a experiência&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na lista das aparições, o verbo que ele usa para a visão que todos tiveram, inclusive ele, é outro:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"E por derradeiro de todos foi visto também por mim, como a um abortivo."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;ἔσχατον δὲ πάντων ὡσπερεὶ τῷ ἐκτρώματι ὤφθη κἀμοί&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O verbo é ὀπτάνομαι = optanomai&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cuja tradução pode ser:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;1- Permitir ser visto;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na primeira trata-se de uma experiência pessoal e, por conta disso, não objetiva. Lembrando umas das narrações da conversão de Paulo: os que estavam com ele viam a luz, mas não ouviam a voz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na segunda o intuito é outro, é Cristo quem se revelou, quem se mostrou. Não é simplesmente "eu vi", e sim "ele se mostrou".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa experiência de encontrar com o Cristo vivo ainda é possível. A mesma experiência que os discípulos tiveram, é possível termos ainda hoje. Pois Cristo, ressuscitado, ainda se mantém presente no seu mundo. Para Lucas essa presença é o próprio Espírito Santo. O Espírito é o próprio Cristo (em Atos é chamado de Espírito de Jesus) presente, atuante e ressuscitado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Óbvio que esse assunto dá "pano para a manga" e não cabe aqui em um post. Portanto, fica apenas a reflexão e a possível abertura para uma "nova" compreensão da ressurreição de Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-148604743110592794?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/148604743110592794/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/o-encontro-com-o-ressuscitado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/148604743110592794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/148604743110592794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/o-encontro-com-o-ressuscitado.html' title='O Encontro com o Ressuscitado'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7770289056766684971</id><published>2011-07-25T16:13:00.003-03:00</published><updated>2011-07-26T14:19:08.361-03:00</updated><title type='text'>A volta daquele que não foi</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A "volta de Cristo", lembro-me bem, durante um tempo, há anos, era o foco em diversas igrejas. Diversos filmes evangélicos de boas e más produções exploravam esse tema: Megido, Apocalipse, A Grande Tribulação, Arrebatamento e etc. Sem contar a "traumatizante" fita k-7 entitulada "A Última Trombeta", que era uma radio-novela que contava uma revelação que um "servo de Deus" teve sobre a grande tribulação. E esses filmes chegaram a produzir muita literatura também. Desde revistas em quadrinhos seguindo a temática muito próxima a Cavaleiros do Zodíaco até livros "teológicos" e de ficção (neste caso como a grande coleção "Deixados para trás").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo o assunto foi esfriando. Acredito que a chegada do ano 2000 deva ter frustrado muitos leitores e consumidores dessas mídias, pois, embora nenhuma delas anunciasse o fim do mundo no início do novo milênio, a proximidade do ano 2000 deixou muita gente preocupada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A temática volta, recentemente, devido ao aquecimento global. Filmes como "O dia depois de amanhã" e "2012" seguem como os que trilham esse caminho. Agora, contudo, com outro foco. Um pouco mais ético-ecológico, buscando a consciência de se preservar a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o discurso não empolga mais aos cristãos. Pelo menos àqueles que se encontram no Brasil. A não ser coisas realmente reais, como o tsunami no Japão ou a tragédia da Região Serrana, que gera nas pessoas uma "paz" do "cumprimendo da palavra de Deus". Como se diz, normalmente: é... Jesus está voltando mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como já dito, o tema da "volta de Cristo", não é mais tão empolgante. A bem da verdade é que as pessoas se habituaram a negligenciar o mundo e saber que, em algum momento, Cristo cumprirá sua palavra e voltará. E uma acomodação com a realidade social e com a vida do mundo tem sido engavetada. Tudo isso por, talvez, coisificarem a "segunda vinda de Cristo". Por "concretizarem-na" nas pregações e saberem que, cabe a Deus, retirar-nos desse mundo turbulento e atribulado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe o que vejo, e com dor? A depreciação da mensagem do evangelho. Vejamos o que Mateus pensa sobre esse tema:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"De novo dando Jesus um alto brado, expirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo, tremeu a terra, fenderam-se as rochas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos, já falecidos, foram ressuscitados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;(Mateus 27:50-53 - O dia da Ressurreição já ocorreu!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles"&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Mateus 18:20);&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"...e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;(Mateus 28:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim é bastante significativa a idéia de Mateus: Cristo já está presente, ou AINDA está presente entre nós; A ascenção se quer é mensionada por Mateus; A presença do Espírito de Deus, que para Lucas se cumpriu em no dia de Pentecostes, é a presença do próprio Jesus; A declaração de Jesus "É-me dado todo o poder no céu e na terra",&amp;nbsp; já designa a presença e chegada do Reino de Deus (para ele Reino dos Céus).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus entende que o principado de Cristo já é real. E, por isso mesmo, o anúncio do evangelho é simplesmente comunicar para o ser humano de que Deus já os reconciliou consigo. Que não precisa-se mais ser sujeitado, escravo e oprimido por nada e nem por ninguém. Que Deus já, em Cristo, libertou a todos e salvou a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A contínua pregação da "segunda vinda de Cristo" pregada, principalmente, por Paulo é apenas o meio ou a força que move os cristãos a continuarem anunciando a boa notícia. Paulo entende que esse Grande dia ainda não é pleno porque o mundo ainda não conheceu a mensagem libertadora de Deus. Que ensina a como convivermos em um mundo reinado por Cristo. O Senhorio do Filho de Deus já é presente no mundo, desprezamos tal reinado, mas isso não quer dizer que ele já não exista. Por isso, o próprio Paulo, em uma forma anti-típica da designação senhoria de César (Imperatus Agusto Cesar), dá a Cristo um título de um senhorio superior e já presente: Senhor Jesus Cristo (Senhor sobre Todos Jesus Ungido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acomodação que reina por parte da igreja, que espera o reino de Deus em um outro "plano" em outra vida, diminui a força da mensagem da ressurreição, da proclamação da justiça e justificação oferecidas por Deus para os homens e para este mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mateus entende que esperar a vinda de Cristo traria uma desesperança muito forte. Estamos por volta do ano 80 de nossa era. Os judeus perseguem a doutrina cristã; o judaísmo tenta se recompor diante da queda de Jerusalém ocorrida dez anos antes; para isso se fecha e persegue aos cristãos; a grande tribualação ocorrida em 70 não trouxe Jesus das Alturas, como alguns cristãos esperavam. Criam que aquela dor anunciava a vinda do Messias. Mateus explica que houve uma má interpretação da promessa do retorno de Cristo: Cristo não precisa voltar, ele já está presente entre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de um reino justo e eterno não deve ser mais "esperada", deve ser proclamada! Cristo já reina! Cristo já é Senhor dos céus e da terra! Cristo já ressuscitou (já veio)! Cristo, da Galiléia, isto é, da Terra (não dos céus!) já nos enviou a proclamar seu reinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhar para&amp;nbsp; o céu esperando que de lá Cristo venha, é esquecer de olhar para o chão, onde Cristo pisou, onde libertou os cativos, onde curou os doentes, onde selou a paz entre Deus e o homem e onde morreu e onde sua ressurreição ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não olhemos para o céu esperando a chegada de Cristo. Olhemos para o chão e percebamos sua presença real e nítida aqui, entre nós!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7770289056766684971?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/7770289056766684971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/volta-daquele-que-nao-foi.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7770289056766684971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7770289056766684971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/volta-daquele-que-nao-foi.html' title='A volta daquele que não foi'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-3535561298590619040</id><published>2011-07-25T14:18:00.010-03:00</published><updated>2011-07-26T15:03:01.789-03:00</updated><title type='text'>Deus como Carne e Carne como Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.(...)&lt;br /&gt;E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto que narra a crença na encarnação do Verbo de Deus, se encontra no "hino da Encarnação", no primeiro capítulo do Evangelho Segundo João. Do hino todo, gostaria de comentar, de forma breve e um pouco superficial, o primeiro verso: "&lt;i&gt;No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus&lt;/i&gt;" e o último: "&lt;i&gt;E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade&lt;/i&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As palavras que importam para uma reflexão melhor são: princípio, Verbo, "se fez carne", habitou, vimos, graça e verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas palavras nos ajudam a aprofundar fortemente o caráter da mensagem cristã sobre a doutrina da encarnação. Revelam, inclusive, a compreensão cristã, do século I da nossa era, sobre Deus. Vamos às palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Princípio (ἀρχή = arché): &lt;/b&gt;O sentido dessa palavra está diretamente ligada ao "início de todas as coisas", a "causa ativa de tudo", ou ainda o primeiro lugar. Para um pensamento mais científico, seria aquilo antes do "big-bang". Ou anterior ao anterior do big-bang. Nas palavras de são Tomaz de Aquino: a causa primeira de todas as coisas, que nunca foi causada. Está para além do tempo. Não é simplesmente o marco zero, pois o marco zero possui um começo. "Ἐν ἀρχῇ" (No princípio), aponta para a eternidade antes do tempo. E diz, que lá estava o Verbo. Ou melhor, ele era o próprio princípio. O verbo é o antes de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Verbo (λόγος = logos):&lt;/b&gt; Heráclito usou pela primeira vez o termo "Logos" por volta de 600 antes da nossa Era. Para ele tinha o sentindo da razão divina ou plano que coordena um universo em mudança. Philon, filósofo Judeu, de Alexandria, usava o termo para designar a própria Sabedoria de Deus. O Logos seria, em um discurso judaico, a Sabedoria louvada em Provérbios 8.12-26. Desde que Deus existe, já existia a sabedoria, a razão, a "palavra". Traduzir como verbo, ou palavra diminui bastante a força da expressão. Entendamos, então, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" como: "Antes que houvesse tempo, antes que tudo viesse a existir, naquele lugar/momento/ser que tudo passou a existir, a razão, a sabedoria, a ordem do universo era, é e sempre será. Estava&amp;nbsp; com Deus e era Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confessa-se, primeiramente, a eternidade de Deus. O ser que nunca foi criado e criou tudo. O ser que nunca foi gerado e tudo gerou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Se fez (γίνομαι ginomai):&lt;/b&gt; entrar em existência, passar a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Carne (σάρξ = sarx): &lt;/b&gt;a natureza física do homem como sujeito ao sofrimento, geração natural. Denota mera natureza humana, a natureza terrena do homem, propensa ao pecado e oposta a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, "se fez carne" é entrou em existência em natureza física sujeito ao sofrimento a depreciação natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele ser transcendental e atemporal, tornou-se limitado. Passou a existir. É como se ele primeiramente, estivesse antes da existência e, portanto, nao "existia", sempre esteve e sempre foi. Passou, agora, para o "plano da existência" e, com isso, propenso à inexistência (fim, morte).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Habitou (σκηνόω = skēnoō):&lt;/b&gt; tabernacular. Tem o sentido de morar, viver em. Criou seu tabernáculo (entre nós). O ser atemporal, existente antes da existência, sempi-terno, limitou-se tornando-se temporal e fez seu tabernáculo entre nós. Viveu entre nós. Esteve com a gente. Tornou-se alcançável e sensilvemente perceptivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Vimos (θεάομαι = theaomai): &lt;/b&gt;olhar antentamente, visitar alguém, encontrar uma pessoa, perceber, observar. O autor afirma que "encontramos com a sua glória", "visitamos seu tabernáculo e lá reparamos sua glória". Apesar de limitado e temporal, foi facilmente perceptível, ao "encontrar-se com ele", ver quem ele era. Observamos atentamente que tinha a glória de Deus nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Graça (χάρις = charis):&lt;/b&gt; favor, boa vontade, benevolência. Havia muita boa vontade nele (cheio de graça). Apesar de tão grande, limitou-se. Mesmo limitado reparamos quem ele era (vimos sua glória). E, ainda assim, mesmo limitado, sendo tão grande, ainda tinha muita boa vontade para conosco. Estava pronto a nos dar seu favor, sua graça, seu amor incondicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Verdade (ἀλήθεια = alētheia): &lt;/b&gt;o que os judeus buscavam na lei mosaica; excelência pessoal;livre de fingimento afetação, simulação, falsidade, engano. sinceridade da mente e integridade de caráter, ou um modo de vida em harmonia com a verdade divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que consigamos chegar perto do que esse dois versículos querem dizer, podemos traduzir o hino, de forma interpretativa, assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Antes que houvesse tempo, antes que tudo viesse a existir, naquele lugar/momento/ser que tudo passou a existir, a razão, a sabedoria, a ordem do universo já existira. Estava&amp;nbsp; com Deus e era o próprio Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entrou no limite da existência humana. Sendo da mesma substância humana, se tornou limitado ao tempo e ao espaço. Definitivamente tornou-se humano. E fez seu tabernáculo entre nós. Viveu como um de nós, por tornar-se igual a nós. E quando o encontramos, e observamos atentamente, conseguimos perceber sua glória, sua majestade, sua excência esplendorosa. E era plenamente boa vontade e favor. Nele estava o objetivo de todo aquele que se aproxima da torah. Era o objetivo final do ser humano".&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais do que confessar que Deus se fez humano, o texto procura comunicar Cristo como aquele que é capaz de unir a criação com seu criador. Nele mesmo as duas naturezas (Deus e humanidade) estão perfeitamente ligadas. Cristo é, para João, o modelo ideal de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras de Leonardo Boff: Humano assim como Jesus, só pode ser Deus mesmo. E o texto continua dizendo que todo aquele que o recebeu (λαμβάνω = lambanō: apropriar-se, tomar para si, não rejeitar, escolher para experimentar e etc ) deu lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, ou seja: deu-lhes o poder de serem feito como ele é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achegar-se a Cristo é tornar-se como ele. É, como ele, ser cheio da verdade e da graça Divinas. Será que podemos dizer, claramente, que de fato, NESSE CONTEXTO, recebemos o Cristo? Somos cheios da verdade e da graça divinas (respeitando a tradução de verdade e de graça já ditas)? Temos "visto" (encontrado com ele, visitado) e percebido sua glória em graça (boa vontade, amor sem condicionamento e sem reservas) e verdade (tem sido nosso objetivo amar e viver como ele)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale a pena refletir se, realmente, somos como ele é ou se, pelo menos, para lá, temos caminhado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-3535561298590619040?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/3535561298590619040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/deus-como-carne-e-carne-como-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3535561298590619040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3535561298590619040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/deus-como-carne-e-carne-como-deus.html' title='Deus como Carne e Carne como Deus'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2369400883243142824</id><published>2011-07-04T14:06:00.001-03:00</published><updated>2011-07-04T16:19:43.855-03:00</updated><title type='text'>Não-tolerando a intolerância (Por um discurso ecumênico)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou convencido de que a Escritura Sagrada é o maior exemplo de ecumenismo que conhecemos. Nela estão unidas diversas formas de compreensão de quem é Javé. Muitas visões que chegam a ser inconciliáveis, conseguem, contudo, compor nosso livro de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente a partir desse ponto que deveríamos considerar (ou reconsiderar) nossa posição diante não apenas de nossos irmãos católicos, mas de N outras formas de religar Deus e a criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que diz o Primeiro Testamento?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tradição bíblica podemos evocar a grande tensão que existe entre a Sabedoria Clânica Tribal e a Teologia da Retribuição (Jó). Teologia esta que deve ser encarada como a oficial do sacerdócio levítico (Esdras/Neemias e Crônicas). Da mesma forma podemos ver a visão mais solidária com os outros povos (Jonas, Rute e Amós) em oposição à exclusividade da eleição de Israel, presente em alguns textos do tetrateuco (Gn-Nm), Crônicas e Esdras/Neemias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diremos pois de salmos do Saltério que exaltam o caráter violento, como o “Salmo dos Desterrados”, por exemplo (137)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se continuarmos a buscar, encontraremos divergências de diversas formas dentro dos próprios profetas. Contudo, lado a lado, estão convivendo na bíblia. Isso porque, embora de opiniões diferentes, consideram o mesmo objetivo: O projeto de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que diz o Segundo Testamento?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Ambiente do Segundo Testamento vigora a tensão entre os discípulos de Paulo, que revogam a Lei pela Fé e os discípulos de Tiago que a confirmam pela mesma Fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saduceus – que não criam em anjos, nem demônios e nem visões – de um lado e fariseus – que admitiam todas essas coisas – de outro. Ainda que sendo fortemente rivais na idéia, o livro de Atos nos diz que a assembléia que julgava Paulo era composta por esses dois grupos. De certa forma, os grupos co-existiam e estavam juntos julgando um mesmo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Cristo ensina a seus discípulos a tolerarem diferenças (Lc 9:49-50): &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"E, respondendo João, disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava os demônios, e lho proibimos, porque não te segue conosco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Jesus lhes disse: Não o proibais, porque quem não é contra nós é por nós."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que diremos da epístola de Judas que cita um texto não canônico (O livro de Enoque)? Devemos rejeitar a epístola que animou nossos irmãos no passado a se manterem firme na fé, simplesmente porque o autor considerou inspirado um texto que a igreja e o judaísmo não canonizaram?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E hoje?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo a Bíblia justamente por causa dessa pluralidade. Pluralidade que confessa a crença em um único Deus. Pluralidade que confessa a unidade. Opiniões diferentes que caminham lado a lado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nível bem mais próximo,é possível falarmos em ecumenismo entre duas vertentes protestantes: calvinista (Presbiteriana) e armíniana (Metodista). Duas posições tão diferentes quanto ao entendimento da graça de Deus não impedem, contudo, de que as mesmas denominações se chamem de irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valendo-me de uma canção de Paul Mccartney &amp;amp; Stevie Wonder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ebony and ivory live together in perfect harmony&lt;br /&gt;Side by side on my piano keyboard, oh lord why don't we?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ébano e marfim vivem juntos em harmonia perfeita.&lt;br /&gt;Lado a lado no teclado do meu piano, &lt;br /&gt;oh Senhor, porquê nós não?"(tradução minha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que a canção fala do preconceito entre pigmentações da pele. Porém amplio essa dúvida dolorosa para a bíblia e diria assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"(Rute, Jonas, Amós) e (Esdras/Neemias Crõnicas), Paulo e Tiago vivem em perfeita harmonia na minha bíblia. Lado a lado testemunhando a unidade e o amor. Oh, Senhor, porquê nós não?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levanto essas questões sem propor uma resposta. Como quem apenas procura trazer ao pensamento a necessidade de se pensar e repensar a fé de forma inclusiva. Seguindo o pensamento do fundador do metodismo sobre o quanto a divisão é nociva:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Portanto, de ambos os lados (Católicos e Protestantes), somos menos prontos a ajudar-nos mutuamente e mais propensos a prejudicar um ao outro. Daí se destrói completamente o amor fraternal; e cada grupo, encarando o outro como monstro, dá lugar à ira, ao ódio, à maledicência, a todo o sentimento inamistoso, o que freqüentemente tem resultado em barbaridades desumanas, quase desconhecidas entre os pagãos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É triste como que o passado se mostra mais "mente aberta", mais "moderno" do que nosso presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amor ecumênico - redundância (des)necessária -, &lt;br /&gt;Silvio&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2369400883243142824?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2369400883243142824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/nao-tolerando-intolerancia-por-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2369400883243142824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2369400883243142824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/07/nao-tolerando-intolerancia-por-um.html' title='Não-tolerando a intolerância (Por um discurso ecumênico)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4915885386934567960</id><published>2011-06-21T14:47:00.001-03:00</published><updated>2011-07-11T15:44:59.785-03:00</updated><title type='text'>Em favor da esperança (i)mortal... (Ezequiel 37)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer pessoa que tenha um mínimo de senso crítico reconhece que nao vivemos bons dias. Não estou falando nada individualmente, mas como povo, como nação, como humanidade. Realmente as coisas não andam nada bem. Durante um bom tempo eu pensei viver desesperançoso. Acreditei&amp;nbsp; não haver mais salvação para a humanidade e&amp;nbsp; que não existiria limites para sua crueldade. Vivi decepcionado com meus "irmãos" e, pior, me identificava com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vi uma coisa... vi que a esperança, de fato, ainda existia em mim. Do contrário essas coisas não me abalariam mais! Se ainda me abalava, era porque havia algo em mim que esperava dias melhores ou uma situação melhor. Como diz Junger Moltmann: só se decepciona quem tem esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na blusa de um amigo eu vi uma frase escrita "um dia tudo será como deveria ser". Isso mexeu comigo. Apontou para uma realidade: as coisas não estão bem; E para uma esperança: elas estarão um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso aprendi que o provérbio "a esperança é a última que morre"&amp;nbsp; retrata a realidade do quão difícil é arrancar a esperança de um povo ou de uma pessoa. Precisaria a experiência ser mais do que traumática para fazer com que alguém passasse a esperar apenas o pior da vida, ou, para que cada maldade que viesse a ver ou ouvir, não lhe afetasse. Mesmo o suícida encontra, na morte, a esperança de por fim ao sofrimento. Dificilmente se consegue arrancar a esperança do coração humano, ainda que não seja impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de Ezequiel ousa dizer que o povo de Israel/Judá estava nessa situação: "pereceu nossa esperança". Quão forte e temível é essa declaração... O Reino do Norte havia sido destruído pelo Império Assírio. E o Reino do Sul estava devastado e a terra ferida,&amp;nbsp; por conta do cativeiro Babilônico. Em terra estrangeira, sem sua pátria, sem rei, sem templo, sem unidade do povo, sem identidade e, pq não dizer, sem o amor de Javé. Era como se sentiam e era como estavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O profeta Ezequiel vê todo o Israel como um vale de ossos secos. A visão é desesperançosa. Pessoas que antes andavam, conversavam, corriam e se alegravam, agora são mortos, sem alegria e sem esperança. A dor desse momento é sentida pelo poeta que descreve, anos depois a seguinte situação:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;"Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas  entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do  quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a  criança de peito pelas ruas da cidade."&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;(Lm 2:11)&lt;/div&gt;&lt;div class="odd"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Os seus nobres eram mais puros do que a neve,  mais brancos do que o leite, mais vermelhos de corpo do que os rubis, e  mais polidos do que a safira.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Mas agora escureceu-se o seu aspecto mais do  que o negrume; não são conhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos  ossos, secou-se, tornou-se como um pau.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="odd"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Os mortos à espada foram mais ditosos do que os  mortos à fome; porque estes morreram lentamente, por falta dos frutos  dos campos.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;As mãos das mulheres compassivas cozeram seus próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição da filha do meu povo."&lt;/b&gt;&lt;/i&gt; (Lm 4:7-11)&lt;/div&gt;&lt;div class="even"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="odd"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;"Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Nossa pele se queimou como um forno, por causa do ardor da fome.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="odd"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Os príncipes foram enforcados pelas mãos deles; as faces dos velhos não foram reverenciadas.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="odd"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Aos jovens obrigaram a moer, e os meninos caíram debaixo das cargas de lenha.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Os velhos já não estão mais às portas, os jovens já deixaram a sua música.&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Cessou o gozo de nosso coração; converteu-se em lamentação a nossa dança" &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;(Lm 5: 9-15)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A pergunta é clara: "porventura viverão estes ossos?". Como saber? Como ter certeza se é possível? Como podemos ter certeza se a situação acima pode ter jeito? Quem ousaria dizer sinceramente que não há esperança, quando o nosso coração clama por ela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaso o mundo tem jeito? Há amor no mundo? As crianças poderão andar seguras? Há como alguém, no mundo, não morrer de fome? Existe a possibilidade de extinguir a injustiça? Esse é o sentido atual da pergunta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o profeta a pergunta representava se era possível o povo "reviver", ser como o povo forte de antes. Para nós a pergunta é se haverá possibilidade de um mundo mais justo e fraterno. O profeta não crê ser possível, mas se preserva de dizer o que pensa. Nem mesmo ele ousa acreditar ser possível, mas o desejo pela esperança, o faz apenas declarar: "Senhor Deus, tu o sabes". Todas as coisas apontam para declararmos ser impossível uma sociedade mais justa. Como um vale de ossos secos, nao possuímos em nós, aparentemente nada que possa dizer: há uma chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, há algo que nos motiva. E que, na frase da blusa de meu amigo está implícito: O que estamos vivendo não é o projeto de Deus. E pela primeira vez, na história bíblica, surge a expectativa da contrariedade da morte! O Espírito (Ruah) de Deus, o princípio de vida de Deus, a própria vida é mais forte do que a morte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto Israel como nós vivemos em épocas onde o bem parece ser muito mais fraco que o mal. A morte mata a vida, a fome destrói as forças, a saúde é facilmente vencida pela doença, os relacionamentos são descartáveis, o preconceito é mais presente do que a tolerância, as armas de fogo e o dinheiro compram a verdade, enfim, um verdadeiro vale de ossos secos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, o texto diz: resta uma esperança! Javé está em desacordo com essa situação! Não é a sua vontade, nunca foi!! Ele sempre estará pronto a revigorar nossas forças a devolver a paz que nos foi tirada ; a trazer à vida; a nos curar... Nos curar do mesmo mal que Renato Russo tinha: é só você (Deus) que tem a cura para o meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para devolver a nós a alegria e a confiança de que a morte não terá a última palavra! Os corruptos não serão os detentores de nossas vidas. Resta esperança, há uma chance de vivermos "como tudo deveria ser". E assim como o profeta, crendo-descrendo, teve que profetizar, e assim, Deus e homem trabalhando para a revitalização do vale. Assim devemos entender que cabe a nós proclamarmos essa esperança, vivermos essa esperança e fazermos com que ela se torne real. A própria esperança brotando de nossas bocas e de nosso interior anunciará a vida que será produzida nos corações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda há esperança... "um dia tudo será como deveria ser".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4915885386934567960?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4915885386934567960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/06/em-favor-da-esperanca-imortal-ezequiel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4915885386934567960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4915885386934567960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/06/em-favor-da-esperanca-imortal-ezequiel.html' title='Em favor da esperança (i)mortal... (Ezequiel 37)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-191175308903776490</id><published>2011-05-19T11:25:00.000-03:00</published><updated>2011-05-19T11:25:11.029-03:00</updated><title type='text'>SOBRE A OBSCURIDADE DA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Marcelo Carneiro&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sou de escrever sobre a Igreja. Não por covardia ou omissão, mas  por achar que precisamos olhar mais para o mundo do que para dentro. Um  sintoma de nossa doença está em ficarmos olhando exclusivamente para  dentro, discutindo estruturas, pensando de forma mesquinha em como somos  bonitos e estamos crescendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prefiro estudar a Bíblia e falar e pensar sobre os problemas do  mundo, os mesmos pelos quais o Evangelho foi pregado por um galileu –  Jesus Filho de José - da pequena aldeia de Nazaré, situada a 6 km de uma  antiga capital, Séforis, que fez missão de forma obstinada e que, muito  mais pelo amor que demonstrou do que pelas curas e milagres que fez,  foi reconhecido como o Messias, Filho de Davi, o Salvador, o Príncipe da  Paz, o Filho de Deus. Mas pregar sobre ele dessa forma não dá ibope, é  pregação fraca; evidenciar o amor é coisa de frouxo, num mundo de  espertos. Mesmo assim prefiro falar e pensar sobre os problemas do mundo  à luz do Evangelho de Jesus o Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema é que passei os últimos dias lendo e ouvindo palavras  arrebatadoras de pastores de alma, e quando olho ao redor, o uivo que  ouço dos lobos vestidos de cordeiros e as fanfarronices dos ladrões e  salteadores me incomodam bastante. Por isso tenho que falar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É assim que a Igreja Evangélica está crescendo no Brasil, como uma  turba desenfreada, insana, um restolho do bom senso que não aceita o  diferente, que alimenta o ódio e desrespeita a todos, menos aos líderes,  esses sacrossantos seres que deixaram de ser pastores para se tornarem  gerentes, com títulos que vão de Pastor a Paiapóstolo. São pessoas  levadas pela ganância sórdida, sem nenhuma boa vontade (1 Pd 5.2). Como  Jeremias profetizou – no sentido correto do termo, em que uma pessoa  analisa criticamente, à luz da vontade divina, a realidade que a cerca, e  não como adivinhação ou determinação de vontade própria – contra os  pastores (Jr 23) que dispersam as ovelhas, não cuidando delas. Na  verdade, ele diz que tais pastores se tornaram &lt;b&gt;estúpidos&lt;/b&gt; (Jr 10.21). Também o &lt;b&gt;profeta&lt;/b&gt; Ezequiel afirmou: “profetiza &lt;b&gt;contra&lt;/b&gt; os pastores de Israel”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Questionar essa liderança é rebeldia; pensar é deixar o diabo agir;  discordar é estar endemoninhado. Mas vejam, quanta ironia: não são esses  os antiecumênicos, que chamam a Igreja de Roma de Anticristo, Babilônia  e tantas coisas mais? Como a chamam assim, se eles agem da mesma forma  que acusam-na de agir? Agem como se o ministério pastoral fosse  sacerdócio sacramental; ignoram a presença leiga na Igreja, por  considerar massa de manobra e apenas para suprir as “necessidades”  financeiras da Igreja; admitem e incentivam as crendices mais insanas,  sob o pretexto de que a libertação precisa de um processo – não no  sentido de uma elaboração, de uma reflexão, mas da repetição e da  forçosa presença em sete semanas de unção, sem o quê o nome de Jesus – O  NOME DE JESUS! – não terá efeito. Falam em salvação pela fé, mas impõem  sobre os crentes cargas pesadas de ativismo religioso, condição básica  para serem salvas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até quando, Senhor, subsistirão tais criaturas? Sei que tenho falhas,  mas a mais hedionda de todas é se fazer de superior, trazer para si a  glória que pertence somente a Deus, e deixar de lado o serviço, o amor  ao próximo – não é amor ao crente, por favor!!! -, a humildade. Temo que  estamos gerando o Anticristo, pelo fato de alimentarmos uma atmosfera  tão doentia e insalubre – foi uma atmosfera parecida que permitiu a  ascensão de Hitler, na Alemanha; as conseqüências ainda estão presentes  hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa Igreja Evangélica Brasileira é &lt;i&gt;suis generis&lt;/i&gt;: usa a  tecnologia da comunicação moderna, mas pensa e age como a Igreja  medieval, que acusa de ter saído da direção divina. Não sei se esse  texto muda alguma coisa, mas sem dúvida o desabafo me faz bem. Na  verdade fiquei pensando se devia ou não lançar esse texto, mas depois  escutei a voz do bom senso: se ninguém clamar, as pedras clamarão. E  para quem acha que não falei do Metodismo Brasileiro, eu digo: ele não  sai de minha cabeça. E infelizmente, acho que já foi contaminado por  essa praga que infestou o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Graça e Paz. A quem quiser receber.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Marcelo Carneiro é Mestre em Novo Testamento e Professor de Exegese da Faculdade Metodista de Teologia&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-191175308903776490?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/191175308903776490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/05/sobre-obscuridade-da-igreja-evangelica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/191175308903776490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/191175308903776490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/05/sobre-obscuridade-da-igreja-evangelica.html' title='SOBRE A OBSCURIDADE DA IGREJA EVANGÉLICA BRASILEIRA'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-3986269044375719320</id><published>2011-05-17T16:01:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T16:01:29.427-03:00</updated><title type='text'>Éden e o Vilarejo (re-criando a esperança)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Existem muitas chaves de leitura para o texto de Adão e Eva. Algumas possibilidades: entrada do mal no mundo; separação entre o homem e Deus; comparação entre o projeto de Deus e o projeto humano; responsabilidade do homem com a criação. Há, contudo, também, leiturar mais otimistas: o homem como co-criador; a perfeita comunhão do homem com a criação, como um projeto de Deus; Como o ser humano revelou-se um ser transcendental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, contudo, proponho outra chave de leitura. Como se vê, não é a única e tão-pouco a definitiva. Também não deve ser vista como uma invenção minha. Sigo uma tradição de grandes exegetas e teólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas chaves de leituras são possíveis porque estamos diante de uma parábola. Logo, ela nao possui fim e si mesma. Ela sempre aponta para algo que está para além dela e, por ser linguagem figurada, para além do tempo de sua composição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para iniciar essa reflexão eu parto de uma música muito conhecida:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Há um vilarejo ali onde areja um vento bom&lt;br /&gt;Na varanda, quem descansa vê o horizonte deitar no chão&lt;br /&gt;Pra acalmar o coração&lt;br /&gt;Lá o mundo tem razão&lt;br /&gt;Terra de heróis, lares de mãe&lt;br /&gt;Paraiso se mudou para lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cima das casas, cal&lt;br /&gt;Frutas em qualquer quintal&lt;br /&gt;Peitos fartos, filhos fortes&lt;br /&gt;Sonho semeando o mundo real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda gente cabe lá&lt;br /&gt;Palestina, Shangri-lá&lt;br /&gt;Vem andar e voa&lt;br /&gt;Vem andar e voa&lt;br /&gt;Vem andar e voa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá o tempo espera&lt;br /&gt;Lá é primavera&lt;br /&gt;Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as mesas, pão&lt;br /&gt;Flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um verdadeiro amor para quando você for&lt;/i&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Já havia escrito um texto em que finalizava com essa canção. Contudo, sinto que ela representa algo tão importante que merece um destaque em uma reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo a igreja cristã promoveu mais a violência do que a esperança; Mais a dor do que o amor. Isso nao se pode dizer apenas a partir de uma Igreja Católica da Idade Média. Mas sinto essas dores presentes, inclusive, nos discursos dos evangélicos em nosso país. Há quem culpe, por exemplo, os próprios países africanos pelos famintos, aidéticos e miseráveis que lá residem. Dizendo que Deus está dando a eles castigo pela idolatria. Há quem culpe o próprio nordeste pela seca que existe lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém consegue levar em conta a posição geográfica, a exploração e o descuido governamental em relação ao último. Muito menos olham para todo o passado escravocata, exploração sexual, divisão irregular das nações, roubos, estupros, coisificação do homem a que viveu o primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem ainda ouse olhar para esses lugares e levantar a voz dizendo: assim diz o Senhor, se não se arrependerem de seus pecados, coisa pior virá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma acredito que de um mal muito equivocado se encara o texto de Adão e Eva. Não creio que o autor seja um saudosista, que olha para trás e diz: veja como poderíamos ser. E joga pra cima de um casal, que cometeu um único erro, todo o mal que há no mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo supor que o autor seja tão desanimado e tão sem forças ,para encarar o mundo de forma tão deprimida. Eu vejo alguém dizendo: há um vilarejo ali! Alguém apontando para uma esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro precisamos localizar o lugar que está sendo anunciado. Não trata-se de um local localizável ao observamos um mapa do Oriente Médio. Um lugar de onde sai um rio que se divide em quatro braços sendo os rios Pisom, Giom,Tigre e Eufrates jamais será encontrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário observar as dicas do autor e não sua viagem mitológica. Em termos mais atuais, este é o utópico (οὐ, "não" e τόπος, "lugar"). O lugar nenhum. Mas podemos identificar, pela descrição da qualidade da terra, sem chuva e árida, como a própria terra de Israel. O homem, originado da terra, nao pertence, contudo, ao Éden. Ele é colocado no Éden cuja tradução é "Delícias". Seria essa a terra de "mana leite e mel"? Da mesma forma Israel não era dessa terra que habitavam, passa a ser. Deus o colaca lá, nesse lugar de delícias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá é instaurado o Tribalismo. Uma forma de organização social onde a igualdade e a produção para o bem da comunidade e da família é o mais importante. Trata-se de um ambiente onde não se tem o poder centralizado em um rei, muito menos a existência de um sacerdote para recolher dízimos. Tudo o que é produzido é consumido pela própria sociedade. Numa divisão de terra justa e igualitária. Onde está protegido o direito da viúva, do órfão e do estrangeiro. Sim, é um lugar de delícias. Um verdadeiro paraíso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem-se liberdade para comer e plantar de tudo, inclusive da árvore de vida. Simbolizada pela aliança de Deus com o povo. Da mesma forma Deus não habita em um templo. Está lá, caminhando com essa gente na terra. Presente na sua criação e fazendo parte do realidade e do cotidiano do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o Deus dos patriarcas que caminha com seus filhos e está junto deles. Contudo, esse paraíso, essa situação ideal. Esse vilarejo, possui uma ameaça: a serpente. Essa que, mais tarde, os cristãos chamarão de Dragão, lá no livro do Apocalipse, e que, já no livro da Sabedoria, é associado ao Satanás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, naquele momento, para o autor, ela é apenas um serpente. Não aponta para nenhum deus ou demônio. Pelo contrário, aponta para uma pessoa, ou melhor, para uma forma de governo (tal como o Dragão do Apocalipse): o governo de Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salomão segue seu governo conforme a cultura e o jeito de governar do Egito. E é na cabeça de Faraó, na realidade da sua coroa, que encontramos uma imagem de uma serpente. É a cultura, o conhecimento e sabedoria egípcia que entra em contato com Israel. Salomão fez o povo "voltar ao Egito", sem sair de sua terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente da imagem que fazemos, o governo de salomão possuiu rejeição total de todo o Israel. Somente as tribos de Judá e de Benjamim se mantiveram&amp;nbsp; fiéis a seu sucessor, após sua morte. Todas as outras procuram um novo rei, que os fizesse voltar ao Éden.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salomão seduz e escraviza o povo: Javé está conosco! Não existe problema em se vestir ou em construir altares para os deuses do Egito e dos cananeus! Salomão escraviza o povo para que construa o templo a Javé, o templo dos deuses e o palácio real. Assim que morre o povo chega a pedir a seu filho que alivie o peso que seu pai havia colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor denuncia que, por seguirem a Salomão, o povo caiu em desgraça: o castigo de comer do seu suor mostra a dor de camponés em ter que pagar os tributos, os dízimos, as oferendas e tudo o mais que produz, agora tem que dividir com o Rei e sua corte. Isso faz com que, para que se consiga alimento como antes, se trabalhe em dobro ou em triplo; Cabe às mulheres agora, serem objetos de seus maridos e devem gerar muitos filhos (multiplicar as dores de parto). o rei exige um exército numeroso e, por isso, incentiva, cultural e religiosamente que se tenha filhos e mais filhos. De fato Salomão possuiu um exército superior ao de Davi, sendo que nunca guerrou uma só vez em seu reinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas dores Israel sofre por seguir a serpente. Se considerarmos o Salmo 127 como autoria, realmente, do período salomônico, será que seu incentivo em construir o templo e em se ter muitos filhos não vêm desse incentivo religioso e cultural para escravizar o povo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o autor é esperançoso! Ele aponta para um descendente que pisará na cabeça da serpente! Alguém irá derrubar essa forma de governo faraônica. Que escraviza e humilha os pobres da terra. Enquanto isso não acontecer, o caminho à arvore da vida, antes aberto, está trancado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor não é um saudosista! Provavelmente nem viveu nessa época de "Delícias". Mas ele conhece sua tradição. E uma voz lhe diz nos ouvidos: algo está errado! O projeto de Javé não é esse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseado em sua crença ele aponta para um projeto real, possível e que está no desejo de todo ser humano: um paraíso. Ele entende que esse é o projeto de Deus. E luta contra o projeto salomônico e incentiva os outros a lutarem. Pois há uma esperançã! Há uma possibilidade e por ela devemos lutar. Não devemos esperá-la do alto, pois o alto já deixa claro que não gosta da situação atual. Cabe aos descendentes da mulher. Cabe ao próprio ser humano reconstruir o Éden e fazer com que o projeto de Javé reviva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início eu parti dos sofredores do Nordeste e da África. Fi-lo por ser o exato problema e opressão a que os pobres, da época do autor, e, quem sabe, ele mesmo, viviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música da Marisa Monte aponta para um lugar. Assim como o conto de Adão e Eva, não é possível localizá-lo, se não dentro do próprio ser humano. Na sua capacidade criativa de fazer o bem e de sonhar com um mundo mais justo. A canção, tão otimista quanto a leitura do autor, aponta para uma possibilidade, onde todos podemos morar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe aos céus a responsabilidade de consertar o que quebramos. Cabe a nós, como co-criadores, re-criar o paraíso. Ainda que não tenha existido em momento algum, sua existência utópica, por si só, aponta para a possibilidade da concretude de sua realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe a nós! Lembremo-nos, dentro de nós, dentro de cada um, há um vilarejo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-3986269044375719320?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/3986269044375719320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/05/eden-e-o-vilarejo-re-criando-esperanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3986269044375719320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3986269044375719320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/05/eden-e-o-vilarejo-re-criando-esperanca.html' title='Éden e o Vilarejo (re-criando a esperança)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4235840565472075839</id><published>2011-04-27T14:21:00.003-03:00</published><updated>2011-04-27T16:13:06.394-03:00</updated><title type='text'>A entrada em Jerusalém (um anti-império)</title><content type='html'>&lt;div class="odd" style="text-align: justify;"&gt;Mc 11: 7-10 &lt;/div&gt;&lt;div class="odd" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E levaram o jumentinho a Jesus, e lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-se sobre ele.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="odd" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E aqueles que iam adiante, e os que seguiam, clamavam, dizendo: Hosana, bendito o que vem em nome do Senhor;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Bendito o reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="even" style="text-align: justify;"&gt;Esse trecho julgo ser muito interessante para uma breve reflexão. Mateus, tomando esse texto emprestado de Marcos, dá a ele uma outra interpretação, acrescentando que em Jesus se cumpria a promessa de Zacarias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvo, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta. Zacarias 9:9&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, vale lembrar, que Marcos não dá nenhum sentindo de cumprimento de Escrituras nesse relato. É justamente com a ótica de Marcos que vamos trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos conta essa história como se fosse mais uma coisa que Jesus fez, independente de cumprimento de Escrituras ou não. Mas o que Jesus quis dizer com esse gesto? Qual é a sua mensagem? O que quer dizer com essa atitude?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos, antes de tudo, para fazermos justiça ao texto, nos integrarmos sobre o momento em que Marcos narra que Jesus faz tal "entrada triunfal": estamos em Jerusalém, é a festa da páscoa se anunciando; Milhares de peregrinos da góla e de toda a Judéia se fazem presente; também está o Império Romano, representado por meio dos soldados e do Castelo de Herodes, naquele momento habitado por Pôncio Pilatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era comum Pilatos desfilar,na festa, com toda pompa romana ,pelas ruas de Jerusalém. Exibindo o luxo e a superioridade romana sobre os povos, no caso os judeus, que subjugavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de forma irônica que Jesus exibe um desfile diferente daquele. Um desfile humilde, sem luxo, que, contudo, diferente do de Pilatos, recebe toda a aclamação. O império representa a força, o poder e o fascínio. o Reino de Deus, nessa passagem, toma o caminho contrário: é humilde, de acesso a todos e é por todos louvado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto, mais do que anunciar Cristo com "aquele que vem do Senhor", é uma crítica rasgada ao império. É um texto annti-imperalista, comum na tradição profética e que, nesse momento, recebe o colorido cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse reino, contudo, no desenrolar da história de Marcos, desmascara os poderes opressores da religião e do estado, com a simplicidade da fala. Sem armas, sem violência, sem a "pax romana", esse Reino, que vem sob um jumentinho é o reino que desafia o império romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, esse Reino pacífico, que não exibe armas no seu desfile oficial, mas sim palmas; que não precisa da segurança do exército, mas está em contato direto com o povo oprimido, se identificando com ele; que não exibe luxo, mas identificação com o empobrecido, onde, para a própria locomoção do seu Rei, precisa-se pegar um animal emprestado; esse Reino pacífico, antitipo do império, é por esse mesmo império silenciado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A não violência desse Reino, celebrada com "Hosanas" é justamente a razão de sua destruição, na cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como esse Reino não tem fim, e não pode ser extinguido, recebe a renovação do discurso e da implantação através da fé na ressurreição. É essa fé que anima, fortalece e dá a Marcos força suficiente para anunciar, nesse texto, que, por mais que o império, na época marcana, tenha se tornado fortemente opressor contra judeus e contra cristãos, não existe razão para voltar atrás. Mesmo o rei sendo pelo império, morto, ele ressurge e o eco das canções continua a pertubar os ouvidos da insttiuição: hosana ao que vem em nome do Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se espera o advento do reino? Será que os discursos eclesiásticos atuais não tem feito com que os cristãos esperem um reino mais parecido com Roma do que com o Rei no Jumento?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Cristo entraria hoje em nossas cidades? Qual seria seu veículo? Como seria sua identificação com o povo empobrecido? Que críticas faria ao nosso desejo por poder? Assim podemos atualizar essa mensagem, respondendo essas perguntas de forma a satisfazer a fidelidade da visão que Marcos tem de Jesus: o reino de Deus! Simples demais para ser aceito pelo ser humano. Muito pouco atraente para quem gosta do luxo dos palácios e sempre rejeitado por aqueles que amam o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4235840565472075839?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4235840565472075839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/04/entrada-em-jerusalem-um-anti-imperio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4235840565472075839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4235840565472075839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/04/entrada-em-jerusalem-um-anti-imperio.html' title='A entrada em Jerusalém (um anti-império)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7076278633820193012</id><published>2011-04-25T12:08:00.002-03:00</published><updated>2011-07-14T17:56:14.275-03:00</updated><title type='text'>A Experiência de (des)Crer (para o futuro teólogo)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A experiência teológica traz algumas crises. Óbvio que essas crises não podem ser vividas se não por meio de uma entrega total ao mistério. Pois acredito que tudo isso passe exatamente deste princípio: Deus é mistério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estudante de teologia, em primeiro, quando se encontra com conclusões que tornam aquilo que julgava tão importante como “sem importância”, ou pior, “inexistente”, um vazio lhe preenche a alma, o chão some... tudo, tudo aquilo que antes depositava sua fé se torna tão frágil como um castelo de areia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As certezas sobre o que e quem é Deus são substituídas por perguntas existenciais e mesmo perguntas teologais. Como diz o professor Dr. Edson Fernando: vocês entraram nesse curso sabendo um pouco de Deus, e vão sair sem saber nada dele. Essa é a verdade da teologia: Deus, que é certo, torna-se mistério. O ser compreendido e plenamente revelado se torna o inalcançável que se revela e ainda assim sem condições plenas de realizar tão tarefa, posto que, segundo Agostinho: tudo o que dissermos sobre Deus não passará de uma visão opaca do que ele realmente é.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é a experiência teológica: nos deixa sem chão. Mas não que com isso procure destruir tudo o que somos, ou mesmo, que seja nociva. A verdade é que a Teologia mostra que existem coisas mais importantes e uma missão maior. Não aquela missão que a instituição impõe de evangelizar, evangelizar e evangelizar (no sentido técnico de tornar alguém evangélico). Porém, a missão que cabe a todo ser humano: levar esse mundo para aquilo que ele realmente pode ser e que a teologia ousa dizer ser vontade de Deus: fraternidade e justica, enfim, amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas antes de conseguir reerguer essa fé naquilo que é mais importante. o iniciante tem seus sentimentos e sua fé muito bem definida em uma canção que completará essa reflexão:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Quando eu fui ferido&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Vi tudo mudar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Das verdades&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Que eu sabia...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Só sobraram restos&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Que eu não esqueci&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Toda aquela paz&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Que eu tinha...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trecho “Quando fui ferido” diz exatamente o que é sentido. O cristão nasce e cresce, ou converte-se em um ambiente em que verdades absolutas são ditas e revividas em testemunhos de fé. Entretanto, agora, milagres cridos mostram-se testemunhos mitológicos da fé; personagens factuais se revelam fictícios a realidade dos fatos dá lugar para a mensagem profunda de contos; guerras santas, antes proclamadas, mostram-se disputas tão somente políticas denunciadas em textos repletos de mística e figurações. Então, o que sobra é ferimento. Tudo muda. As verdades que eram muitas vão se acabando e não dá mais para se manter em paz e nem seguro como antes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Eu que tinha tudo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Hoje estou mudo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Estou mudado&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;À meia-noite, à meia luz&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Pensando!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Daria tudo, por um modo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De esquecer...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Eu queria tanto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Estar no escuro do meu quarto&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;À meia-noite, à meia luz&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sonhando!&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Daria tudo, por meu mundo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;E nada mais...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse refrão é perfeito! É aqui, neste momento, que o iniciante tem que tomar uma decisão. Diante de tantas novas verdades e de castelos destruídos, o que fazer? Normalmente os futuro teólogos são pessoas que, em sua comunidade de fé, já pregaram, ensinaram e são, em muitas vezes, considerados exemplos e mesmo possuem alguma autoridade de mestres da bíblia. Agora, contudo, descobrem que ensinaram, falaram e brigaram por coisas sem importância ou por verdades que são agora convidados pela razão da fé a abandonar. Em outras palavras: Eu que tinha tudo hoje estou mudo, estou mudado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A realidade é que a ignorância passa a ser desejada. Era tão bom quando não se sabia, quando não se conhecia e podia se ter o reconhecimento da igreja local. Nessa hora TODOS dizem: daria tudo por um modo de esquecer. Ou gostariam de reviver esse momento de segurança. No “escuro do meu quarto”, ou seja, na ignorância onde se era mais seguro e com mais certezas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguns, nesse momento, mesmo sendo impossível esquecer, optam por voltar para a escuridão. Abandonam as luzes porque não vêem segurança nelas. Outros, contudo, continuam a caminhada, pois sabem que essa mudança poderá trazer vida no fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Não estou bem certo&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Que ainda vou sorrir&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Sem um travo de amargura...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Como ser mais livre&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Como ser capaz&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;De enxergar um novo dia...&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa estrofe só tem sentido para quem continuou a caminhada. E, a cada livro, a cada reflexão, a cada aula, desaprende e aprende. Sem saber se, lá na frente, conseguirá organizar tudo isso em sua mente. Certo que muitos perdem a fé, outros, contudo, aprendem a ser mais livres, mais capazes e encontram um novo dia. Esse novo dia representa a esperança da fé teologal, depositada no discurso dos profetas e na redescoberta do Jesus Cristo vivo, que se entregou a essa verdade nova: a do amor. Negando a verdade mentirosa do dogma engessado, que, muitas vezes, o estudante, antes, tomava como revelação divina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, não tem como prometer nada ao estudante de teologia. Palavras não são capazes de consolá-lo. Não existe “macete” e nem segredo para se conseguir sorrir sem amargura. Essa descoberta depende dele mesmo, por meio do relacionamento com o sagrado e, principalmente, com a vida: dos outros, da criação e de si mesmo. A religião da teologia é essa: social, ecológica, racional e mística.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7076278633820193012?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/7076278633820193012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/04/experiencia-de-descrer-para-o-futuro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7076278633820193012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7076278633820193012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/04/experiencia-de-descrer-para-o-futuro.html' title='A Experiência de (des)Crer (para o futuro teólogo)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2163170357685874884</id><published>2011-03-30T16:42:00.002-03:00</published><updated>2011-03-30T17:22:16.331-03:00</updated><title type='text'>O Corpo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cristianismo é oriundo do judaísmo. Esse fato é inegável. Aliás, os primeiros cristãos, na realidade, eram judeus - religiosamente falando - discípulos do Rabi Yeshua ben Yossef (Jesus filho de José). É bem verdade que tanto os cristianismo quando o judaísmo, segundo Gerd Theissen, procuraram, durante um período, cada vez mais, distanciar-se um do outro. Contudo mantendo sempre sua veia judaica: exaltando a Torah e os profetas; mantendo sua crença monoteísta em javé; e, por fim, respeitando a antropologia judaica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É dentro dessa antropologia judaica que ficará nossa reflexão. Assim que Constantino declara o império como cristão, o cristianismo, desde então, se aproxima cada vez mais da cultura greco-romana. Seus filósofos passam a ser verdadeiros teólogos do cristianismo. Misturando, por vezes, o dualismo grego com o não-dualismo judaico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falar em não-dualismo judaico é, contudo, um pouco perigoso, já que a escritura apocalíptica se vale de muitos símbolos dualistas, fonte, acredita-se, do diálogo com a cultura helênica na época do Império grego. Contudo, ainda assim, vale a revisão do pensamento, pois, mesmo, em pequeníssimo nível, dualista, a cultura judaica possuia uma antropologia muito diferente da grega.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os gregos dividiam o ser humano em três partes: corpo (soma), alma (psiquê) e espírito (pneuma).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os judeus entendiam o corpo humano de forma integral. Não existe divisão. O corpo é a afirmação da própria pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pensamento interessante, que mostra como isso era diferente, se encontra em um texto muito conhecido, que narra um diálogo entre Sócrates e um dos seus discípulos no relato da morte de Sócrates:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"E purificação não vem a ser, precisamente, o que dissemos antes: separar do corpo, quanto possível, a alma, e habituá-la a concentrar-se e a recolher-se a si mesma, a afastar-se de todas as partes do corpo e a viver, agora e no futuro, isolada quanto possível e por si mesma, e como que libertada dos grilhões do corpo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É muito certo, respondeu. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o que denominamos morte, não será a liberação da alma e seu apartamento do corpo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida, tornou a falar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E essa separação, como dissemos, os que mais se esforçam por alcançá-la e os únicos a consegui-la não são os que se dedicam verdadeiramente à Filosofia, e não consiste toda a atividade dos filósofos na libertação da alma e na sua separação do corpo? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Exato. Sendo assim, como disse no começo, não seria ridículo preparar-se alguém a vida inteira para viver o mais perto possível da morte, e revoltar-se no instante em que ela chega?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ridículo, como não? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo, Símias, continuou, os que praticam verdadeiramente a Filosofia, de fato se preparam para morrer, sendo eles, de todos os homens, os que menos temor revelam à idéia da morte. Basta considerarmos o seguinte: se de todo o jeito eles desprezam o corpo e desejam, acima de tudo, ficar sós com a alma, não seria o cúmulo do absurdo mostrar medo e revoltar-se no instante em que isso acontecesse, em vez de partirem contentes para onde esperam alcançar o que a vida inteira tanto amara – sim, pois eram justamente isso: amantes da sabedoria – e ficar livres para sempre da companhia dos que os molestavam? Como! Amores humanos, ante a perda de amigos, esposas e filhos, têm levado tanta gente a baixar voluntariamente, ao Hades, movidos apenas da esperança de lá reverem o objeto de seus anelos e de com eles conviverem; no entanto, quem ama de verdade a sabedoria, e mais: está firmemente convencido de que em parte alguma poder encontrá-la a não ser no Hades, haverá de insurgir-se contra a morte, em vez de partir contente para lá? Sim, é o que teremos de admitir, meu caro, se se tratar de um verdadeiro amante da sabedoria. Pois este há de estar firmemente convencido de que a não ser lá, em parte alguma poderá encontrar a verdade em toda a sua pureza. Se as coisas se passam realmente como acabo de dizer, não seria dar prova de insensatez temer a morte semelhante indivíduo?"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o pensamento grego morte é a liberdade da alma. O corpo limita, prende e impede a alma de alcançar a verdade. Esse pensamento, essa forma antropológica da divisão do ser humano, penetrou fortemente o cristianismo. De forma que os textos do Novo testamento, e mesmo alguns do Antigo, foram intepretados a partir dessa lógica: o corpo é mau.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, com muita facilidade, se interpreta erroneamente: a carne é má; obras do espírito e obras da carne; O espírito está pronto mas a carne é fraca. E, assim, como Sócrates, os cristãos demoninam ou secularizam o corpo, que deveria, por assim dizer, ser dinivizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com essa dificuldade, de enxergar o corpo como algo bom, tudo que veio dele passou a ser desconsiderado e - porque nao dizer? - pecado. Sexo, sexualidade, sensualidade, erotismo são palavras que dificilmente um cristão recebe de forma boa. Ainda que, dentro do canôn cristão existam textos como o Cântico dos Cânticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, como será que, dentro de uma cultura dualista, os cristãos conseguiriam reafirmar a integralidade do ser humano? Como em um mundo que rejeita o corpo, o cristianismo conseguiria falar da divinidade da matéria?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É nesse sentido que podemos dizer, sem medo, que o cristianismo é a religião do corpo. Que, de forma metafórica, literal ou mitológica o cristianismo nascente afirmava:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E o verbo se fez carne;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A santa ceia, onde bebemos o CORPO e o SANGUE de cristo;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ressurreição, segundo Paulo, será corpórea: Corpos Espirituais (o que mais a frente comentaremos);&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A igreja é o Corpo de Cristo;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O corpo é a habitação do Pai, do outro Consolador e do Filho, segundo o evangelho de João;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cristo ressurge em Corpo;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Corpo de Cristo é recebido no céu nas Ascenção. A matéria é recebida, assim, em um lugar espiritual;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A morte é encarada como "sono". O descanso corpóreo. E não como um momento em que a alma se livra de sua limitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, muitos são os exemplos que apontam para o cuidado do cristianismo primitivo de nao se cair em um dualismo grego e, assim, rejeitar aquilo que era considerado criação de Javé, que tudo faz "bom".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo, acredito eu, seja o que mais lutou ao lado dessa reafirmação corporal. Embora seja o que mais é utilizado para afirmar a dualidade. Mas vejamos um texto considerado autêntico de Paulo I Cor 15.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo fala algo bem interessante: "Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual."&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É engraçado que Paulo fale corpo espiritual. Porque isso em si mesmo parece uma contradição. Corpo é matéria, logo não pode, em momento algum, ser espiritual. Paulo eleva o valor da "segunda matéria", em que os mortos ressuscitarão. Um corpo novo, "sem corrupção", e nao um espírito. "Sem corrupção", seria melhor traduzido, dentro do nosso entendimento, como "sem o perigo da decomposição". Um corpo eterno. Por ser "corpo", obviamente, material.&amp;nbsp; Por ser espiritual, quer se dizer, no entendimento grego, superior ao atual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero, com isso, levantar ao pé da letra a idéia de uma ressurreição corpórea. A intenção não é essa, mas, sim, a afirmação da pessoa como um humano feito de carne. E nao de um humano espiritual, preso a uma carne.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devemos ter paz com o nosso corpo e nos relacionarmos de forma positiva com ele. Dessa forma poderemos, de verdade, valorizar a vida terrena. E, assim, valorizar a criação visível de Deus. Abraçarmos a nossa vida com toda a nossa corporeidade. Entendermos que, com o corpo, podemos fazer coisas más, mas também, sentimos afeto, damos afeto, sentimos prazer, sorrimos. Nosso corpo é tudo o que fazemos. Ou, melhor, nós somos o nosso corpo. É essa a mensagem da valorização da matéria, que, por muito tempo, o cristianismo, influenciado pelo pensamento grego, perdeu de vista.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2163170357685874884?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2163170357685874884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/03/o-corpo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2163170357685874884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2163170357685874884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/03/o-corpo.html' title='O Corpo'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4834743799509849793</id><published>2011-02-14T10:48:00.005-02:00</published><updated>2011-03-30T17:16:19.564-03:00</updated><title type='text'>Vivendo (s)em Deus</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Deus nos faz saber que temos de viver como pessoas que dão conta da vida sem Deus". &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa frase pertence ao teólogo Dietrich Bonhoeffer. Acredito que possua um caráter "herético" aos ouvidos pouco treinados, no que diz respeito à teologia. Contudo, possui uma grande profundidade que merece uma reflexão atualizada, a partir da mesma expressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande problema é que, diante dessa afirmação de Bonhoeffer,podemos tomar, pelo menos, 3 atitudes:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1 - Desconsiderar e não conseguir ver a grandeza do pensamento teológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Achar interessante esse pensamento, passar a racionalizar todas as experiências subjetivas, da fé, e, assim, perder a fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 - Encontrar nesse pensamento um verdadeiro sentido para a fé cristã e ser, essa reflexão, um canal condutor a uma vida divinamente inspirada e liberta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para a nossa reflexão usaremos as três atitudes como base:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconsiderar e não conseguir ver a grandeza do pensamento teológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser humano, como já dito outras vezes, sempre procurou controlar ou conhecer os mistérios que o cercam. Principalmente da natureza. E sempre apontou para uma divindade a responsabilidade de uma boa colheita, de bons pastos, de chuva, seca, terremoto, maremotos e etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre os diversos fenômenos naturais foram vistos como obra de um ou mais seres divinos. Irritá-los geraria sempre a escassez ou o excesso destrutivo daquilo que o ser divino era responsável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, o ser humano, como toda criança que um dia acredita em Papai Noel e, quando cresce, descobre que não passa de sua imaninação, comum da idade. Da mesma forma, após séculos, viu que a natureza possui suas próprias leis que definem a intensidade desse ou daquele fenômeno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa desmistificação já possui seus antepassados na tradição bíblica: o sol e a lua não são deuses, são luminares (Gn); o sonho já não é visto como revelaçaão, antes, "o profeta que sonhar conte o sonho como sonho" (Jr); o cego de nascença não é cego devido o pecado dos pais (Jo); o sacrifício de animais não tem valor algum (Os). &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, acredito eu, que a grande desmistificadora tenha sido a ciência. Por meio dela não precisamos mais orar para recebermos cura, temos o remédio; não cabe mais dizer que foi Deus quem mandou as enchentes que trouxeram tragédias, elas são fruto da natureza mal explorada; Deus, portanto, se tornou desnecessário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os "religiosos" oram para passar em concursos, enquanto, muitos, sem oração, passam. Encarar essa situação se torna muito difícil para o "religioso". O homem antigo, que ainda pensa tudo ser fruto de uma ira ou de um agrado a Deus, ainda tenta direcionar Deus à sua vontade por meio de ofertas, orações, jejum e obediência à regras que julga sensatas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tirar isso do "religioso" é tirar sua fé. Encarar a vida de "peito aberto". Pronto para o que der e vier, não são características de uma pessoa religiosa (institucionalmente falando). A fé infantil ainda carece de que Deus preveja o futuro, anuncie e nos guie aos "números da loteria".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O "religioso" é incapaz de ver a vida como um presente, que deve ser aproveitado da melhor forma possível. Como um pai que dá um carro a seu filho, mas nao fica preocupado em olhar se, a cada volta com o veículo, o filho recolocou gasolina, trocou o óleo, arranhou a pintura, lavou o carro ou etc. O carro é do filho, que ele cuide bem do carro, e só. Assim é a vida, um presente de Deus para que a vivamos, sem os olhares acusativos de um Deus que se zanga a cada ultrapassagem perigosa ou se alegra a cada parada no sinal vermelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2 - Achar interessante esse pensamento, passar a racionalizar todas as experiências subjetivas, da fé, e, assim, perder a fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O religioso que leu a reflexão do primeiro tópico, pode agora encontrar certa "verdade" no que encontrou. Mas, dependendo da infantilidade do encontro com tal verdade, seus passos o guiarão a fazer o que antes nunca teve coragem de fazer: agora já não há culpa em dormir sem orar; em comer sem agradecer; em ficar mais de um dia sem ler o livro sagrado. Enfim, se está livre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, como todo animal que nasceu e cresceu em cativeiro, há muitos riscos em ser lançado em seu habitat natural. E, sem conhecer tais riscos, o "novo livre" mergulha de cabeça na mata. Se envolve com a vida na floresta e, em sua animalidade, esquece do período do cativeiro e das mãos que alimentaram-no, quando ainda bebê.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em tão grande liberdade, acha-se dono da floresta, mas não sabe que, a cada passo, pode estar aproximando-se de um predador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim é como vejo a segunda possibilidade. Tenta-se viver sem Deus em um nível de desumanização. Viver (s)em Deus é, ainda assim, manter-se ético e não negar a espiritualidade presente em cada ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A fé de se viver livre não é a loucura se viver inconsequente. A fé em uma vida livre, não é a fé no ateísmo anti-ético. O viver sem Deus, nao é negar aquilo que nos faz irmãos e nos mantém responsavéis uns pelos outros. A vida sem Deus, não é uma vida egoísta, a vida sem Deus é uma vida solidária. É a experiência da fé em um Deus que é liberdade, mas que deseja que essa liberdade seja usada para a liberdade de si mesmo e dos outros. Embora eu seja livre para aprisionar, o desejo da vivência sem Deus é a liberdade de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse ponto é a vida com Deus a grande ameaça. Pois se prende a aspectos institucionais que se revelam como verdade única, na qual, desejamos aprisionar todas as pessoas com o discurso de uma pseudo-verdade. A descoberta de tais coisas nao devem nos conduzir a uma irresponsabilidade da destruição da fé alheia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Viver sem Deus é ter, em Deus, a razão da liberdade, do amor e da vida religiosa direcionada na mensagem horizontal da cruz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3 - Encontrar nesse pensamento um verdadeiro sentido para a fé cristã e ser, essa reflexão, um canal condutor a uma vida divinamente inspirada e liberta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez, a partir daí, o leitor que conseguiu se manter até segundo tópico, não precise ler mais nada. Apenas entender que não se pretende negar a existência de Deus. Pelo contrário, quer se, pela liberdade e pela vida, oferecidas por ele, confirmar sua existência e sua dinâmica ativa em cada ser, que nos permite ser o que somos, conquistar o que desejamos e, eticamente, viver segundo o Bem para o Bem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem Deus, podemos ter a experiência da cruz: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?". Ou a confirmação do amor: "quando fizemos o bem a ti?", "quando fizeram a um desses meus pequeninos irmãos".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4834743799509849793?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4834743799509849793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/vivendo-sem-deus.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4834743799509849793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4834743799509849793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/vivendo-sem-deus.html' title='Vivendo (s)em Deus'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-3805067190138901137</id><published>2011-02-14T00:59:00.000-02:00</published><updated>2011-02-14T00:59:53.834-02:00</updated><title type='text'>Quando tudo pe(r)de um sentido</title><content type='html'>&lt;div align="right" class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: right; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Ricardo Lengruber Lobosco&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O ser humano, desde seu primeiro lampejo de inteligência na história de sua evolução, é radicalmente religioso. Deus nasceu como uma espécie de marca identificatória da espécie. Não apenas Deus e tudo o mais que o circunda (ritos, mitos, dogmas, tabus etc), mas fundamentalmente a experiência do temor. Diante da absurda irracionalidade aparente do Universo, os primeiros ancestrais que desceram das árvores e tiveram que viver inteligentemente em busca de alimentos e proteção aprenderam a cultivar o temor como sentimento de autopreservação. A noção de sagrado, de tremendo e de soberano sempre estiveram ligadas às incomensuráveis forças da natureza. Por essa razão, Deus sempre habitou o céu! Donde sempre governou sol, lua, astros, tempestades, ventos etc. A força intrínseca das religiões de todos os cantos foi a de tentar controlar Deus e, por conseguinte, manipular a natureza e sua incrível força. Os ritos são a suprema insistência humana no sentido de tornar o mundo viável e dotado de sentido. No fundo, a religião é a mais profunda busca de significado para as coisas. Um mundo sem sentido não pode ser habitado. Tudo precisa ter seu propósito claro. A relação entre religião e natureza nada mais é que o fruto dessa busca de sentido. O poder extraordinário das forças da natureza só pode, originalmente, ser explicado via discurso religioso que, como tal, além de explicar, pareceu aprender a dominar a própria ordem natural da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Quando um religioso realiza um rito, o que está em jogo não é a sequência de gestos em si, mas a conexão que tal prática tem com aquele mundo que não se consegue alcançar ordinariamente. Por conta disso, a palavra ganhou especial poder no mundo da religião. As palavras aprenderam a se comportar como matrizes de significado; algo que, dependendo da situação experimentada, adquirem esse ou aquele sentido, aquilo que melhor significa aquela experiência. É como se pudesse dizer que não há palavras especialmente mágicas: toda palavra é essencialmente mágica!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Na História das civilizações houve uma experiência que, de certa forma, intuiu transformar pelas raízes tal lógica mágico-religiosa. Por volta do século VI a.C., o pequeno e frágil reino de Yehud, localizado no sul da Palestina, viu sua liberdade ameaçada pelo imenso poder dos Babilônicos. Toda uma cultura estava ameaçada pela ofensiva estrangeira. Terra, palácio, templo, rei, sacerdotes, militares e demais profissionais foram levados cativos para uma terra distante e, para eles, sem qualquer significado que os identificasse. Nessa experiência de Exílio foi que nasceu o que conhecemos por Judaísmo. Embora a história contada na Bíblia remonte a épocas ancestrais, foi a experiência do desterro e do drama da dor causado pela perda das referências que fez com que Judá (Israel) reelaborassem o modo de olhar para a realidade. O registro mágico-religioso já não dava mais conta de significar o mundo. A realidade não mais podia ser compr eendida por meio das explicações míticas que são próprias das religiões. Deus que, do alto, governa tudo e que pode, dependendo da situação, ser convencido ritualisticamente a mudar o rumo das coisas. O culto já não opera concretamente mais sobre a vida. A tragédia (o destino) teve que ceder espaço ao drama (a história). Os judeus nasceram por conta de um profundo senso de pertencimento a um mundo cujo rumo não estava entregue aos caprichos de deuses e heróis, mas fundamentalmente ligado às decisões éticas de homens e mulheres que construíam sua própria História.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Essa talvez tenha sido a mais profunda de todas as reformas pelas quais as religiões já passaram. O registro mágico cedeu espaço ao discurso histórico. O rito perdeu lugar perante a ética!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;A experiência vivida na região serrana do Rio de Janeiro, em janeiro de 2011, rotulada como a “maior tragédia climática brasileira” revelou bem que a reforma dos judeus de três milênios atrás ainda carece de atualização na experiência religiosa que impera na sociedade contemporânea. O conflito entre tragédia e drama ainda imperam; a confusão entre rito e ética também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Diante do absurdo vivido com a perda de coisas e pessoas, o discurso religioso veio à tona com uma força surpreendente. Por todo canto, o que mais se ouvia era “graças a Deus”. Gratidão por não ter perdido algo; gratidão por não ter perdido alguém, gratidão por ter perdido algo mas não ter perdido alguém, gratidão por ter perdido algo e alguém, mas estar vivo; e assim, sucessivamente, numa escala de perda e preservação. O curioso é que a razão da gratidão de um se suplantava na experiência do outro que, mesmo tendo perdido muito mais, ainda conseguia expressar tal “graças a Deus”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Pergunto-me se a palavra de gratidão não se enquadra na ancestral busca pelo sentido, razão pela qual as religiões aprenderam tão bem a manipular as palavras e seus sentidos. O sofrimento absurdo causado por algo tão forte e incontrolável como a força da natureza precisa ser “significado” e, nesse esforço, a religião (independente do seu nome doutrinário específico) mostrou-se o único registro capaz de esboçar tal esforço.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Mas é preciso pensar. Se é verdade, por um lado, que há uma dose de tragédia em toda essa experiência, há, por outro lado, um inexorável tom dramático, histórico e ético. Se é verdade que o temporal de 12 horas consecutivas e com um índice pluviométrico de mais de trezentos milímetros é absurdamente incontrolável e diante do qual somos absolutamente impotentes, é verdade também que temos nossa parcela de responsabilidade em tudo isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Construções (ir)regulares em áreas que deveriam ser preservadas, má ocupação dos espaços, falta de planejamento estratégico para exploração do solo, escassez de recursos para situação de emergência, falta de seriedade pública e, acima de tudo, a irresponsável forma de progresso que construímos planetariamente ao longo dos últimos séculos potencializaram a força natural. O que nasceu com a promessa de uma “tragédia” natural (dada sua incontrolável ação) tornou-se um verdadeiro “drama” humano, pago com a vida e a felicidade de tantos irmãos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;E é exatamente por conta de tudo isso que volto de novo meu olhar sobre a religião e sobre as instituições religiosas. O discurso religioso (independente da instituição) renasceu com toda força no intuito de “significar” o drama; de outro ângulo, as instituições religiosas se esforçaram por “controlar” a tragédia. As igrejas mais se ocuparam com o assistencialismo da primeira hora (leia-se distribuição de donativos) do que com a solidariedade que as vítimas realmente careciam.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Tal solidariedade só pode ser realmente vista brotando daqueles homens e mulheres que, independente de seu colorido religioso, arregaçaram as mangas e saíram em busca dos vivos e dos mortos soterrados pela lama ou afligidos pelos mil outros problemas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Mas o fato é que, indiferente ao pertencimento religioso, uma pergunta não cala desde então: onde estava Deus?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Para uns, Deus controlava tudo e com tudo um propósito tinha. Para outros, Deus punia uns e escolhia uma geração de eleitos para recomeçar. Enfim, o discurso religioso só aprendeu a “significar” as experiências, custe o que custar. Perante o absurdo, mais vale uma “absurda” explicação do que a possibilidade de aceitar o próprio “absurdo”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O drama de 12 de janeiro ensinou, por trás de tudo, que a verdadeira religião nasce quando se consegue experimentar gratuitamente a solidariedade que nos faz ligados aos outros (re-ligare) e quando nos vemos enxergando e interpretando a realidade que nos cerca com outros olhos (re-ligiere). Mesmo que se tenha que reconhecer o absurdo e o irracional, o que prevalece é a re-arrumação que o mundo de fora provoca no mundo de dentro. O que conta, ao final, é como somos capazes de emergir da lama e da água, qual novo nascimento!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Se isso tudo nos ensinar a ver o que realmente tem valor e nos ajudar a mirar os reais valores da vida, talvez tenhamos sido capazes de fazer com a tragédia o que aprendemos evolutivamente a fazer com a própria natureza, transformá-la em benefício da espécie e torná-la mais palatável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O desafio é olhar para além das montanhas, para onde o céu repousa sobre a terra, para o horizonte!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px; line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;(Ricardo Lengruber Lobosco é professor de Antigo Testamento do Centro Universitário Bennett, Reverendo Metodista e morador de Nova Friburgo)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-3805067190138901137?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/3805067190138901137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/quando-tudo-perde-um-sentido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3805067190138901137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/3805067190138901137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/quando-tudo-perde-um-sentido.html' title='Quando tudo pe(r)de um sentido'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-8193814412528959102</id><published>2011-02-11T13:33:00.005-02:00</published><updated>2011-02-16T11:28:45.445-02:00</updated><title type='text'>O sacrifício de Isaque (encarando o problema)</title><content type='html'>Algumas pessoas temem encarar o texto que narra o sacrifício e Isaque (Gn 22. 1-9), outras,  contudo, procuram elevá-lo ao grau de "Deus é Deus e nao pode ser  questionado". Impedindo, assim, de enfrentar a dor que esse texto  deveria casuar a quaquer bom cristão do tempo atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  Deus pôde ser capaz de pedir que Abraão sacrificasse a Isaque? Como  pôde fazer essa tortura psicológica no seu "amigo"? Como pôde dizer um  dia a Abraão que "em Isaque será tida a tua descendência" e, logo  depois, faz Abraão imaginar que ele seria morto? O que dizer da  resignação de Abraão e, aparentemente de sua tristeza? Como um  torturador de mentes pode ser chamado de "Deus amoroso" ou, de  "verdadeiro amor"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho engraçado que o profeta  Jeremias, que tinha ascendência sacerdotal, pareça não conhecer essa  história. Por três vezes, seu livro diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E edificaram  os altos de Tofete, que está no Vale do Filho de Hinom, para queimarem  no fogo a seus filhos e a suas filhas, o que nunca ordenei, nem me subiu  ao coração" (Jeremias 7:31).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Porque edificaram os  altos de Baal, para queimarem seus filhos no fogo em holocaustos a Baal;  o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me veio ao pensamento"  (Jeremias 19:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E edificaram os altos de Baal, que  estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas  filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu  coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá"  (Jeremias 32:35)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos dá a dica de estarmos em um  texto mais recente do que os de Jeremias e que, talvez, de alguma forma,  seja, por ele, influenciado. Embora seja provável que essa história já  existisse há muito tempo, onde, pelos judeus, foram trocados os  personagens. Fazendo&amp;nbsp; com que Abraão e Isaque sejam os principais do mito que  procura explicar quando e como o sacrifício humano fora substituído pelo  sacrifício de animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Juízes temos a tradição de  que Jefté realizou o mesmo sacrifício, mas a Javé. E, em momento algum,  nem para sua filha e nem para que os cercaram, pareceu estranha sua  atitude. Seria isso uma forma de mostrar que o sacrifício humano, em algum momento, foi visto como algo "ortodoxo"? Jeremias, então, de alguma forma, assume uma postura de  correção demonstrando a negação de Javé ato sacrifício humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O  Vale de Hinom, ou Vale do Filho de Hinom que, no ambiente do Novo  Testamento é chamado de Geenna, tornou-se símbolo da vergonha, do horror  em lembrança a esses dias de Jeremias. Para lá passou-se a levar  carcaças de animais mortos, corpos de indigentes, ladrões e também o  próprio lixo de Jerusalém, fazendo deste lugar maldito para a memória  jerusalemitana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao texto de Gênesis, como  visto, estamos diante de uma tradição mais recente do que a de Jeremias e  a de Jefté. Pois, diferente da prática de sacrifício do tempo do  profeta e da aceitação do sacrifício da filha do Juiz, Javé rejeita a morte, em seu Nome, do filho de Abraão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, para a  mentalidade antiga, sacrificar o filho ao seu deus é prova de real  devoção ao deus que faz o pedido. Será que Abraão é devoto mesmo de  Javé? Estaria ele disposto a entregar seu filho a Deus? O objetivo na  narração é dizer que sim, contudo, que Deus nao aceita tal sacrifício e,  em seu lugar, aceita o sacrifício do cordeiro. Que, desde então, assume  o lugar de vítima no altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, o autor da  história, ou autores, mantém a fidelidade de Abraão e também, a bondade  de Javé em rejeitar tal sacrifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-nos maldade  ou loucura, ainda assim, a tortura psicólogica que Deus faz a seu  "amigo". Isso se mantivermos a leitura ao "pé da letra". Não entendo que  trata-se de um mito antigo, onde sacrifício de filhos ou o pedido do  sacrifício feito por uma divindade é normal. Em diversas culturas, mesmo  nos povos antigos da América Latina, o sacrifício humano faz parte da  vida religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus, talvez influenciados pelo  pensamento de Jeremiais, editam essa história do sacrifício de Isaque  como uma forma de condenar tal prática. Diferenciando-se, assim, de  grande parte das religiões da época, sem, contudo, fugir à influência da  normalidade de um pedido "sacro-homicida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal texto,  então, pode ser encontrado como uma forma de condenar às práticas de  sacrifício humano. A partir de então, na época do retorno do exílio,  data provável para esse conto, não serão aceitos tais rituais. Louvável  é que alguém seja devoto a esse ponto - pensemos isso respeitando o  tempo da escrita - mas esta devoção é dispensável para Javé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se aplica isso ao nosso tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como  vimos, nos tempos antigos, Jefté é exemplo de uma época onde o  sacrifício de humanos, mesmo a Javé, é encarado com normalidade. De  fato, mesmo os cristãos, em época bem posterior, colocam um sacrifício  humano como o libertador para toda a humanidade que nao precisa ser  repetido, mas que ocorreu: o sacrifício de Cristo na cruz. Mas isso é  uma outra história que, em outro momento, poderemos falar sobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando  ao nosso ponto, a normalidade dessa sacrifício que, de certa forma, em  algum momento, fazia parte da cultura e da prática religiosa do povo,  quer a Javé quer aos "Baalins", torna-se questionada pelo profeta  Javista. E uma reforma na mente religiosa do povo é executada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da  mesma forma, de épocas em épocas, faz-se necessário observar a visão  que se tem de Deus. Se a mesma não é uma visão "medieval" para a época  que se vive. Discursos, práticas e doutrinas que pertencem a um tempo e a  um momento histórico devem ser revistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como exemplo  bobo, mas que pode muito vem fazer parte do nosso discurso, está  presente no teatro, que em épocas antigas era visto como lugar que nao  devia ser frequentado por protestantes; instrumentos musicais tais como a  bateria e a guitarra nao podiam fazer parte do culto cristão e que,  hoje, são considerados quase que indispensáveis em nossos templos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais  exemplos não fazem parte da profundidade que o texto procura narrar. A  intensão foi apenas exemplificar, entretanto, podemos pensar de forma mais  profunda e levantar questões, tais como: ecumenismo e macro-ecumenismo  (ou diálogo interreligioso) que, ainda hoje, se mostram como o grande  desafio contra-cultura, como o de Jeremias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplos  são muitos. E todos mostrariam a necessidade de um pensamento sempre  evolutivo. Que se mantém fiel à tradição bíblica, mas que propõe uma  reforma na forma com que se encara a tradição. Impedindo,então, o "gesso ortodoxo" e, por  fim, a inutilidade do cristianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião que não  se adapta, que não evolui, que nao repensa sua revelação e seu  relacionamento com a divindade de acordo com o tempo e com a cultura,  mantendo-se fiel à seus valores, não pode, de forma alguma, afirmar que  serve ao Deus de todos os tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-8193814412528959102?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/8193814412528959102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/o-sacrificio-de-isaque-encarando-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8193814412528959102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/8193814412528959102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/o-sacrificio-de-isaque-encarando-o.html' title='O sacrifício de Isaque (encarando o problema)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4113309111430534970</id><published>2011-02-01T14:27:00.002-02:00</published><updated>2011-02-01T16:39:34.779-02:00</updated><title type='text'>A fé dos desterrados ( ainda sobre Região Serrana)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dor, medo, angústia, corrupção, violência, incerteza, insegurança, infelicidade... por mais que achemos que, falando de vida local, estejamos longe disso, a bem da verdade é que, na maior parte do mundo, isso é comum. Muitos hoje aprenderam a não confiar, contudo, guardam dentro de si esses e outros sentimentos. Para mim, basta conversar com alguém no trem, no metrô, no chat, no trabalho e descubro que isso é cada vez mais comum, como tenho reparado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de pincelar um pouco sobre a situação dos contemporâneos dos escritores bíblicos. Diferente do que somos tentados a pensar, as histórias bíblicas dificilmente nascem da felicidade. São, antes, testemunhas da dor, do fracasso, da descrença e da injustiça. Procurando, de alguma forma, manter firme a confiança na Providência e, ao mesmo tempo, trazendo sobre cada um dos destinatários, a responsabilidade e a capacidade de viver em um mundo (ou país) melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro grande problema, que temos mais informações, acredito ser o cativeiro Babilônico. É bem verdade que temos relatos de que muitos judeus conseguiram viver tranquilamente na terra estrangeira. Mas temos outros relatos históricos que confirmam a grande dor presente nos textos de Lamentações, que escrevo abaixo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Por estas coisas eu ando chorando; os meus olhos, os meus olhos se desfazem em águas; porque se afastou de mim o consolador que devia restaurar a minha alma; os meus filhos estão assolados, porque prevaleceu o inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estende Sião as suas mãos, não há quem a console; mandou o SENHOR acerca de Jacó que lhe fossem inimigos os que estão em redor dele; Jerusalém é entre eles como uma mulher imunda."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estão sentados na terra, silenciosos, os anciãos da filha de Sião; lançam pó sobre as suas cabeças, cingiram sacos; as virgens de Jerusalém abaixam as suas cabeças até à terra. Já se consumiram os meus olhos com lágrimas, turbadas estão as minhas entranhas, o meu fígado se derramou pela terra por causa do quebrantamento da filha do meu povo; pois desfalecem o menino e a criança de peito pelas ruas da cidade. Ao desfalecerem, como feridos, pelas ruas da cidade, ao exalarem as suas almas no regaço de suas mães, perguntam a elas: Onde está o trigo e o vinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que testemunho te trarei? A quem te compararei, ó filha de Jerusalém? A quem te assemelharei, para te consolar, ó virgem filha de Sião? Porque grande como o mar é a tua quebradura; quem te sarará?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A língua do que mama fica pegada pela sede ao seu paladar; os meninos pedem pão, e ninguém lho reparte.Os que comiam comidas finas agora desfalecem nas ruas; os que se criaram em carmezim abraçam monturos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os seus nobres eram mais puros do que a neve, mais brancos do que o leite, mais vermelhos de corpo do que os rubis, e mais polidos do que a safira. Mas agora escureceu-se o seu aspecto mais do que o negrume; não são conhecidos nas ruas; a sua pele se lhes pegou aos ossos, secou-se, tornou-se como um pau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mortos à espada foram mais ditosos do que os mortos à fome; porque estes morreram lentamente, por falta dos frutos dos campos. As mãos das mulheres compassivas cozeram seus próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição da filha do meu povo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A nossa água por dinheiro a bebemos, por preço vem a nossa lenha. Os nossos perseguidores estão sobre os nossos pescoços; estamos cansados, e não temos descanso.Aos egípcios e aos assírios estendemos as mãos, para nos fartarem de pão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá. Os príncipes foram enforcados pelas mãos deles; as faces dos velhos não foram reverenciadas. Aos jovens obrigaram a moer, e os meninos caíram debaixo das cargas de lenha. Os velhos já não estão mais às portas, os jovens já deixaram a sua música. Cessou o gozo de nosso coração; converteu-se em lamentação a nossa dança."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza e a depressão parecem fazer parte desse povo. Quando finalmente retornam do exílio e recebem a permissão de Ciro para a reconstrução de Jerusalém e do Templo, os judeus parecem sentir ai a expectativa de um novo tempo, o tempo Messiânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, outros impérios aparecem, e, de forma triste, a terra da Judéia vai passando de tutor a tutor. Ao caírem nas mãos do Império grego, mesmo estando sobre o domínio deles, conseguem, pelos seleucidas, certa tranquilidade para viver sua fé. Até que Antíoco IV Epifânes se revela uma verdadeira "Besta". Persegue o povo judeu, mata, vende como escravos, prende, coloca a estátua de Zeus dentro do templo, obriga a comer carne de porco, sacrifica um porco no santo dos santos, rouba os utensílios sagrados, ordena o trabalho sabático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, os Romanos... esses são impiedosos... Após tantas humilhacoes, estupros, saques, impostos altos, o povo tenta se rebelar de diversas formas e sempre é derrotado. A derrocada final vem no ano 70 d.C.. Quando Tito invade Jerusalém, a destrói e derruba o fabuloso Templo. E, mais uma vez, a dor de Lamentações, citada nos textos acima, é re-sentida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante, contudo, é que, esse mesmo povo, quer em todos os braços deles (sacerdotal, farisaico, essênico, cristãos, proféticos, apocalípticos e etc) sempre gerou livros, nessas mesmas épocas, nesses momentos de dor, para falar de uma única coisa: esperança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que levava um povo, nessa situação, a falar de união, de socorro Divino, de amor, misericórdia, esperança e vida eterna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando de uma forma que nos interessa entender, estamos acostumados a esperar, das pessoas que não vivenciaram o a tragédia da região serrana, uma palavra de apoio e incentivo. Agora, imaginemos alguém que tenha perdido tudo, promovendo, escrevendo e enviando mensagens de esperança, apoio e acreditando em dias melhores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É exatamente essa a experiência dos autores bíblicos. Estavam entre os vitimados, faziam parte dos que não tinham nada, mas tinham esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma loucura aos olhos de qualquer um acostumado com a experiência empírica para acreditar ou ter. Uma desventura para aqueles que se acostumaram a não precisar crer. Mas uma vitalidade e uma coragem que cabe apenas para aquele que viveu a experiência da fé. E quando digo fé não me reporto a uma religião - instituição -, antes, tenho em mente, a fé naquilo que não tem explicação e dispensa teorização. Fé como algo que, sem avisar, nasce em nosso íntimo, nos dá força e nos faz, simplesmente, acreditar naquilo que é impossível crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou como àqueles que viveram tais dias. Faço parte do grupo dos que assistiram aos noticiários. Embora tenha ido a Friburgo, ajudado um pouco e visto algumas das necessidades daquela cidade, ainda assim, faço parte daqueles que ainda tem sua cama quentinha, sua comida vinda de seu próprio trabalho. Mesmo me permitindo chorar com os que CHORAM, ainda assim sou os que choram com os que CHORAM e não os que CHORAM. Contudo, pude observar de perto um pouco dessa esperança desmedida, aparentemente insana e consideravelmente imprescindível, nos olhos daqueles que trabalharam, lutaram, ajudaram, mesmo precisando de ajuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessas horas eu sinto-me como a tradição mosaica afirma que Moisés ficou: face a face com Deus. &lt;br /&gt;Vejo Deus nessas pessoas... vejo Deus nos "chorões" que consolam os que choram. Vejo a Ruah de Deus presente de forma mais do que imanente, nos olhos lacrimosos dos que enxugam as lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, nessas horas,sacio minha curiosidade de entender o que fazia com que os homens do passado acreditassem e lutassem por dias melhores em momentos tão sombrios. Pois, da mesma forma, o mesmo Espírito, a mesma fé, a mesma coragem, a mesma força, o mesmo Deus, a mesma humanidade, vejo diante de mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E, nessa hora, sinto-me como aquele que confirma, visivelmente, a existência, a atuação e a experiência com o Deus que é vivo e amoroso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4113309111430534970?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4113309111430534970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/fe-dos-desterrados-ainda-sobre-regiao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4113309111430534970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4113309111430534970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/02/fe-dos-desterrados-ainda-sobre-regiao.html' title='A fé dos desterrados ( ainda sobre Região Serrana)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-4927470976171898967</id><published>2011-01-27T15:26:00.001-02:00</published><updated>2011-01-28T02:34:55.984-02:00</updated><title type='text'>Ainda sobre tragédias...</title><content type='html'>Desde que o mundo é mundo, o ser humano convive com tragédias. Terremotos, maremotos e etc. Na bíblia temos exemplos: o próprio relato mitológico do Dilúvio aponta para a experiência de enchentes que matam e destroem tudo; o conto destruição de Sodoma e Gomorra, que demonstra, talvez, uma experiência de um vulcão em erupção; a seca que Canaã passou nos temos patriarcas que coincide com os sete anos de "vacas magras" preditos por José. A diferença é que o homem antigo sempre atribuia isso a um deus. Não apenas as tragédias mas também a chuva, a boa colheita e etc. Tudo estava linkado a um deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento do iluminismo o mundo se secularizou. E começou a reparar que a ciência respondia o porquê de terremotos, ondas gigantes, tornados e etc. Mas, com isso, ergueram-se alguns problemas com a religião, pois tirou de Deus a responsabilidade por esses atos, enquanto que os religiosos ainda matinham a severidade de um deus que castiga a tudo e a todos com a sua natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é triste porque os religiosos teriam, na ciência, uma forma excelente de tirar das costas de Deus o peso de ser alguém tão sanguinário. Por que nao o fazem? Talvez porque com isso se demonstraria um Deus meio impotente, que não consegue governar a fúria de sua natureza e, então, sustentam uma contradição que, de alguma forma, tentam dizer que não existe: o fato de adorar a um Deus que é amor, mas é fogo consumidor. Que consome quem acha que deve consumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu dei uma olhada na pesquisa que fizeram no google que levou dezenas de pessoas a cairem no meu blog. O que vi foram pessoas e mais pessoas que, no lugar de procurarem explicacoes em seus sacerdotes ou líderes religiosos, procuram no google a resposta para suas dúvidas. Que perigo para a fé é isso! Querem saciar suas dúvidas que apontam para uma única pergunta: onde estava Deus enquanto centenas e centenas de pessoas morriam de forma tão triste ou perdiam tudo que construíram, além de suas próprias famílias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que procurar Deus nas tragédias? Será um retorno ao homem antigo, que é incapaz de saber que existem porquês científicos para a seca ou para a abundância? Por que procurar Deus nas tragédias quando, na realidade, deveríamos procurá-los nas pessoas que se doam voluntariamente para devolver algum tipo de dignidade aos sobreviventes? Por que não procurar Deus nas pessoas que fazem doações? Por que não procurar Deus na força e na fibra de reconstruir suas vidas? Qual o prazer de ver Deus onde só se enxerga dor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse na postagem anterior: Deus não é a causa, mas sim uma das vítimas dessa dor. Deus, nesse momento, é como um pai que é culpado por seu filho ter morrido. Pensemos nos pais e nos homens e mulheres que tentaram salvar entes queridos e não conseguiram, como se sentem culpados e como são, por alguns, culpados, quando, na realidade seus desejos eram de vida e não de morte. Assim é Deus... culpado por nós por ser incapaz de salvar seus filhos. Pior ainda, culpamos a um Deus que pensamos ter condições de evitar a tragédia, e, assim, o acusamos, ainda que sem reparar, de assassino. Aquele que dá sua vida, é acusado de tirar a vida que não é sua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero concluir apenas relembrando isso: Deus é amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-4927470976171898967?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/4927470976171898967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/ainda-sobre-tragedias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4927470976171898967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/4927470976171898967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/ainda-sobre-tragedias.html' title='Ainda sobre tragédias...'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2308698943280155394</id><published>2011-01-17T10:18:00.003-02:00</published><updated>2011-01-24T16:57:07.291-02:00</updated><title type='text'>O luto de um Deus que sabe o que é morrer (ainda sobre a tragédia da Região Serrana-RJ)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já se pode reparar, nesse mês meu blog está dedicado às vítimas da maior tragédia por deslizamento do país. Nessas horas vejo que é comum a pergunta sobre "onde está Deus ?"e/ou "por que ele nao evitou tal sofrimento?". Um discurso comum que se ouve, dentro das igrejas, é sobre um tal cumprimento da Escrituras, que apontam para tragédias maiores que virão. Contudo, o frequentador desse blog sabe que não sou dado a discursos comuns, e, portanto, acredito sim que, infelizmente, tragédias maiores o mundo perceberá. Porém, não como um cumprimento de nada além, a não ser do descaso com a natureza e com a habitação de lugares de risco, coisa que no Brasil, tristemente, é comum o segundo caso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, se não creio em cumprimento de nada, como responder a questão: onde estava Deus? Essa pergunta me faz lembrar uma experiência que E. Wiesel conta em seu livro "Noite", quando estava no campo de concentração nazista:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="search" style="visibility: visible;"&gt;&lt;i&gt;"A SS enforcou a dois homens judeus e a um jovem diante de todos os internos no campo. Os homens morreram rapidamente, a agonia do jovem durou meia hora. ‘Onde está Deus? Onde está?’, perguntou um atrás de mim. Quando depois de longo tempo o jovem continuava sofrendo, enforcado&lt;br /&gt;no laço, ouvi outra vez o homem dizer: ‘Onde está Deus agora?’. E em mim mesmo escutei a resposta:&lt;br /&gt;Onde está? Aqui... Está ali enforcado no madeiro”.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deus é, precisamente, não a causa do sofrimento dos quem morreram ou perderam tudo. Mas vítima de todo esse acontecimento. Ele morre com os que morrem, chora com os que choram, fica de luto com os enlutados. Vive cada experiência como sua. E isso, não de forma oral&amp;nbsp; ou teórica, mas de fato. Da mesma forma o profeta ensinava que a glória de Javé foi levada ao cativeiro, junto com os cativos; assim é a mensagem da cruz que Cristo "morreu a nossa morte"; Também diz o salmista que se no sheol está o meu leito (ou seja estou morto), sei que ali também estás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o senso comum traz à baila não o Deus que sofre, que é afetado pelo mal que foi causado e sim como um Deus que abandona. Ainda assim, Deus também possui a experiência do abandono, do sentimento de solidão e desamparo que cada uma das vítimas possui. Pois, assim nos diz o evangelista, na cruz, Jesus disse: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sei bem que saber que Deus passou e passa por cada uma dessas experiência pode não trazer alívio, pois esperamos sempre&amp;nbsp; Deus milagroso que faz mágica e tudo acontece. Contudo, nesse momento, apresento o Deus que sofre, que chora, que é impotente e que apenas chora e tenta consolar, animar e renovar a esperança. Afinal, certo é que se Deus passou e passa por tudo isso, ele nao deseja tal experiência a ninguém. E os que por ela passam, são, por ele, amparadas, fortalecidas e reanimadas. Entrtanto, não como aquela velha mágica milagrosa dos contos de fada que estamos acostumados a desejar, mas sim, em forma de amigos, parentes, pessoas que se solidarizam, pois assim se revela Deus: no outro, na vida, no amor, nas ações que produzem a esperança de que as pessoas ainda podem esperar um mundo melhor. Um mundo sem tragédias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, nesse texto, não quero apresentar o Deus que poderia ter evitado tudo. Pois dessa forma vamos pensar em quantas guerras, quantos terremotos, quantas dores Deus não poderia ter evitado. Prefiro apresentar o Deus enlutado e, como vítima da cruz, da guerra, do terremoto, do latrocínio, do estupro, do deslizamento, enfim, como vítima de todo o mal, que, em seu luto, "se envolve, resolve e revive".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não creio no Deus que desampara, mas creio na experiência (sentimento) de desamparo, que sentimos nessa hora, que o Filho de Deus sentiu e, como desamparado, nos ampara. Como pai de todos os desamparados, o proprio Filho nos ampara e, nesse momento de grande dor, ampara os desamparados e , estando desabrigado, se faz abrigo dos desabrigados. Assim como o profeta, eu vejo Deus sem casa nas quadras e nos locais onde estão os sem casa, em meio a multidão e entre tantas covas abertas, uma eu vejo gravada o nome de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-aventurado os que choram, porque serão consolados...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2308698943280155394?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2308698943280155394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/o-luto-de-deus-por-um-deus-que-sabe-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2308698943280155394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2308698943280155394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/o-luto-de-deus-por-um-deus-que-sabe-o.html' title='O luto de um Deus que sabe o que é morrer (ainda sobre a tragédia da Região Serrana-RJ)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2237261776489934991</id><published>2011-01-15T03:07:00.001-02:00</published><updated>2011-01-15T03:07:40.619-02:00</updated><title type='text'>Friburgo: Dias Tristes (a voz de quem vive)</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: times, serif; font-size: 16px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;Na madrugada de terça para quarta, fui acordado por gritos que pediam socorro&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;era uma familia desesperada por que uma barreira havia caido sobre sua pequena casa&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;uma criança ficara presa entre moveis e destroços&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;a criança ainda falava e eu lhe perguntava: qual é seu nome, pequena&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;e ela dizia: é sabrina, tio, me tira daqui ... meu pe esta preso&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;eu e meu irmao tentamos remover os obstaculos para acessar a criança&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;a chuva intensificou-se e agua subia pelo comodo que restou de pe&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;usamos martelos para tentar abrir buracos para esgotar a agua cheia de lama&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;bombeiros nao respondiam - ja havia dezenas de pedidos de socorro e a cidade ja estava submersa&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;estavamos sós - abandonados a propria sorte&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;a partir desse momento, a pequena ja nao mais respondia&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;depois de muito tempo, o corpinho ja inerte foi retirado - sem vida&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ainda assim, tentamos muito uma massagem de ressuscitação&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;em vão ...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;o sentimento de culpa e impotencia é muito ruim&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;nessa mesma hora, um estrondo opaco e grave surdou-nos a todos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;uma encosta - na verdade uma montanha coberta de mata nativa - deslizou sobre o predio da escola que levamos mais de 10 anos para erguer&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;salas e predios no chao em segundos - nada que nao se reconstrua, mas nada que nao fique para sempre na memoria&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;quarta e quinta foram dias de pavor&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;noticias desencontradas - noticias de amigos mortos, desaparecidos ...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;uma caminhada pelas ruas enlameadas revelava um cenario de guerra&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;gente andando de um lado ao outro - sem rumo&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;comerciantes limpando lojas&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;gente de casa tentando recuperar restos de tudo&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;igrejas mobilizando pequenos exercitos para limpar templos (quanta gente fora deles precisando de socorro!)&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;algum relance de alivio&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;uma criança salva de entre escombros de um predio derrubado&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;salva por um pai que a agasalhou com o corpo e assim permaneceu por mais de 20 horas sob as lajes e ferros retorcidos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;um pai que da a vida por um filho&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;quando a sexta raiou, havia muita agua ainda caindo&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: small;"&gt;hoje foi um dia triste&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;sepultamos uma família inteira - 8 pessoas (3 adultos, 5 adolescentes) - avó, filha, genro, 5 netos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;o cemitério disponível fica muito longe e no momento do funeral chovia muito e ja estava perto de anoitecer&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;orações e hinos tiveram de ser "corridos"&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;nao havia muito o que dizer - so havia lagrimas&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;correr entre tres sepulturas distantes para "distribuir" corpos foi uma experiencia absurdamente triste, constrangedora e degradante&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;policia, bombeiros, defesa civil, marinha, exercito, bope&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;um esquadrao de guerra na rua&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;uma operaçao de guerra contra sabe-se la o que&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;vai chover mais?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;o que mais vai cair?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;o que mai vai encher?&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;um alarme falso causou panico na cidade inteira&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;a noticia de uma represa rompida fez gente correr morros acima&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;gente avancar com automoveis sobre tudo e sobre todos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;batidas e atropelamentos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;panico geral&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;os corpos, mais de 250 ate agora, estao epalhados entre ginasios e escolas de samba&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;o cheiro ja é mau&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;os olhares estao ou perdidos em busca de algo que nao se sabe o que é&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ou fixados na busca de alguem certo mas que nao se sabe onde esta&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;hoje recebi a ligacao telefonica de um eximio cirurgiao&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;me retornava, porque na noite da terca feira liguei desesperado para ele em busca de uma orientacao para trazer de novo a vida aquela menina afogada na lama&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;sua consciencia o fez retornar a ligacao&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;queria apenas pedir desculpas por nao ter podido ajudar&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;nao sabia quem eu era - mas sabia que nao dormiria em paz se nao soubesse do desfecho daquele telefonema inoportuno na madrugada&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ter que dormir fora de casa é ruim - uma mesma muda de roupa no corpo&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;mas nao consigo imaginar a indignidade de quem nada mais tem e dorme sobre colchonetes num amontoado de gente largada pela vida&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;nao ha esperanças de mais sobreviventes sob escombros&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;triste saber que minha teologia agora serve a dezenas de familias para enterrar seus mortos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;tenho me permitido, ao menos, chorar com os que choram&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;nao consigo ficar sem chorar&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;doi muito ...&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;ajudas podem ser remetidas em dinheiro para o Banco do Brasil, ag 0335-2, c/c 120.000-3 ( conta da prefeitura destinada a esse fim )&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 12pt; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;ricardo lengruber&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2237261776489934991?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2237261776489934991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/friburgo-dias-tristes-espaco-reservado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2237261776489934991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2237261776489934991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/friburgo-dias-tristes-espaco-reservado.html' title='Friburgo: Dias Tristes (a voz de quem vive)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-48417539751023713</id><published>2011-01-14T15:28:00.001-02:00</published><updated>2011-01-14T15:30:34.783-02:00</updated><title type='text'>Sobre dores... (a propósito da tragédia na Região Serrana-RJ)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses últimos dias eu estou vivendo uma dor e raiva que sempre sinto nessas horas. Estamos diante da pior tragédia de deslizamento que o Brasil já teve. Segundo a ONU, estamos entre os 10 piores que o mundo já teve, dos últimos 111 anos. E tenho que abrir mão do tema do blog para falar sobre o que sinto, preciso desabafar e deixar registrado meu desabafo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha dor..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acho que todos nós que esperamos a vinda de um Reino Utópico, deviamos sentir muitas dores ao testemunhar situações que contradizem e colocam em cheque toda a nossa esperança. Não, não digo que descri ou qualquer coisa do tipo. Mas me pergunto: quem justifica cada crianca que morreu nos deslizamentos? Quem justifica cada pai e mãe de família que deixam filhos sem pais? Quem justifica cada família que, simplesmente, não existe mais? Onde está o justificador dos animais e plantas que também já são mortos?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Culpar é fácil... culpemos as pessoas que habitam em lugares irregulares; culpemos o governo que permitiu a ocupação; culparemos o aquecimento global e, como isso, a nós mesmos. Arrumar culpados é algo que todo o ser humano sabe fazer muito bem. O mito bíblico de Adão e Eva já ensinava isso: "a mulher que me deste me deu e eu comi", "a serpente me enganou e eu comi". Sempre procuramos culpados... Não posso dizer que na prática não fazemos nada, porque, de fato - gracas a bondade que ainda existe no ser humano, essa parcela divina que nada pode apagar -&amp;nbsp; muitos estão se mobilizando para fazer alguma coisa pelos sobreviventes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, qual é a minha dor?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito que seja a impotência diante do nada... nao digo que nao posso e nao vou mandar alimentos e o que puder mais. Mas nessa hora me recordo de uma experiência que um amigo e professor teve (ele mora em Nova Friburgo), colocarei o link de sua história no final dessa postagem. Ele diz que depois da tentativa frustrante de salvar uma menina que nao resistiu, ao tentar procurar um bombeiro para resgatar o corpo, o bombeiro dizia: estamos dando prioridade aos vivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa... essa é precisamente minha dor... o raciocínio do bombeiro é lógico, simples e correto: não tinha mais o que fazer por aquela menina, mas existem outros, nos escombros, ainda vivos, que precisam sim de ajuda, e que ainda se pode fazer alguma coisa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha questão nao é pensar que ele estava errado... o tempo que ele resgata o corpo morto da menina, é o tempo que ele precisava para salvar alguem que estivesse quase morrendo, mas ainda vivo. Minha inquetacao nao passa pelo "abandono" do corpo. Mas pela presença dele.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;"Não há mais o que fazer por ela"... não há mais o que fazer para mais de 520 pessoas (até o momento é minha ultima informacao). Não há mais o que fazer para recuperar vidas, casas, histórias, alegrias... não há mais. Sinto-me como o poeta lamentador (me dando o direito de alterar o contexto): Os caminhos de Sião pranteiam, porque não há quem venha à festa solene;  todas as suas portas estão desoladas; os seus sacerdotes suspiram; as  suas virgens estão tristes, e ela mesma tem amargura.(Lm 1:4).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Minha Raiva...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A facilidade com que as pessoas q se dizem cristãs escrevem em blogs e comentam notícias: Jesus está voltando! A parusia, para o mundo inteiro, representa consolo, conforto, vida, alegria e paz. Quando que as pessoas vao aprender a se calarem quando nao tiverem anda a dizer?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querem inaugurar um momento de paz com um momento de dor maior... cansa, cansa de verdade esse povo bobo de mente vazia q se diz cristão...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como falei: momento raiva!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110114_fernanda_menina_morta_friburgo_rw.shtml" rel="nofollow" target="_blank"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/01/110114_fernanda_menina_morta_friburgo_rw.shtml&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-48417539751023713?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/48417539751023713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/sobre-dores-proposito-da-tragedia-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/48417539751023713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/48417539751023713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2011/01/sobre-dores-proposito-da-tragedia-na.html' title='Sobre dores... (a propósito da tragédia na Região Serrana-RJ)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7263188413402460710</id><published>2010-11-12T16:34:00.001-02:00</published><updated>2010-11-12T16:43:03.234-02:00</updated><title type='text'>Apocalipse (a loucura de ter esperança)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O movimento apocalíptico teve seu início por volta do século II antes da nossa era. Esse movimentro produziu muitos livros, dos quais, uma grande parte, ainda conhecemos. A bíblia registrou a presença de um grande livro dessa época. Falo de Daniel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que possamos compreender esse movimento devemos imaginar, para algo bem mais próximo de nós, nossa época da ditadura. Onde, qualquer pensamento contrário ao governo instituído seria considerado crime e deveria ser suprimido com toda a força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linhas da nossa histórias são manchadas com muitas lágrimas, dores e sangues durante esse período. Isso porque, em algum momento, homens e mulheres ousaram acreditar no amanhã. Como bem diz Chico Buarque, sobre essa esperança: Apesar de você amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma esses escritores esperavam e criam no amanhã. Voltaram do exílio, mesmo nao estando livres, conseguiram crer na presença de Javé no retorno do exílio, mas foram passando de mãos de opressores para mão de opressores, chegando até a tutela dos Romanos. E, sem forças, o povo sede a descrença. Seus profetas&amp;nbsp; já não inspiram confiança, javé parece ter abandonado seu povo. No meio de tanta dor, de tanta lágrimas, alguém ousou dizer: amanhã há de ser outro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com suas linhas cheias de símbolos, sinais e mistérios, os autores, que se protegiam através de pseudonimos, enviam mensagens cifradas para o povo. Tinham o objetivo de dar a eles a crença no amanhã, no livramento, na paz, reencataram a vida daqueles que não viam mais motivo em crer em nada de bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o mesmo intuito, com a mesma perseverança, com a mesma fé teimosa, o autor do apocalipse escreve em seu livro sobre a esperança. Sobre a promessa de paz para um pequeno povo, chamado de cristãos, que temiam bastante o levante de um tal de Domiciano. Já tinham sofrido de forma imensurável nas mãos de um Nero César: Perseguidor implacável, falsa testemunha de acusação dos cristãos e um líder capaz de fazer atrocidades a um povo que era apenas diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o medo do levante desse Domiciano, que mais parecia a reencarnação de Nero, a fé perde a força, a esperança e a luta por um mundo melhor é simplesmente abandonada. Então o autor detecta isso, e traz a mensagem da renovação da esperança e ensina os cristãos sem esperança, a, de forma teimosa, continuarem testemunhando e lutando por um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor não é alheio ao sofrimento e nem está em um lugar seguro, ele mesmo se identifica como alguém que entende e sofreu na pele as consequências de ousar crer em algo melhor (pseudomimo): "Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo"(ap 1,9)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas palavras ganham tanta força que conseguem encontrar condições de consolar até os que foram mortos por se mantiverem fiéis ao compromisso do Reino de Deus: "E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram."(ap 6.11)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor é tão próximo do sofrimento do seu povo que diz, inclusive, que o próprio Cristo, Cordeiro de Deus, sofreu com essa perseguição: "E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo é o primeiro dos mártires da nova aliança. Logo, entende na pele a dor de cada um dos seus seguidores, e, justamente e somente assim, pode se identificar e ser solidário àqueles que, como ele, sofrem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso mesmo que o autor ousa dizer como será o fim da históra: "E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.&lt;br /&gt;E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."(ap 21,3-4)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A apocalíptica, antes de produzir livros que dão medo ou que trazem mensagens intocáveis, seu objetivo é consolar, animar e trazer a esperança à vida. Suas linhas trazem mensagens de luta e de fé. E não de abatimento ou de apatia, como que aguardando algo alheio ao desejo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma utopias se levantaram em todo o mundo. Hoje, acredito eu, as pessoas deixaram de sonhar com essas coisas: não valorizam sua terra, nao valorizam seu povo, sua cultura, sua família, suas raízes, sua história, seu voto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu vejo que há "autores apocalípticos" ainda hoje. Homens que lutam, que apontam e que desejam algo para além da realidade atual. Questiono bastante a mensagem que a igreja traz para o mundo: uma mensagem de ameaça, onde o Cristo que se identifica com o sofrimento do ser humano, presente no apocalipse, é substituído pelo Cristo que ameaça com o fogo do inferno àqueles que nã seguem a doutrina dessa ou daquela religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mensagem de consolo, que renova a fé, é levianamente trocada por uma mensagem que vê dentro das catástrofes climáticas um cumprimento do desígnio sádico de um Deus "anti-Cristo", cultuado nas igrejas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu prefiro o Deus apocalíptico, que não é o Deus da catástrofe, como está hj no imaginário popular devido o peso da palavra "apocalipse", que, originalmente, se trata de "revelação" e nao "destruição", como desejam muitas mentes ansiosas por vingança, por sangue e por um egradecimento de um Deus do seu próprio ventre. O que é bem contráditório com o humilde Cordeiro que foi ferido e morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo uma mensagem, não apocalíptica, mas estacológica sim, presente em uma canção que mostra o desejo humano por isso que os autores apocalípticos lutaram e idealizaram:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um vilarejo ali onde areja um vento bom&lt;br /&gt;Na varanda, quem descansa, &lt;br /&gt;Vê o horizonte deitar no chão pra acalmar o coração&lt;br /&gt;Lá o mundo tem razão&lt;br /&gt;Terra de heróis, lares de mãe,&lt;br /&gt;Paraiso se mudou para lá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por cima das casas, cal,&lt;br /&gt;Frutas em qualquer quintal&lt;br /&gt;Peitos fartos, filhos fortes&lt;br /&gt;Sonho semeando o mundo real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda gente cabe lá&lt;br /&gt;Palestina, Shangri-lá&lt;br /&gt;Vem andar e voa&lt;br /&gt;Vem andar e voa&lt;br /&gt;Vem andar e voa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá o tempo espera&lt;br /&gt;Lá é primavera&lt;br /&gt;Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as mesas, pão&lt;br /&gt;Flores enfeitando os caminhos,&lt;br /&gt;Os vestidos, os destinos e essa canção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um verdadeiro amor Para quando você for&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7263188413402460710?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/7263188413402460710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2010/11/apocalipse-loucura-de-ter-esperanca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7263188413402460710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/7263188413402460710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2010/11/apocalipse-loucura-de-ter-esperanca.html' title='Apocalipse (a loucura de ter esperança)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-2094055216657217787</id><published>2010-10-18T15:03:00.001-02:00</published><updated>2010-10-18T15:35:16.282-02:00</updated><title type='text'>Três Frases, três visões que se unem (homenagem à turma)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Três frases: "quem é Deus?", "O mundo está em nós!" e "Se esperarem a mudança do mundo, se frustrarão". O mais incrível é que, ditas dessa forma, parecem não fazer parte de um mesmo assunto. Mas foram proferidas por três alunos em debate: Luiz Carlos Júnior, Valéria Macedo e Noemi Gomes, respectivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas frases, ditas em calorosa "discussão", me chamaram muita atenção. Vou ordenar de acordo com o interesse da minha reflexão, óbvio que, com isso, tirarei do contexto algumas dessas frases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quem é Deus?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim... eu me pergunto, quem é Deus pra mim? quem é Deus para o outro? Certa vez perguntaram a Rubem Alves se ele acreditava em Deus, essa pergunta lhe rendeu um livro. Sua resposta foi simples: em qual Deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas criam seus deuses. Essa é a verdade. O Deus que servimos é exatamente o que somos, só que com poderes. Tudo aquilo que desejávamos ser, todas os limites que desejávamos transpor, transferimos para o nosso ídolo pessoal, que chamamos de "Deus".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso eu ouso perguntar: quem é Deus? Quem pode responder essa pergunta de forma segura? Quem pode dizer que Deus é Pai, sem com isso lançar sua necessidade de ter uma boa figura de um Pai? Quem pode chamá-lo de Onipotente, sem estar dando a esse "deus" o seu próprio desejo por onipotência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Deus? Precisamos de uma resposta que esteja para além das palavras humanas. Precisamos de uma resposta que sobrepuja todo o nosso desejo de ser divino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradição das Escrituras (humana) fala de uma auto-revelação de Deus. Explora a idéia de que Deus se revela pelas coisas que criou. Com isso, quer dizer, que podemos responder um pouco dessa pergunta olhando tudo o que foi criado. E deve ser algo mais ou menos isso mesmo, pois há imagens indizíveis! Existem paisagens, beleza, harmonia e inteligência em toda a natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez alguém disse: tudo o que falarmos de Deus não passará de uma imagem opaca do seu verdadeiro Eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é Deus? Não podemos responder essa pergunta sem sermos partidários a nossa religião, a nosso pensar, enfim, a nós mesmos. Seria possível responder essa pergunta de forma livre? Seria possível dizer quem é Deus a partir dele mesmo? Acredito que não. E acredito que deva ser assim mesmo. Que justamente por não conseguirmos, conseguimos. Justamente por ser tão difícil, é tão fácil. E essa beleza misteriosa que intitulamos como Deus, é justamente o que o torna o que ele é: incógnita perfeita, mistério perfeito, amor imensurável, ser incapaz de compreensão, que não cabe em nada, mas preenche tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando que cada um traz em si uma resposta diferente para essa pergunta. Acredito que o ideal seja não procurar responder a pergunta, mas mergulhar-se no mistério que é esse Ser que não cabe em palavras, mas que deposita, dentro de nós, uma parcela de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa perspectiva aparecerá a segunda frase: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O mundo está dentro de nós &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A profundidade dessa frase me fez viajar. Num momento onde as pessoas acabam com a natureza e diminuem a atuacao dessa parcela divina, falada no texto anterior, essa frase me faz pensar como seriam as coisas se todos pensassem assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo um discurso nas igrejas que afastam o mundo de nós. Não apenas o mundo como sistema (como no debate o Junior tentou expor), mas afastam o mundo mesmo. Essa criacao rica que devíamos chamar de nossa casa. O Leonardo Boff certa vez disse o seguinte que a palavra "humano" vem de "humus", que, assim, o ser humano é a própria terra que ganha consciencia, inteligência e se relaciona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazemos parte dessa terra e ela faz parte de nós. Tal como temos em nós a parcela divina, e como Deus se revela em sua criacao, somos, também, parte dessa criação pela qual Deus se faz presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um círculo onde tudo inicia e finaliza em Deus. Mas nao finaliza no sentido de fim, mas no sentido de finalidade! Deus é o princípio e o fim. Aquele pelo qual o mundo existe e a quem o mundo se destina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mundo esse, que temos dentro de nós. Que somos parte. Somos, portanto, originados de Deus, originados da Terra, destinados ao mundo, destinados a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, ao olhar para esse mundo, e ver o quanto ele sofre com o sistema. Não temos outra frase, se nao:&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Se esperarem a mudança do mundo, se frustrarão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato... não há esperança para o mundo. Isso é uma afirmação tão fatalista quanto real. Mas, diante dessa afirmação... ao passarmos por uma frase quem aponta para um Deus que é imensurável e que, ainda assim, está dentro de cada um de nós; Ao passarmos por outra que diz que o mundo, essa natureza, divina e material, está também dentro de cada um de nós, surge um problema: se não há&amp;nbsp; esperança para o mundo... não há esperança para o homem, nem esperança para Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo está em Deus, Deus está no mundo. O homem está em Deus (Jesus é homem!), Deus está no homem. O mundo está no homem, o homem está no mundo. Existe uma forte ligação entre Deus e sua criação, sua criação com ela mesma e ela com Deus. Se não há esperança para algum membro dessa ligação, então não há esperança para o corpo inteiro. Pois essa ligação estaria, diretamente, afetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso triste, por isso deprimente. Por isso, perturbardora é essa frase. Mas eu percebo nela, algo que, talvez, a Noemi não tenha reparado: se ESPERARMOS a mudança do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esperarmos... já dizia o velho poeta: vem vamos embora que esperar não é fazer, quem sabe faz a hora, não espera acontecer. Somos convidados por Deus a nos "por a caminho". A trilharmos um rumo. E não a nos mantermos nele. Não somos chamados a sermos expectadores da vida, porém, atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao esperemos a mudança do mundo. Mudemos nós mesmos. Mudemos nosso foco. Deixemos de nos perguntar "quem é Deus?" e passemos a viver esse "Deus desconhecido, que se faz conhecer". Olhemos para dentro de nós e encontremos a identificação com a natureza, com o mundo e com o próprio Deus. E, por fim, deixemos de esperar algo. Nao somos passivos no mundo, mas agentes. Se deixarmos de lutar, se deixarmos de fazer valer a pena, se deixarmos de ser "homens de fé, homens de coração de criança", então, ai sim... para o homem, para o mundo, para a criação e para Deus, não haverá esperança...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-2094055216657217787?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://reinoutopico.blogspot.com/feeds/2094055216657217787/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2010/10/tres-frases-tres-visoes-que-se-unem.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2094055216657217787'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/260736683106194537/posts/default/2094055216657217787'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://reinoutopico.blogspot.com/2010/10/tres-frases-tres-visoes-que-se-unem.html' title='Três Frases, três visões que se unem (homenagem à turma)'/><author><name>Silvio Cezar José</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13688066156677301296</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_doKcaIOz9o0/Sth-gyk8YhI/AAAAAAAAADM/Rxk3CGLw50M/S220/fildo+26.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-260736683106194537.post-7309467837151101683</id><published>2010-09-23T10:43:00.006-03:00</published><updated>2010-09-23T17:07:08.767-03:00</updated><title type='text'>O lindo lago de Deus (Teologia e MPB)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Lindo Lago do amor&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Gonzaguinha)&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;"E bem que viu o bem-te-vi&lt;br /&gt;A sabiá sabia já&lt;br /&gt;A lua só olhou pro sol&lt;br /&gt;A chuva abençoou&lt;br /&gt;O vento diz "ele é feliz"&lt;br /&gt;A águia quis saber&lt;br /&gt;Por quê, por que, por qual será&lt;br /&gt;O sapo entregou&lt;br /&gt;Ele tomou um banho d'água fresca no lindo lago do amor&lt;br /&gt;Maravilhosamente clara água no lindo lago do amor"&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim... não há dúvida! Eis mais um "hino ao amor" que Gonzaguinha nos presenteia, como todo o seu talento. Mais uma obra-prima que, certamente, poderia ser chamada de Hino. Não apenas no sentido religioso do termo. Mas no sentido da vida! Em respeito à vida, em respeito ao amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gonzaguinha começa a música sem nos explicar do que se trata. Aparentemente a natureza fica intrigada diante de um mistério. Inclusive, "fofocas rolam" tentando descobrir do que se trata.&amp;nbsp; A intenção é envolver-nos na música. Curiosos, ficaríamos atento a cada diálogo da crição, procurando, com isso, identificar do que a natureza está falando. Até que, por fim, uma dica : O vento diz "ele é feliz". Embora ainda não fique claro, sabemos, contudo, que uma pessoa é o assunto da conversa. E, finalmente, o sapo nos explica e "entrega": &lt;i&gt;Ele tomou um banho d'água fresca no lindo lago do amor&lt;/i&gt; . Não tinha acontecido nada demais. Fora o o fato de que - enfim - o homem decidira se banhar no "lindo lago do amor".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acredito eu que essa canção, de letra e ritmo envolventes, se consciente ou não, traz uma forte mensagem escatológica. O momento onde tudo, mesmo a natureza, ficará perplexo diante do ser humamo. O momento em que o amor passará a viver no coração do homem, produzindo paz, alegria e admiração por todo lugar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este evento, o Cristianismo chama de segundo advento, judeus de vinda do Messias, budismo de Nirvana. Gonzaguinha, simplesmente, define como&amp;nbsp; mergulho no "lindo lago do amor".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um tom de pureza e de mensagem real nisso quando, como cristãos, olhamos para o círculo do apóstolo Paulo (Rm 8):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Porque a ardente expectação da criatura espera a manifestação dos filhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou,&lt;br /&gt;Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo"&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Cl 3)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeiçã&lt;/i&gt;o".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A todo momento somos convidados a mergulhar no amor. Sempre recebemos esse convite do próprio amor. Que, segundo a tradição cristã, é o Deus mesmo (I João 4). Gonzaguinha apenas nos mostra o quão maravilhoso será o momento em que decidirmos aceitar tal convite. As tradições judaica e cristãs também chamam esse dia de: Dia de Javé (dia do Senhor). Quando ELE virá julgar o mundo. E nesse dia até a criação celebrará (Sl 96): &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade&lt;/i&gt;".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que tal aconteça, não depende de Deus, nem da própria natureza, mas de cada um de nós. Aceitemos o convite e mergulhemos nesse "Lindo lago do amor", que é o próprio Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/260736683106194537-7309467837151101683?l=reinoutopico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rein
